A Hora do Chá: ‘O Príncipe Serpente – Elizabeth Hoyt’

Oi gente!! Hoje eu me despeço dessa trilogia e também da coluna. Pera aí que não estou saindo não rs, é que a partir da próxima semana a Raíssa vai ficar umas semanas por aqui com vocês. Enfim, hoje eu vim falar de O Príncipe Serpente, terceiro e último livro da Trilogia dos Príncipes, escrito pela Elizabeth Hoyt e publicado pela Editora Record. Antes de mais nada, leiam a sinopse…

“Quando o diabo encontra um anjo… Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência. Ele pode levar ao paraíso… O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois. Ou ao inferno. Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor…”

Lucinda é uma mulher que vive numa cidade pequena chamada Maiden Hill, em Kent. Ele vive apenas com o pai, um capitão da marinha aposentado, e os empregados da casa. Desde que sua mãe morreu, ela assumiu a posição de dona da casa e vive uma vida simples mais confortável com o pai. Há anos que o vigário Eustance a corteja, mas nunca chegou a fazer o pedido. Ela não tem expectativa nenhuma de casamento, pois já não tem mais idade para o debute.

A vida de Lucy é calma e tranquila, mas isso foi até encontrar na estrada um homem nu jogado numa vala e aparentemente morto. Lucy decide levar o homem para casa e chamar o médico da família para atendê-lo. O que Lucy não tinha ideia era que esse homem era um nobre, mas não um nobre qualquer. Ele é o Visconde Simon Iddesleigh, um homem extremamente bonito.

“O homem morto aos pés de Lucinda Craddock-Hayes parecia um Deus caído.”

Simon foi largado naquela vala para morrer, mas o que ele não sabia era que seria resgatado por um anjo. Lucy não só o levou para casa como está cuidando de seus ferimentos. Simon não pode voltar à Londres, pois está gravemente ferido. Ele envia uma carta ao seu valete pedindo que venha para Maiden Hill e que traga algumas roupas já que foi deixado completamente nu.

Ele terá que passar alguns dias na casa de Lucy para poder se recuperar e essa aproximação dos dois não é bem vista pelo pai dela e nem pelo vigário. Só que os dois não conseguem ficar longe um do outro. No início é apenas amizade. Ele fica contando histórias para ela e Lucy fica desenhando. Mas Simon sabe que o que sente de verdade é desejo e essa paixão é devolvida na mesma intensidade por Lucy.

“Era difícil dizer por que a donzela rural o fascinava tanto. Talvez fosse simplesmente a atração das trevas pela luz, o demônio querendo despojar o anjo, mas ele achava que não. Havia algo nela, alguma coisa significativa, inteligente e perturbadora para sua alma. Ela o tentava com o perfume do paraíso, com a esperança da redenção, por mais impossível que isso fosse.”

Simon já teve todas as mulheres que quis, então porque a doce e ingênua Lucy mexe tanto com ele? Ele sabe que precisa se afastar dela e de tudo o que ela representa o quanto antes. Até porquê quem o deixou naquela vala o queria morto e assim que descobrir que ele está vivo, a vida de Lucy estará em perigo. E com isso Simon parte para Londres e leva com ele o coração de Lucy. Ela fica devastada, mas sabe que agora a unica esperança de casamento para ela é o vigário.

Esse foi o livro que mais tive dificuldade para ler. Ele começou num ritmo rápido e fácil, até porque Simon é super engraçado, mas quando chegou da metade para fim eu senti a história muito arrastada. Eu perdi aquela conexão que tive com ostros personagens e foi até o fim. Lucy e Simon não conseguiram me manter presa, eu parei a leitura por uns dias, e depois retornei porque não queria deixar inacabada.

Depois da fase “não consigo mais ler”, o livro foi pegando ritmo novamente e eu comecei a ficar como Lucy. Eu queria ajudar Simon a esquecer seus demônios, mas não sabia como. Ele recebeu o título porque o irmão foi assassinado e não havia deixado herdeiros homens, então não era algo que ele estivesse predestinado a ser. A doce Lucy não sabe como fazer Simon seguir em frente. Será que esse relacionamento vai dar certo com Simon tão perdido? Isso vocês só saberão lendo.

serpente (1)

Eu não me canso de falar das capas dessa trilogia. É uma mais linda do que a outra. Eu recebi até um comentário que realmente é verdade. Se essas capas fossem na versão capa dura seriam um luxo. A diagramação é simples, mas super maravilhosa. Tem fonte e espaçamento confortáveis para leitura e páginas levemente amareladas. Todos os livros da trilogia comprados na pré-venda vieram com porta-copos exclusivo. Como eu só conheci a série depois do lançamento de O Príncipe Serpente, então é o único que ainda consegui comprar com o brinde.

Assim como nos livros anteriores, a autora nos presentou com um conto para justificar o título. Desta vez Simon é quem narra uma história muito louca sobre o Príncipe Serpente. Enquanto ele conta a história, Lucy aproveita para desenhar aquele homem que é uma mistura de lindo e misterioso. Um homem que está fora dos limites já que é um visconde e o pai dela o odeia.

serpente

Como eu comecei a dizer, O Príncipe Serpente é o terceiro livro da Trilogia dos Príncipes. Nas últimas semanas eu apresentei o Conde de Swartingham em O Príncipe Corvo e Harry Pye em O Príncipe Leopardo. Ambos são amigos do Visconde Simon Iddesleigh. Na linha temporal um começa após o outro e estão interligados porque os mocinhos são amigos. Como esse é o último tem bastante spoiler do que aconteceu com seus amigos nos livros anteriores, então eu não indicaria a leitura fora de ordem.

O Príncipe Serpente acabou sendo o livro que menos gostei da trilogia, mas isso não me impede de indicar a trilogia. A Elizabeth tem uma escrita maravilhosa e é muito reconhecida dentro do gênero. Eu já espero por novos livros da autora no Brasil. Vale a pena a leitura. Deixo minhas 4 Angélicas e meu até breve. Voltem semana que vem para tomar chá com a Raíssa, ok?CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

12 comentários em “A Hora do Chá: ‘O Príncipe Serpente – Elizabeth Hoyt’

  1. Olá!
    Caramba; acho interessante essa pegada histórica e problemas pessoais, mas confesso que romance não é muito a minha praia. Eu já vi essa trilogia antes, as capas são bem legais mesmo.

    Parabéns pela resenha!

    Curtido por 1 pessoa

  2. “Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu”. Forma realmente diferente de iniciar a descrição de um romance. No entanto, parece que essa entrada não foi aproveitada para criar uma estória longe da normalidade de romances e vinganças, é isso mesmo? Mas eu preciso ressaltar que sua descrição, tanto da obra quanto do seu estado de espírito, são muito boas. Você possui textos autorais?

    Curtido por 1 pessoa

  3. Menina,
    a resenha, como sempre, está linda… MAs, na boa, está Lucy é corajosa d+! Achar um homem nú, na vala, e leva ele pra casa? Cara, eu, no máximo, iria chamar a polícia, rsrsrs.
    Bem, fiquei triste que a trilogia não fechou com chave de ouro…
    QUem sabe não criam um spin-off para arrumarem estás pontas meio frouxas?

    Curtido por 1 pessoa

  4. Menina,
    a resenha, como sempre, está linda… MAs, na boa, está Lucy é corajosa d+! Achar um homem nú, na vala, e leva ele pra casa? Cara, eu, no máximo, iria chamar a polícia, rsrsrs.
    Bem, fiquei triste que a trilogia não fechou com chave de ouro…
    QUem sabe não criam um spin-off para arrumarem estás pontas meio frouxas?

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  5. Olá, Adriana! =)
    Correria por aqui, muita coisa junta, internet ruim… Enfim, perdão pela demora.

    Menina, acho que reconheço esse comentários sobre as capas do livro, viu!? rs.

    E aproveitando que você deu aquele toque um pouco negativo sobre esse terceiro livro, devo dizer que de todos esse me parece o mais clichê, que traz aquela fórmula de romance bem batidinha. Não que eu tenha algo contra os clichês, mas há clichês e “ClichÊs”. No mais, continuo a dizer também que as capas são maravilhosas.

    Um beijo e até sua volta com o blog.

    Diego, Vida & Letras
    http://www.vidaeletras.com.br

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