Crítica Cinematográfica ‘Cinquenta Tons de Liberdade’

Oi ooooi gente! Hoje trouxe para vocês a crítica do grande lançamento da semana, Cinquenta Tons de Liberdade. Eu vi o filme na estréia (08) e vim correndo contar para vocês. Quem já acompanha as críticas do Além sabe que a gente fala da história, sobre os cortes e outros detalhes que não sejam muito técnicos. Hoje, também vai ter ter um texto com um pouco de desabafo e um tanto de despedida. Afinal, dessa vez, eu também vou falar como fã dos livros. Mas, antes de falar sobre o filme, confiram o trailer.

Depois de dois filmes, chegamos ao final da trilogia. Dessa vez, o nosso casal querido Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia – agora – Grey (Dakota Johnson) estão curtindo o pós casamento, mas nem tudo será flores na vida deles.

A história começa com momentos do casamento entre os dois. E se para você os votos que os dois trocam foram lindos, fiquem tranquilos, eles foram fielmente reproduzidos para as telonas. E então temos um momento super legal podendo ver um pouquinho de cada coisa que eles fizeram na lua de mel. Com uma das melhores músicas da trilha sonora de fundo, eles conseguiram trazer a vida cenas que nos livros são apresentadas, basicamente, como flashbacks. Sobre a tão falada cena da algema, não espere que ela seja tão grandiosa como no livro.

Mas a lua de mel dos dois é interrompida com a notícia de que a empresa do Christian sofreu um atentado. Jack Hyde (Eric Johnson) ainda está perseguindo Christian, que não tem a menor ideia do porquê. Ao retornarem para casa, ambos terão que voltar para suas realidades e trabalhos. Ana foi promovida na SIP, mesmo que algumas pessoas achem que ela chegou até lá graças ao marido e não ao seu trabalho.

O filme vai nos levar a nova rotina que eles passam a ter. Conversas sobre filhos, sobre sobrenome adotados, sobre a obra da casa deles. Por sinal, essa é outra cena que estava sendo muito aguardada. Afinal “você pode chamá-la de Sra. Grey”. Toda a cena entre Gia e Ana é ótima e mostra o quanto a Ana esta cada dia mais poderosa e segura de si. E será daqui que teremos a cena de perseguição. Gosto do poder e do controle que a Ana tem da situação, de toda a parte dela dirigindo o carro. Mas não gostei muito de como foi feita a cena deles dois quando chegam no estacionamento. Não quero detalhar nada, mas como foi feito aquilo, me incomodou um pouco.

Ainda temos toda a parte da viagem do Christian para Nova Iorque. Foi muito bom ver Ana e Kate (Eloise Mumford) interagindo novamente. E naquela conversa que temos mesmo com nossas melhores amigas. Houve uma leve adaptação do modo como Jack aparece na casa dos Grey e, confesso, gostei mais do jeito como foi apresentado no cinema. Sobre o segurança, o Sawyer (Brant Daugherty) é mais que um rosto bonito. Ele é super esperto na proteção da Ana aqui e também um pouco fofoqueiro haha.

Sobre a parte de Aspen eu também gostei bastante. Principalmente, uma conversa entre Ana e Elliot (Luke Grimes). Eu gosto muito do irmão do Christian e sentia um pouco de falta da presença dele nos filmes. E é em Aspen que temos o grande momento entre ele e Kate. Também de uma forma adaptada, mas achei que trouxe mais agilidade para a cena, além de mostrar que existe uma cumplicidade entre os irmãos. Ah, é na parte de Aspen que teremos a cena de Christian cantando ao piano.

Logo depois, o filme vai entrando na sua reta final. Tem uma pequena cena de julgamento de fiança do Jack, que eu achei super interessante mostrarem. Foi algo que eu sempre quis ver nos livros e não tinha. Não levou muito tempo, mas foi uma boa adição. E logo a bomba de que a Ana está grávida estoura. E durante uma discussão que ela tem com o Christian, podemos ver que ela já tem todo o instinto de mãe e que irá proteger o Pontinho, custe o que custar.

Depois disso, temos toda a sequência final do livro, com algumas adaptações, mas a essência dos acontecimentos está ali. O sequestro da Mia (Rita Ora), a Ana pegando o dinheiro do resgate e acabando indo parar no hospital e tudo mais. Não vou me ater a falar mais detalhadamente, até porque é o final do filme já. Fiz um resumão das principais partes do filme para vocês já terem uma noção do que esperar.

Cinquenta Tons de Liberdade foi o filme mais fiel aos livros. Teve suas mudanças? Sim. Algumas adaptações vieram para trazer agilidade ao filme e, como pontuei durante o texto, eu gostei bastante. Mas, apesar disso, não morri de amores pelo filme. Tenho muito medo de ser atacada por isso, mas senti falta de alguma coisa. O filme acabou sendo corrido demais. Não tinha a necessidade de serem apenas 105 min. Eles tinham história. Sabe aquilo de que 5s a mais de cena poderia fazer a maior diferença? É isso que senti em várias partes. Talvez mais uns 20 min e ele ficaria perfeito.

O que posso dizer que odiei nesse filme – sim, essa palavra aí mesmo -, foi a cena da conversa entre Ana e Christian, enquanto ela está no banco. Aquela é minha parte preferida do livro, é uma parte que quebramos junto com o Christian. E o filme não passa 1% da emoção. Sim, eu sei que é uma adaptação. Deus sabe o quanto eu sou super tranquila nesse quesito, mas acho que pontos chaves precisam ser retratados com fidelidade, como foram com os votos de casamento. Essa cena me trouxe uma frustração tão grande, que acho que não consigo nem expressar.

Vamos falar sobre os cortes. Oficialmente, já sabemos de três cenas que foram cortadas. Afinal, elas estavam presentes nos trailers, mas não no filme. As cenas são: a do Christian saindo do mar, a briga na boate e a cena onde o Christian aparecia em frente a Sra. Robinson (Kim Basinger). A cena com a Elena foi a que eu, realmente, senti falta. Senti falta do ponto final entre eles, dele explicando para Ana o que realmente aconteceu.

Uma coisa que me incomodou um pouco nos filmes, em geral, foi a relação da Ana com os pais. Eles mal aparecem, muito rapidamente no primeiro e, no último, são quase uma figuração de luxo no casamento. Sequer abrem a boca. Também não entendi a cena com o Boyce Fox (Tyler Hoeclin). Ele é um autor que a Ana cita algumas vezes durante os livros, mas nunca efetivamente mostram eles interagindo. Então, resolveram trazer outro bom ator para uma figuração de luxo. Niall e Erika que me perdoem, mas meu coração não perdoa a presença do Boyce e a falta do Ethan.

Sobre a cena pós créditos… bom, não sei se chamaria assim. Não rola nenhum crédito antes da cena. A tela fica preta rapidamente e temos mais uma pequena cena. É coisa rápida, não considero ela sendo surpresa, afinal, tem no livro. A surpresa que acho mesmo que tem, é antes disso até.

Mesmo com as mudanças, Cinquenta Tons se encerra com beleza. Os cenários escolhidos são lindo demais, a trilha sonora é sempre maravilhosa, os figurinos estão de cobiçar, em especial todos os usados pela Ana. Além da essência estar ali, que é amor entre Christian e Ana e o quanto eles são capazes de cuidar e curar um ao outro. Eles superaram diversos problemas porque o amor entre eles é forte demais. Além disso, existe uma surpresa no final – antes dos créditos, não é a tal cena -, onde eles trazem um pequeno presente para os fãs, que me emocionou!

Vão ver o filme. É o que eu tenho para recomendar. Por mais que algumas coisas tenham me incomodado, ainda sim, foi uma sensação única poder ver a despedida dessa história. Além do que, o que me incomodou, pode não te incomodar. Vão com a mente aberta, lembrem que é uma adaptação e que coisas precisam ser cortadas. Mas curtam a beleza que o filme trás. Curtam as músicas, que se encaixaram tão bem nas cenas. Curtam a despedida!

A despedida tem um gosto agridoce. Não sei se estou como me senti com os finais de outras grandes séries que acompanhei, mas Cinquenta Tons vai sempre ter um cantinho especial na minha vida. Conheci Fifty Shades quando ainda era Master of the Universe e a Erika era Snowqueens Icedragon. De repente a fanfic virou livro original e então iria para as telonas. Foi um caminho lindo, de muita ansiedade, muita alegria, muito amor. Que me trouxe amigas, que me trouxe o Além!  Meu amor pelos filmes e livro será tão eterno quanto o amor entre Christian e Ana. E que venha o blu-ray, com a versão estendida, para que eu possa ver mil vezes!

24 comentários em “Crítica Cinematográfica ‘Cinquenta Tons de Liberdade’

  1. Nossa linda essa crítica 😍☺️👏🏼
    Concordo plenamente em tudo que você mencionou aqui teve seus cortes, algumas frustrações mas no geral foi uma despedida a altura da nossa tão amada trilogia ❤️ P.s fiquei curiosa com esse presente que vc mencionou antes dos créditos 🤔🤔🤔

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  2. Nossa Rai, nem sei te dizer o quanto eu concordo com a sua crítica! Sério, não tenho o que tirar nem por! Eu amei ver a adaptação pro cinema, sempre vou achar algo mágico, um livro tomando vida, mas esses detalhes que você comentou ficam meio mal resolvidos mesmo pra mim. Então eu prefiro pensar no quanto o Grey está lindo e apaixonado nesse filme e no quanto a Ana se apossou do título de Srª Grey, aí meu coração fica em paz hahahha

    É uma série que vai deixar saudade ♥

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    1. Oi Line! Fico mt mt feliz de ler isso. É meu caso. Gosto por ser algo mágico e por nunca imaginar que viraria filme, mas existem muitas partes que nos frustram.
      Simmm! Pra mim, só esse poder dela vale tudo! Vai mesmo. Espero que Freed pelos olhos dos Christian não demore.

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  3. Oi, flor! Confesso que quando vi seu texto me assustei um pouco com o tamanho, mas quando comecei a ler passou num piscar de olhos! Você tem uma escrita muito envolvente, e foi muito bom saber o seu ponto de vista sobre o filme. Estou super ansiosa pra ver, espero que eu também goste, e provavelmente vou gostar mais, porque não li os livros, então não vou sentir falta dos detalhes. Enfim, um abraço!

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    1. Oi! Ai, que bom que se sentiu assim e agradeço o elogio. Acredito que deva gostar sim, quem não tem o livro na cabeça, vai apreciar muito mais o filme. Beijos

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  4. Oi Raíssa, tudo bem?

    Já ouvi alguns comentários falando que entre todos os filmes, este foi realmente o mais fiel, mas também já ouvi muitas pessoas dizendo que não gostaram, principalmente da forma que a cena que você citou que odiou foi colocada. Confesso que saber que eles tiraram a cena da Elena me deixa com raiva, pois também acredito que seja uma cena muito importante para toda a obra. Adorei o seu post, realmente muito bom, no fundo me deixou com vontade de ver esta adaptação!

    Beijos!

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  5. Oie, nossa eu nem sei o que comentários em sua crítica, já que não gosto dos livros e nem assisti os filmes por assim dizer.
    Mas pelo que notei, algumas coisas te incomodaram, o filme é bom, é válido, acho que todo fã gosta de ver o personagem em carne e osso nos filmes..
    Quem sabe um dia eu assista a trilogia toda.

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  6. Que legal a sua reenha critica, eu adorei. Já li todos os livros, e assisti os dois filmes. Eu sinceramente não fiquei impressionada, e não me apaixonei pelos filmes da mesma forma que me apaixonei pelos livros. Tomara ue este terceiro seja uma salvação.

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  7. É inevitável pensar durante os 105 minutos de duração de “Cinquenta Tons de Liberdade” sobre qual é mesmo a história do filme. Seria sobre a relação do casal regada a sexo ou o perigo trazido pelo ex-chefe de Anastasia Steele (Dakota Johnson)? Ou então estaríamos vendo uma tentativa de Christian Grey (Jamie Dornan do óptimo Meu Jantar Com Hervé) superar os traumas do passado? O fato é que pouco importa: “Cinquenta Tons de Liberdade” é um filme tão antiquado e sem sentido que, mesmo divertindo com tantos absurdos, irrita tamanho o machismo em cena. Por outro lado, o fim da trilogia, talvez, marque o fim de uma era de anacronismo em Hollywood e produções tão machistas como essa não sejam mais aceitas tanto pelo público quanto pela própria indústria do cinema.

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  8. Amei a crítica! Obrigada por compartilhar. Eu assisti no cinema e achei legal. O Jamie Dornan me surpreendeu no papel. É um grande ator que geralmente triunfa nos seus filmes. Recém o vi no trailer do Meu Jantar com Hervé. Sendo sincera eu acho que a sua atuação é extraordinária sempre, em minha opinião é o ator mais completo de sua geração, mas infelizmente não é reconhecido como se deve neste filme que para mi será o melhor filme de drama que ele tem em sua carreira. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas. Parece uma historia cheia de incríveis personagens e cenas excelentes.

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