Crítica da Série: ‘La Casa de Papel – Parte II’

Oi gente!! Há alguns dias eu falei dessa série para a coluna Cinco Motivos para Assistir: ‘La Casa de Papel’. Na última sexta-feira (06) chegou à Netflix a Parte 2 e eu fui correndo conferir já que estava bastante ansiosa para saber se o plano do Professor daria certo. Enfim, confiram a sinopse e trailer…

Sinopse: O maior assalto da história está em risco: reféns e ladrões estão cada vez mais cansados e nervosos, a polícia científica está investigando a casa em que o crime foi planejado, e os agentes da lei estão mais perto de descobrir a identidade do Professor. Será que eles conseguirão levar o plano até o fim?

Como eu comecei a falar, eu apresentei a série através da coluna Cinco Motivos para Assistir e já tinha deixado vocês preparados para a Parte 2 que estrearia em breve. Enfim, a segunda parte chegou e eu não perdi tempo e fui logo conferir. Acho que consegui ficar mais apaixonada ainda por essa série que tem tantas facetas. Quando tu acha que tudo vai dar errado, o Professor te prova porque é um líder tão maravilhoso.

A segunda parte chegou com apenas 9 episódios de mais ou menos 50 minutos cada e estão eletrizantes. O maior roubo da história da Espanha precisa de mais tempo e ao que parece eles tem bastante. A polícia ainda não conseguiu avançar na descoberta da identidade do Professor, apesar de parecer que eles já tenham o caso resolvido.

A Parte 2 começa com a polícia na casa de Toledo. A casa onde o Professor e seu grupo de assaltantes se refugiaram para estudar todas as possibilidades de um roubo perfeito. Foi lá que estudaram, por 5 meses, a função que cada um tinha dentro do plano e também suas funções como grupo. Acabamos a Parte 1 totalmente abismados que o Professor tenha deixado um furo tão grande em seu plano perfeito, mas daí ele nos mostra que sempre está muitos passos a frente da polícia.

Eles já estão dentro da Casa da Moeda há mais de 60h e até mesmo os assaltantes já estão no limite físico e psicológico. Está cada vez mais difícil levar o assalto adiante, os assaltantes assistem o Professor com a polícia na casa de Toledo e acabam deduzindo que ele esteja preso e que agora eles estão sozinhos sem o apoio externo para concluir o plano. Isso leva a equipe ao extremo, onde temos uma Tóquio (Úrsula Corberó) extremamente estressada, um Berlim (Pedro Alonso) dando sequência ao plano doa a quem doer e com isso temos várias brigas pela posição de liderança. É Nairóbi (Alba Flores) quem acaba tomando a frente de tudo e dando sequência ao plano do Professor.

Eu não vou me estender falando muito do desenrolar da série porque muita coisa acaba se tornando spoiler, então vocês precisam assistir para entender. Eu vou reafirmar os motivos que dei para que vocês assistissem a série.

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1 – Enredo

Ainda continuo achando a trama desenvolvida por Álex Pina fantástica. O destaque pra mim ainda é o Professor (Álvaro Morte), que vou manter sua identidade em segredo para que vocês tenham que assistir a série. Ao longo dos episódios a gente vai descobrindo cada vez mais porque o plano dele tem que dar certo. Ele é um homem muito inteligente, um grande líder, um bom amigo e extremamente sensível. Ele sofreu por cada erro que causou algum tipo de mal para seu grupo, para os reféns e até mesmo para os policiais. Tem várias cenas que ele prova que é uma pessoa boa, que eles não estariam fazendo nada que ainda não tinha sido feito, mas que agora o motivo era muito maior e muito melhor. Eu sei que muita gente pode dizer, eles estão roubando, não merecem ser dar bem, mas eu sou totalmente #TeamProfessor.

2 – Representatividade Feminina

Vou bater nessa tecla de novo e de novo, pois apesar do Professor ser o personagem mais importante, a série está repleta de mulheres fortes e elas mostraram mais ainda essa força nessa segunda parte. Que a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño) é um mulherão dona da p**** toda já ficou provado na Parte 1, mas nessa segunda parte ela prova mais ainda o porque de merecer tanto o cargo que tem. Ela é muito inteligente, tem um sentido muito apurado e é por isso que vai descobrindo as coisas mais rapidamente do que os demais. Fora que ela tem uma história como mulher muito difícil e isso me faz admirar mais ainda a personagem.

Outra mulher que provou sua força foi a Nairóbi. Ela sempre aparece para conciliar os conflitos entre o grupo e com os reféns. Muita coisa não teve consequências piores por causa da interferência dela. Fora que ela está na linha de frente da fabricação do dinheiro que eles vão levar quando saírem. Sem comentários para Tóquio porque a mulher fez muita M nessa segunda parte.

Outro destaque feminino foi a Mônica Gaztambide (Esther Acebo). Ela começou sem muito destaque, mas foi ganhando força a cada episódio. Ela é uma refém, que antes tinha um relacionamento com Arturo Román (Enrique Arce), mas que ao longo do sequestro se vê apaixonada por um dos assaltantes, Denver (Jaime Lorente). Se prepare para shippar muito esse casal porque os dois juntos são muito amor. Fora que essa mulher arrasou muito na Parte 2.

3 – Representatividade Geral

Eu falei que a série é 100% espanhola e conquistou não só o público em seu país, mas vários outros países após a transmissão pela Netflix. La Casa de Papel foi considerada a melhor série na Espanha e ganhou inúmeros prêmios importantes em seu país como: Melhor Direção no Festival da Série MiM, Melhor Roteiro dos Prêmios IRIS e Melhor Direção e Melhor Ficção para os críticos da FesTVal Television e Radios de Vitoria em 2017. É maravilhoso ver uma série de língua não inglesa ganhando tanto espaço e fazendo tanto sucesso.

4 – Afinidade com os personagens

Vou usar o que a Nairóbi disse numa das muitas discussões do grupo, pode ser Síndrome de Estocolmo, mas é impossível não se conectar com pelo menos um dos assaltantes. Os flashbacks usados nas duas partes da série nos mostra o porque de cada um ter entrado de cabeça nesse plano. Eu posso até soar repetitiva, mas meu amor pelo Professor é enorme. Ele juntou um grupo de desajustados, que mesmo quando não se entendiam, ainda sim se protegiam. As regras dele de não terem relações pessoais e nem troca de nomes entre eles se mostrou muito falha ao longo dos episódios, pois até mesmo ele se sentia conectado com essas pessoas. O Professor é o meu personagem favorito por sua inteligência, sensibilidade e caráter.

5 – Sem Divulgação na Parte 1/ Muita Divulgação na Parte 2

A Parte 2 chegou com bastante divulgação. Muito diferente de como aconteceu com a primeira parte. Tivemos propaganda em massa pela Netflix onde levantaram a hashtag #ResolviEsperar com a cantora Sandy e mandou recado para quem baixou pela internet e não esperou pela estreia no serviço de streaming. Também tivemos vídeo dos atores que interpretam Berlim e Nairóbi convidando os brasileiros a assistirem a série. A Parte 2 já foi assistida por mais 1,8 milhões de telespectadores.

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Uma curiosidade sobre a música que aparece praticamente no último episódio da Parte 1 e de como ela se torna viciante. Bella Ciao surge numa cena de flashback entre o Professor e Berlim conversando sobre os próximos dias na Casa da Moeda. Só que Bella Ciao não é uma música qualquer e não foi escolhida à toa. Essa canção se tornou símbolo da resistência italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Ela também marcou protestos de partidos esquerdistas pelo mundo, incluindo as manifestações pró-democracia em Hong Kong, em 2014. Além de ser trilha de campanha eleitoral na Grécia. Bella Ciao é o símbolo da resistência.

La Casa de Papel é um verdadeiro fenômeno de audiência. Eu gostei de como acabou mesmo achando que deveria ter tido mais. Desejei ver mais de cada um deles, mas não ficou ruim como foi encerrada. Não deixou pontos soltos ou com cara de que haverá uma continuação. Pelo menos eu achei que não tem cara de que teremos mais temporadas.

Essa série tem um enredo arrasador, mas são os personagens que fazem dela um sucesso. Cada um deles tem suas peculiaridades e é o que faz a gente se identificar. La Casa de Papel merece cada prêmio, cada divulgação, cada feedback positivo. Não seja a resistência e vá logo conferir porque La Casa de Papel vem sendo tão comentada.

 

 

 

 

 

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7 comentários em “Crítica da Série: ‘La Casa de Papel – Parte II’

  1. Oi Adriana, em um primeiro momento, a série não me chamou a tenção, gosto mais de séries médicas, com conto de fadas e policiais. Mas, minha filha assistiu, e me encheu o saco, eu sempre me negando a assistir, neste final de semana, ficamos só nós em casa… Resultado: No sábado, assistimos toda a primeira temporada e no domingo, toda a segunda. É impossível não se apaixonar por cada um dos personagens (menos o Arturo haha), é impossível não torcer pelos assaltantes. Apesar de não ser o estilo de série que eu gosto, eu gostei.
    Ah, ela não esperou, assistiu online logo após assistir a primeira temporada na Netflix.Bjos
    Vivi
    http://duaslivreiras.blogspot.com.br/

    Curtido por 1 pessoa

  2. Eu adorei as duas temporada de La Casa de Papel e fiquei feliz com final, mas concordo que poderia ter mais alguns capítulos, achei o último episódio um pouco corrido. Também adoro o Professor, é um personagem grandioso que vai entrar pra história das séries. Sua inteligência era espantosa e sua sensibilidade adorável💗

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  3. ela entrou pro meu TOP 20 de séries preferidas da Vida. Adoro o Moscou, Nairobi, e apesar da safadeza, Berlin aushauhauhsau
    o riso de Denver, shippo mto ele e Monica *–*
    já quero ver toda de novo hehehe

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  4. Eu gostei muito da sua resenha até para eu poder conhecer melhor a série.Vejo inúmeros comentários sobre e não tinha ideia do enredo do La Casa de Papel.Me parece uma série viciante e inteligente vou tentar procurar conhecer melhor!!!

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  5. Que loucura foi essa esta serie. Maratonei a primeira temporada e devorei a segunda. Realmente a trilha sonora vira quase um mantra e é impossível não se identificar com os personagens, suas historias fazem com que a gente se identifique e torça pelos “bandidos”, porque afinal são a ultima resistência. Adorei seu post.

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