Resenha ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix – J. K. Rowling’

Oi ooooi gente! Final do mês, por aqui, significa o que? Mais uma resenha do projeto de releitura da série Harry Potter! Já tivemos Pedra Filosofal, Câmara Secreta, Prisioneiro de Azkaban e Cálice de Fogo. Agora, chegou a hora de falar sobre o quinto ano de Harry em Hogwarts, depois que o Lorde das Trevas reapareceu. E no final, aquele pequeno comparativo com o filme, como venho fazendo. Então, vou logo pedindo desculpas pelo tamanho, mas acho que foi necessário. Antes de falar mais, vamos a sinopse…

Harry não é mais um garoto. Aos 15 anos, continua sofrendo a rejeição dos Dursley, sua estranhíssima família no mundo dos “trouxas”, ou seja, todos os que não são bruxos. Também continua contando com Rony Weasley e Hermione Granger, seus melhores amigos em Hogwarts, para levar adiante suas investigações e aventuras. Mas o bruxinho começa a sentir e descobrir coisas novas, como o primeiro amor e a sexualidade. Neste quinto livro da saga, o protagonista, numa crise típica da adolescência, tem ataques de mau humor com a perseguição da imprensa, que o segue por todos os lugares e chega a inventar declarações que nunca deu. Harry vai enfrentar as investidas de Voldemort sem a proteção de Dumbledore, já que o diretor de Hogwarts é afastado da escola. E vai ser sem a ajuda de seu protetor que o jovem herói enfrentará descobertas sobre a personalidade controversa de seu pai, Tiago Potter, e a já anunciada morte de alguém muito próximo.

LIVRO

Um novo ano começa, dessa vez, ainda mais difícil para Harry. Afinal, ele testemunhou a morte de Cedrico Diggory e ainda viu Voldemort retornar junto com todo o seu séquito de seguidores. E tudo o que ele pode fazer foi voltar para passar o verão na casa dos Dursley. Como tudo pode piorar, ele não teve notícias de seus amigos, vive esperando por algum indício de ataques de vilão e, durante uma tarde, quando estava voltando para casa com Duda, Harry e seu primo sofrem um ataque de dementadores.

Como o bruxo já tem experiências com esses seres, ele logo solta seu Patrono e os livra do ataque. Logo que isso acontece, Harry, primeiramente, descobre que esta sob vigilância de membros da Ordem da Fênix e, logo em seguida, que corre sério o risco de ser expulso de Hogwarts, afinal, menores de idade não podem praticar magia fora da escola.

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Harry terá que passar por um julgamento no Ministério da Magia e, enquanto espera por isso, o menino é resgatado por membros da Ordem e levado para o Largo Grimmauld, a nova sede da sociedade secreta e antiga moradia da Família Black. Lá, ele vai descobrir algumas coisas sobre o passado de seu padrinho e junto com os irmãos Weasley e Hermione, tentar descobrir as informações que os adultos tem escondido.

Conseguindo sair inocente das acusações do Ministério, graças a esperteza de Dumbledore, o bruxinho se prepara para mais um ano na escola. Logo na chegada, ele se depara com uma aluna de Corvinal, Luna, que se tornará parte da turma de amigos e é das poucas que acreditam nas palavras no menino. Afinal, Harry vai descobrir que muitas pessoas acreditam que tudo o que ele conta sobre o Lorde das Trevas é mentira e que Dumbledore quer tomar o poder, já que é o que o Ministro da Magia e o Profeta Diário estão espalhando por aí.

[…] – A sede da Ordem da Fênix – respondeu Rony na hora.
– Alguém vai se dar o trabalho de me dizer o que essa Ordem?
– É uma sociedade secreta – disse Hermione depressa. – Dumbledore é o responsável, fundou a Ordem. São as pessoas que lutaram contra Você-Sabe-Quem da última vez.

Fora isso, os alunos ainda precisam lidar com a nova professora de Defesa Contras as Artes das Trevas, Dolores Umbridge, que foi enviada pelo Ministro, para ficar de olho nos planos do diretor da escola. E, a cada semana que passa, vai ganhando mais poderes. A intragável professora com aparência de sapo, aplica castigo severos nos alunos, além de não ensinar nada de concreto aos alunos, nada que os ajudem a se defender dos perigos. Sem dúvidas, a nova habitante de Hogwarts é a pior personagem de toda a série, capaz de causar repugnância em qualquer um.

Por causa disso, Hermione tem a ideia de que seu melhor amigo use suas habilidades, que vem aprendendo desde o primeiro ano, para ensinar outros alunos a se defenderem. Assim nasce a Armada de Dumbledore, que utiliza a Sala Precisa para fazer os treinamentos. Diversos alunos da Grifinória, Lufa Lufa e Corvinal, mostram que acreditam nas coisas que Harry conta e selam um pacto de manter tudo em sigilo.

Enquanto isso, o protagonista vem tendo sonhos estranhos, onde pode ver os planos do Lorde das Trevas e seus atos. É dessa forma que o Sr. Weasley é salvo de um ataque e  que resulta em Potter tendo aulas de oclumência com o Prof. Snape, para assim, tentar proteger seus sentimentos e pensamentos de seu algoz.

Quem esta se preparando para o momento de confronto é Voldemort. Ele conseguiu liberar alguns de seus mais fiéis seguidos de Azkaban, além de ser capaz de infiltrar os pensamentos de Harry, até conseguir atraí-lo para uma armadilha, para pegar o que pode selar o destino de ambos.

– É, a AD é bom – concordou Gina. – Só que deveria significar a Armada de Dumbledore, porque o maior medo do Ministério é uma força armada de Dumbledore.

E, quando o menino ceder as tramas Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, ele e seus amigos irão embarcar numa batalha que revelará a ligação real entre Harry e Voldemort, além de desafiar tudo o que ele, Hermione, Rony, Neville, Gina e Luna sabem sobre Defesa Contra as Artes das Trevas quando tiverem que duelar com Comensais da Morte em proteção a profecia e por suas vidas. Só que quando os membros adultos da Ordem da Fênix aparecerem para ajudar na Batalha do Departamento de Mistérios, mais uma perda crucial será marcada na vida do menino que sobreviveu.

Bom, confesso ter feito um pequeno resumo da história. São mais de 700 páginas e eu to na corda bamba do spoiler haha. Fico com medo de revelar alguma coisa que pode ser muito mais incrível com você lendo. Por isso, fico por aqui na questão da trama, mas, quero falar um pouco de alguns personagens.

Claramente, vou começar por Harry. Todas as vezes que li e reli esse livro até essa, sempre chamei de “o ano que Potter estava de TPM”. Ele vive irritado, estoura a toa com os amigos, tem atitude bem pirracentas. Mas, dessa vez, eu consegui enxergá-lo com outros olhos. Vi um menino no auge da adolescência, enfrentando vários fantasmas, lidando com o fato de ter visto um amigo morrer na sua frente e o assassino dos pais ressurgir. Vem sendo chamado de mentiroso e sedento por atenção da mídia, precisa lidar com uma professora pavorosa e se sente perdido no meio de novas descobertas de como era o seu pai na escola. Me compadeci tanto com ele nessa leitura, que acredito ter passado a ver tudo com novos olhos.

Sobre seus amigos, a Hermione segue sendo o destaque – toda resenha preciso enaltecer essa Deusa. Ela continua inteligentíssima, preocupada com as avaliações, ao mesmo tempo sabe que precisa aprender a se defender. Como já disse, a ideia de aprender com o amigo parte dela, junto com o plano de descobrir um possível traidor do segredo. Fora que é ela quem tenta controlar os ataques de Harry, lembrando-o que os amigos não tem culpa das coisas e que estarão junto dele.

“Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima… nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar no sétimo mês… e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece… e um dos dois deverá morrer na mão do outro pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver… aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas nascerá como o sétimo mês terminar…”

Rony é o escudeiro fiel. Nesse ano, ele ganha uma posição de destaque na escola, como monitor, além de entrar para o time de quadribol. Vê alguns dos piores pesadelos do amigo e toma uma providência para protegê-lo de olhos curiosos. Junto dele, tem os gêmeos Weasley, que também vão ganhando mais destaques. Eles estão mais empenhados na ideia de abrir a loja deles e aprontam poucas e boas para infernizar a vida de Umbridge.

Já que estou falando da família de ruivos, preciso falar de Gina. Poderia ficar horas falando sobre ela, mas a dos livros. Aqui, ela é forte, determinada, tem porte e é decidida. Ainda nutre a paixão por Harry, mas não fica pelos cantos sofrendo, enquanto ele ama outra. Ela beija na boca, namora. Ela entra para o time de Quadribol. É dela a ideia do nome “Armada de Dumbledore”. E participa ativamente da Batalha do Departamento de Mistérios. E é por ela que Luna entra para o grupo. Uma menina doce, sem mãe e que parece viver no mundo da Lua, o que lhe rende o apelido de “Di Lua”. As pessoas acreditam que ela fala muitas coisas sem sentido, mas carrega grandes verdades por trás de suas palavras. O seu jeito doce é cativante, o que faz com que ela se torne importante na história e para muito dos leitores.

Ainda falando de um grande destaque, temos Neville, que vem evoluindo muito desde o primeiro livro da série. Ele e sua vó acreditam piamente no que Harry conta e por isso, é um dos primeiros a ficar do lado do menino. É um tanto atrapalhado, com um coração gigante e tenta ajudar como pode. Mas, tem um lado muito triste, que conhecemos melhor nesse livro. Seus pais foram torturados por Comensais da Morte, lhe deixando sob a responsabilidade de sua vó.

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Ordem da Fênix é um dos meus livros preferidos da série. O lado infantil fica de lado e a luta vai ganhando cada vez mais força. Temos muitas revelações sobre o passado dos Marotos e de Snape – coisa que eu AMO -, além de agora trazer os perigos a superfície. A luta do bem contra o mal fica mais forte. Temos alguns momentos de descontração, de revelação, mas existe um momento que fará as lágrimas virem a tona. Particularmente, senti um vazio enorme com um acontecimento em especial. Lembrando só que a narrativa do livro é em terceira pessoa.

Sobre a diagramação do livro, mantenho o que venho dizendo… Eu estou lendo os livros que são do Box com a lombada de Hogwarts. Ele é bem bonito, a capa é soft touch, com uma ilustração linda da capa, o título é mais brilhante e em relevo. Por dentro, que eu já achei um problema. O livro não tem orelha, o que acaba fazendo com que ele fique um pouco mole, com mais facilidade para dar aqueles amassadinhos, sabe? Minha impressão é que é um livro frágil. As folhas são amareladas, mas um pouco finas demais, e dependendo da luz, a gente enxerga do outro lado. Mas, cada abertura de capítulo tem uma ilustração condizente e fica muito fofo!

FILME

Vamos aos comparativos, de primeira, as mudanças. A primeira é que, novamente, Neville leva créditos por algo que foi o Dobby que fez. Nos livros, é o elfo que conta para Potter sobre a Sala Precisa e como encontrá-la, já que ela tem uma localidade fixa. Outra coisa é a saída dos Gêmeos Weasley da escola. Enquanto no livro eles aprontam em vários dias e com vários logros.

Uma mudança que eu senti MUITO foi a parte das aulas de oclumência. No filme, depois do sonho do Sr. Weasley, Dumbleodore manda que Snape passe ensinar a habilidade na hora para Harry. Nos livros, após o ataque, ele e os outros Weasley são enviados para a Sede da Ordem. Harry recebe a notícia das aulas durante as férias, com Snape indo avisar sobre isso e com um clima tenso entre Sirius e o Professor. No filme, Potter descobre um pouco sobre o comportamento adolescente de seu pais, através da legilimência e apenas uma coisa. O que não faz muito sentido, afinal, ele acabou de começar a ter aulas e o Snape é um ótimo oclumente. Nos livros, antes das aulas começarem, Severo retira seus pensamentos e os deposita numa penseira. Quando precisa deixar o menino sozinho, é que Harry irá descobrir mais sobre o passado de Tiago e ver que seu pai não era a pessoa que ele imaginava. Entre as lembranças, temos a que Sirius chama Lilian de Sangue Ruim. E, sem dúvidas, foi a coisa que mais faltou nos filmes. Esse passado de Severo Snape, os Marotos e Lilian.

Outra coisa que foi beeeeem modificada, foi a Batalha do Departamento de Mistérios. No filme, foi algo até bem “simplista” e rápida. No livro, eles enfrentam várias coisas até chegar a profecia e ainda mais perigos para fugir dos Comensais. É algo muuuuito maior do que o filme nos apresenta. Ah, e a morte de certo personagem também é diferente.

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A Armada de Dumbledore no filme, acaba sendo entregue por Cho Chang, que ingeriu o soro da verdade, durante o interrogatório de Umbridge e, por isso, o acaba se afastando do bruxinho. No livro, quem toma o soro é uma amiga de Cho e o afastamento dos dois se dá por outros motivos.

Ainda sobre mudanças, o mistério que envolve Hagrid, é explicado de um modo bem melhor que o filme, além de mais decente. Eles tiraram toda a trama que o guarda caça conta a Harry e Hermione quando os leva a Floresta Proibida. E ainda acrescentam outra volta ao local, sem necessidade. Foi totalmente cortada a participação de Firenze, um centauro, como novo professor de Hogwarts.

Sobre cortes, temos vários, mas vou da destaque a alguns. Começando com o fato de que conhecemos Mundungo Fletcher aqui. Ele é membro ativo da Ordem, ainda que Molly Weasley tenha muitas restrições contra ele. Outra coisa, é que Snape frequenta o Largo Grimmauld, para fornecer informações.

Ainda sobre membros da Ordem da Fênix, os filmes retratam muito mal a Ninfadora Tonks. Ela aparece em vários momentos com os meninos, alguns incríveis, outros engraçados, mas muito maiores do que a telona nos mostrou. Assim como Remo Lupin, que mal aparece no filme, mas nos livros é bem ativo, principalmente em relação a Harry e Sirius.

Falando em Sirius, temos diferente explicações do porque Harry não conseguir falar com ele pela Rede de Flu. Nos filmes, colocam como se Dolores tivesse apanhando o menino nesse momento. Mas nos livros, tudo é orquestrado pelo Monstro, elfo da Casa Black, e os Malfoy.

Como sempre, o Quadribol é bem ignorado. Nos livros, temos uma nova capitã, Rony se torna goleiro no quinto ano – e não no sexto, como nos filmes -, e, depois de uma confusão, onde Harry e os Gêmeos são proibidos de jogar, Gina entra para o time como a nova apanhadora. Ah, e sobre ela, vou deixar pra falar na próxima resenha, que tem muita coisa e isso já ta ENORME! haha

Para HP, as cinco Angélicas são garantidas. E a gente se vê falando mais sobre a série em Enigma do Príncipe.

CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

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6 comentários em “Resenha ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix – J. K. Rowling’

  1. Tenho que confessar que as histórias de Harry Potter não despertam minha atenção, por algum motivo não me cativam. Mas como sempre a resenha está incrível, deu até uma pontinha de curiosidade!

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  2. Rai, finalmente vejo no blog uma resenha de um livro que já tinha lido e amado. Detalhe desde que cheguei aqui kkkkk Até mesmo pela idade dos personagens nesse livro (a entrada na adolescência) vejo eles mais destemidos e cientes da batalha vindoura contra o todo o mal que Valdemort traz!!!

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  3. Oi diva, tudo bem ?

    AH virei fã desse blog ! Menina eu achei esse livro maravilhoso, assim como os outros da saga Harry Potter(é claro) . Amo muito a saga e o mais interessante é que tanto o livro quanto o filme , não te faz enjoar da história, é claro que tem diferença entre os dois, mas conseguem se manter maravilhosos mesmo assim. Tinha lido a obra a um tempo já e atualmente fui ler de novo e percebi coisas que antes tinham passado despercebidas, a autora J.K arrasou ! Amei os quotes sitados , instiga bem a leitura e sempre é bom ler um ponto de vista novo, super concordo com você.

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  4. Olá, Raissa! Tudo bem, lindona?

    Impossível falar em HP e não ter um milhão de coisas para falar/ escrever, não é?
    Eu nunca li os livros (um dia quem sabe), mas vi a todos os filmes. E o que mais gosto é o terceiro (Os prisioneiros…). E imagino mesmo que haja diferenças como você citou no final do texto, sempre há. Mas parece que as adaptações de HP agrada a maioria dos fãs, então as faltas parece não incomodar tanto.

    Bjão.
    Diego França | Vida & Letras
    http://www.vidaeletras.com.br

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