Resenha ‘É Assim que Acaba – Colleen Hoover’

Oi ooooi gente! Hoje eu trouxe resenha do último livro da Colleen Hoover que foi publicado em terras brasileiras, É Assim que Acaba. Como Colleen é uma das minhas autoras favoritas, eu costumo ler os livros dela assim que ele é publicado lá fora, porém, quando esse saiu, decidi esperar um pouco, pois estava em um momento muito feliz e não estava conseguindo ler dramas. E o choro é certo quando o nome de Hoover esta envolvido. Mas, vamos conferir a sinopse do livro, antes de comentar sobre ele…

Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Lily Bloom começa o livro refletindo. Seu pensamento vai até o velório do seu pai, onde ela deveria discursar coisas boas sobre ele. O problema é que ela ficou em silêncio, mas não pelo momento tenso. Mas porque Lily não teria nada de bom para falar do pai abusivo que teve. Ela presenciou várias brigas entre os pais, agressões e até mesmo um estupro. Cresceu vendo o relacionamento altamente tóxico dos pais, sempre se perguntando porque a mãe não ia embora e sendo uma forma de tentativa de controle sobre o pai.

Enquanto, esta no telhado ela vê um homem que aparenta estar transtornado e, assim, seu caminho se cruza com o de Ryle Kincaid. Ela descobre que ele é um médico que acabou de perder um paciente criança e esta muito mal, principalmente como se deu a morte do mesmo. Eles começam a conversar e trocar verdades nuas e cruas. Lily revela que mesmo com um bom trabalho na área de marketing, ela deseja abrir sua própria floricultura. Ryle revela que quer dormir com ela. Mas, antes que isso aconteça, eles precisam se despedir.

Quando chega em casa, a mocinha encontra uma caixa com coisas do passado, incluindo seus ‘Diários de Ellen’, que são cartas diários que ela escrevia para a apresentadora Ellen DeGeneres, que ela tanto gostava. E, será através dessas cartas, que conheceremos Atlas Corrigan, seu primeiro amor.

[…]Todos nós somos humanos e, às vezes, fazemos coisas ruins. Acho que isso é verdade, de certa maneira. Ninguém é exclusivamente ruim ou exclusivamente bom. Algumas pessoas só precisam se esforçar mais para suprimir o lado ruim.

Atlas era um desabrigado, que se alojou em uma casa abandonada atrás de onde Lily morava, que começou a perceber o rapaz. Então, começou a deixar comida, agasalhos… Então, conversas se iniciaram, o menino ia a casa dela fazer lanches, tomar banhos, usava roupas velhas do pai da menina. Assim, um sentimentos puro e belo foi nascendo entre os dois, mesmo que se relacionassem de modo escondido.

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Esse foi o primeiro amor doce e puro na vida de ambos. Mas, conforme vamos lendo as cartas de Lily, vamos descobrir que a vida pode ser cruel e irá separá-los de uma forma brusca e dolorosa. Com isso, a menina achou que só o teria em lembranças e em suas cartas, mesmo que deixasse marcas em sua pele, em seu coração e até em seus sonhos, como o de se mudar para Boston.

Meses depois do início do livro, a mocinha conseguirá realizar seu sonho de abrir sua floricultura e, já no primeiro dia indo ao local, ela encontra a sua primeira funcionária, Allysa, que entra no local e já se oferece para ajudar Lily com o que precisar. Ela é uma pessoa rica, que precisa de uma ocupação e entende bastante sobre decoração. E, é através da nova melhor amiga da protagonista, que Ryle irá voltar para a história, já que ele é irmão dela.

Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas.

Como já disse, Ryle é um médico, que segue se dedicando bastante a profissão para alcançar seus altos objetivos. Mas, ao ver que mesmo após meses sem ver Lily, a atração entre ambos ainda existe, o rapaz decide mudar os planos, para poder inclui-la em sua vida. Só que, quando menos se espera, o passado pode vir a tona, e como Lily tanto gosta de dizer, a vida pode mudar em segundos. E, entre erros e acertos, dúvidas e certezas, se precisa decidir como irá seguir.

Vou parar de falar da trama por aqui. Sendo sincera, acredito que falei até demais. Não pensem que tem algum spoiler crucial por aqui, porque não é isso. Mas, a verdade é que a melhor experiência com esse livro é não saber muita coisa. Acredito que assim, você irão tendo mais surpresas e talvez mexendo mais com as emoções que ele se propõe a nos dar. Vou contar mais sobre a experiência da leitura.

Na época que Colleen estava escrevendo esse livro, ela nos contou o quanto sofreu. Chegou a ficar algumas semanas isolada de todos para poder terminá-lo. Só isso deveria ser um presságio sobre o que viria pela frente, nas mãos dessa pessoa maravilhosa. A única coisa que já sabemos é que o amor não é sempre bonito – como a autora já tinha nos dito em outro livro – e que ele pode nos fazer sofrer bastante.

[…] Penso que, às vezes, por mais que você esteja convencida de que sua vida vai seguir determinado rumo, toda a certeza pode sumir com uma simples mudança de maré.

A verdade é que eu já comecei a história sob avisos. Já tinha mais ideia do que se tratava, então fiquei atenta a detalhes. Detalhes que, pelo o que sei, passaram despercebidos para a maioria das pessoas que leram. Aqueles pontos que, na verdade, a gente não se liga mesmo, mas que despertaram algo em meu coração.

De início, minha maior empolgação em ler o livro se devia a história das cartas para a Ellen. Achei uma forma muito diferente, que a CoHo escolheu para nos contar o passado da protagonista e que serviriam de ponte para o futuro. Acho que por isso, me envolvi demais com a história dos pais da Lily e até mesmo o Atlas. No presente, via nascer um amor maduro entre ela e Ryle, uma amizade incrível com Alyssa e a realização dos sonhos de uma mulher adulta.

Só que, em determinado momento, vamos entender qual é a real intenção de Hoover com esse livro. Mais uma vez, a autora vem trazer um tema real, cru, cruel e doloroso. Não era um livro sobre amores incríveis e que marcam nossa vida, não. Não seria só isso de uma autora que já escreveu sobre abuso infantil, sobre um amor feio, sobre tabus, sobre desencontros. Colleen viria com um senhor tapa na nossa cara!

Cinco minutos.
É o necessário para destruir completamente uma pessoa.

O livro vem nos trazer lições sobre julgamentos que somos capazes de fazer sobre outras pessoas. Nos mostra que é fácil resolver um problema quando estamos de fora dele, mas ao estar envolvida diretamente com a situação, tudo muda de figura. Quando ela introduz o primeiro grande fato do livro, é o nosso primeiro susto, o nosso primeiro “o que eu faria nessa situação”.

Se tenho um outro conselho para dar, é se preparem para chorar. São diversas cenas, falas e situações que nos fazem ir as lágrimas sem fim. É um livro feito para nos desestruturar e nos fazer desmontar nossos “achismos”. Preciso confessar que teve momentos onde fui capaz de sentir uma dor tão forte no peito, de tão envolvida que estava com a história de Lily. Queria abraçá-la, apoiá-la e ser capaz de dizer que tudo, um dia, fica bem. O final é o toque final de delicadeza, que só CoHo é capaz de dar. Ainda mais, que ela trás uma nota tão pessoal que nos destrói e nos reconstrói mais um pouco.

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Eu, como verdadeira adoradora de Colleen Hoover, tenho meus livros preferidos dela – que ainda irei trazer resenhas no futuro, prometo rs. É Assim que Acaba fica em terceiro lugar nessa listinha. Acho que só não sobe posições, porque tem um ponto que me incomoda um pouco na história, que não irei falar qual por ser, de certa forma, um spoiler. Só posso dar a deixa de que nem tudo precisa de justificativa.

[…] Não paramos de amar uma pessoa só porque ela nos magoou. Não são suas ações que magoam mais. É o amor. Se não houvesse amor ligado à ação, a dor seria um pouco mais fácil de suportar.

Sobre a diagramação do livro, ele trás a padronagem do trabalho que a Galera Record faz nos livros da autora. O livro é menor do que a maioria, mas com letras confortáveis para a leitura e folhas amareladas, de forma simples. Eles mantiveram a capa, o que me deixou muito feliz.

Pra finalizar, digo que esse é um livro necessário. Não só para mulheres, embora seja o maior público alvo, mas para homens também. Com certeza, acredito que irá mudar muitos conceitos e pré conceitos que você possa ter e que irá despertar todas as emoções possíveis. É Assim que Acaba ganha as cinco Angélicas e o posto de Melhor Livro do Ano – pelo menos, até agora, afinal, só estamos em maio haha.CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

 

 

 

10 comentários em “Resenha ‘É Assim que Acaba – Colleen Hoover’

  1. Como sempre resenhas maravilhosas, até hoje nunca li nada da autora e creio que já estar no tempo de iniciar. Gostei bastante do enredo, principalmente a parte de se despedir antes de dormir com o médico, acho que entendi o que ele quis dizer. Parece ser uma história tristemente linda. Parabéns pela resenha.

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  2. Colleen sempre acaba comigo com seus livros. Esse me deixou aos prantos em vários momentos. Ler um livro dela é sempre desconstruidor ❤

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  3. Eu achei muito interessante . Essa resenha nos leva a refletir sobre como nos que estamos fora do contexto das vidas de outras pessoas,temos a mania de julgar sem conhecer o real motivo. É uma história interesse envolvendo muitos fatos presentes em nossas vidas como amor,violência doméstica.,superação etc.Eu fiquei curiosa para saber quanto a escolha dos seus amores.

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  4. Achei tão doce a relação da Lily com o Atlas (aliás amei o nome), só que pelo que parece eles serão separados de uma forma triste, não? Fiquei intrigada com esse livro, a história parece ser muito profunda e ganha pontos por tocar em temas delicados, como a violência doméstica. Adorei a resenha Raíssa, ótima como sempre.

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  5. Adorei sua resenha! Principalmente a conclusão, concordo plenamente com você!
    Toda vez que leio ou assisto uma resenha sobre algum livro de Collen Hoover, em específico, esse livro, fico mais convencida de que preciso ler as obras dela o quanto antes!
    Obrigada pela dica!!

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  6. Olá!

    Antes de tudo, preciso dizer: que resenha maravilhosa! Amei!
    Quanto ao livro, já faz um tempinho que pretendo ler. Os comentários são sempre positivos e isso me deixou muito curiosa, mesmo sabendo que o choro é certo, já que sou muito emotiva.

    Beijos,
    Narah – http://www.lerantesdedormir.com.br

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  7. Nunca li nada da autora e pra falar a verdade, nem conhecia. Sou mais do ramo da literatura fantástica, então raramente leio dramas. Mas gostei da sua resenha.

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  8. Oi Raíssa, tudo bem?

    Uau, que resenha! Ainda não li nada da CoHo, mesmo tendo vários de seus livros na minha estante. Saber que o livro retrata um tema cruel já me deixa animada, pois gosto de obras que vá nos ensinar e que ao mesmo tempo são capazes de nos destruir. Fiquei curiosa para saber os dois primeiros colocados na sua lista de favoritos da autora, depois me conta, que se os tiver na estante, vou começar a ler ela por eles. Como sempre, você arrasou na resenha!

    Beijos!

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  9. Oi Raissa!
    Diferente de você não tive boa experiência com livros da autora, pois muita coisa me incomodou nós que li. O último foi novembro 9 é realmente não curti. Mas lendo apresenta desse livro vejo que tem muito a aproveitar. Você conseguiu me deixar interessado.

    Estou pensando em ler agora.

    Bjão,
    Diego, Blog Vida & Letras
    http://www.vidaeletras.com.br

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