Resenha: ‘O Duque e Eu – Julia Quinn’ 

​Oooi oi gente. Estou de volta e muito bem acompanhada. A partir de hoje, temos um encontro marcado todo início de mês pra conhecermos juntos esta série tão amada por muitos. Os Bridgertons é uma série com 9 livros e todos publicados pela Editora Arqueiro. Cada livro é referente a um irmão Bridgerton. Daphne é a primeira a contar sua história, mas antes de saber o que achei, confere a sinopse.

“Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.” 

Nossa história tem seu início com o prólogo nos dando um pequeno vislumbre da alegria que o nascimento de Simon Basset foi recebido. Afinal o Duque e a Duquesa de Hastings tentavam a muito tempo ter um herdeiro. Ao longo dos 15 anos de casamento e depois de muita frustração e sofrimento, enfim a espera foi recompensada. O Duque irradiava alegria, e mesmo a morte da esposa após o parto, não foi capaz de ofuscar sua felicidade.

Mas nosso garotinho Simon conforme vai crescendo, demonstra certa dificuldade de aprendizado com a fala. Apesar de ser extremamente esperto, ele não fala até os 4 anos e após essa idade, ele sempre gagueja, não conseguindo se expressar corretamente. O Duque fica furioso por, aos seus olhos, não ter o herdeiro perfeito e renega o filho, trazendo muito sofrimento para Simon que cresce com esse sentimento de rejeição. Isso não chega a ser um spoiler, pois é contado logo nas primeiras páginas e eu deixei de fora os detalhes para serem descobertos durante a leitura.

Anos se passam e Simon, agora um homem feito, é o novo Duque de Hastings e retorna a Londres após 6 anos viajando pelo mundo. Ele superou, de certa forma, seus problemas de infância e tendo agora o controle sobre suas emoções, consequentemente consegue deixar a gagueira de lado. Agora ele tem um único propósito: nunca se casar. Mas ele percebe que não será fácil fugir das mães malucas que fazem de tudo para conseguir casar suas filhas e sendo ele um Duque, com certeza é um dos alvos principais. Mas é quando ele conhece Daphne Bridgerton que ele vai ter uma solução para os seus problemas. Ou é o que ele pensava rs.

“– As mães da sociedade, seu tolo. Aqueles dragões cuspidores de fogo que têm filhas em idade de casar, que Deus nos ajude. Você pode fugir, mas é impossível se esconder delas. E devo alertá-lo para o fato de que a minha é a pior de todas.” 

Daphne é uma moça espirituosa e divertida que faz parte da grande e barulhenta família Bridgerton. Ela é a quarta em um time de oito filhos e é a filha mais velha. Daphne pode ser considerada um pouco a frente de seu tempo. Com três irmãos mais velhos, ela aprende cedo a maior parte das artimanhas dos cavalheiros e seus temperamentos. Ela sabe lidar melhor com situações que a maioria das moças morreriam de vergonha. Ela não se abala fácil, tem respostas rápidas e sabe dar um belo soco quando necessário rs.

Mas ela também sonha em se casar e ter  filhos como toda garota. Mas depois de dois anos de seu debute, ela ainda não conseguiu achar um homem adequado para ser seu marido. Como descrito na sinopse, suas opções não são boas e ela já está perdendo as esperanças. Mas depois de conhecer Simon e eles se darem super bem, ele vem com uma ideia que tem tudo para funcionar. Simon vai fingir cortejá-la conseguindo assim matar dois coelhos em uma tacada só. Ele se livra das mães malucas e suas filhas debutantes e Daphne tem a chance de conseguir pretendentes melhores, afinal se um Duque tem interesse nela, então ela com certeza tem bons atrativos.

Essa ideia poderia até ter uma taxa de eficácia maior se não fosse a óbvia atração entre eles. Nem mesmo os irmãos de Daphne, cortando qualquer chance de um momento entre eles a sós, conseguem impedir que os dois se aproximem cada vez mais. Anthony, irmão mais velho de Daphne, é o único que sabe sobre o acordo dos dois, mas mesmo assim protege a irmã com unhas e dentes ~e porrada também rsrs~ pois sendo também melhor amigo de Simon ele o conhece muito bem e sabe das intenções de Simon de nunca se casar. Ele só não quer que sua irmã se machuque ou que tenha sua reputação jogada na lama.

Vamos acompanhando todo o desenrolar deste acordo e vendo como Daphne e Simon lutam contra seus próprios sentimentos. Simon tem seus próprios motivos para se manter firme em não se casar e Daphne alheia a tudo, não entende como Simon não percebe que eles seriam perfeitos juntos. Vocês estão ligando todos os pontos aí não é mesmo? rsrs. Algo sério acaba acontecendo e Daphne vai fazer de tudo para resolver a situação e conseguir o que deseja. Mas a vida não é tão fácil assim e Daphne vai perceber que as coisas podem não acabar bem afinal.

“- Eu amo você sabe? Eu amo você mas detesto o que está fazendo consigo mesmo. – Ela respirou fundo. – E comigo. Destesto o que você está fazendo comigo.” 

Eu enfim dei meu ponta pé inicial nos romances de época. E como eu amei esse livro. Simon é o primeiro a me conquistar logo de cara. Deve ter algo a ver com o fato de eu querer entrar diversas vezes na história só para abraçá-lo e dizer que tudo vai dar certo e ele ficará bem. Daphne é aquela mocinha fácil de amar. Ela é engraçada, inteligente e que te surpreende a todo momento. Quando eu achava que ela ia lidar com a situação de um jeito ela ia lá e me fazia quebrar a cara. Extremamente madura, apesar de tão nova. Os dois juntos me arrancaram muitas gargalhadas. Acrescente cenas fofas e por quê não dizer picantes também? – fica aí essa questão no ar rsrs – juntamente com muitas de pura emoção e temos um dos casais mais apaixonantes que eu já li.

Temos também vários outros personagens que aparecem ao longo da história e alguns me cativaram demais. A família Bridgerton é um verdadeiro evento rs. Com a viscondessa Violet e os filhos Anthony, Benedict, Colin <3, Daphne é claro, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth, temos uma aula de amor e união. Uma família que mesmo intrometida ~vocês irão entender quando lerem rs~ se importam e se amam acima de tudo. Temos aquele vislumbre do pai de Simon também, mas se preparem para detestá-lo.

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O livro conta com uma diagramação bem simples, mas do jeito que a gente gosta com páginas amareladas e fonte ideal para uma leitura confortável. O diferencial é que em cada abertura de capítulo temos um trecho de um jornal de fofocas da Sociedade da época. A autora é a desconhecida Lady Whistledown, que ninguém faz ideia de quem seja mas mesmo assim seguem suas crônicas fielmente. Ela não tem papas na língua e não poupa ninguém. Uma Gossip Girl do século XIX rsrs – peguem a referência rsrs. O livro é contado em terceira pessoa, como é o costume nesse gênero, mas pela primeira vez não foi um problema pra mim. Temos uma visão geral de toda a história e isso é ótimo.

“Antes de conhecer você, estava vivo apenas pela metade.” 

Ah, eu só tenho a dizer que estou muito mais aberta a esse gênero tão encantador e correndo para o próximo da lista. Toda a aura sofisticada com todas as vestimentas elegantes, o famoso chá da tarde rs, costumes e tradições característicos da época estão presentes e nos cativam demais. A saga de Simon para conseguir enfrentar seus demônios é um dos motivos que me fizeram devorar o livro tão rápido. Eu me diverti e me emocionei com a trama muito mais do que esperava. Minhas 5 Angélicas mais que garantidas e nos vemos no próximo mês. CLASSIFICAÇÃO 5 ANGÉLICAS

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9 comentários em “Resenha: ‘O Duque e Eu – Julia Quinn’ 

  1. Olá! Já li muitos elogios a esse livro e aos demais dessa autora, porém a cada resenha, por mais bem escrita e entusiasta que seja, sinto interesse nulo por ler essas narrativas. Já tentei, mas não deu certo, abandonei a leitura em depois de poucas páginas. Enfim, romances de época não são para mim. =(

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  2. Outra série que eu conheço mas não li ainda… E realmente faz um sucesso entre os blogueiros literários. Sou muito fã de romances históricos e com certeza um dia penso em ler essa história.

    sonhoseaventurasdeamor.blogspot.com.br

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