Resenha: ‘Confesse – Colleen Hoover’

Oi gente!! Eu falei rapidamente de Confesse na publicação de Melhores do Ano, se não viu depois dá uma olhadinha AQUI, e decidi que era melhor explicar porque não acho que ele seja um dos melhores livros da Colleen Hoover. E olha que quem me conhece sabe que sou muito fã dos livros dela. Enfim, leiam a sinopse antes de mais nada…

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.

Eu confesso que sou completamente apaixonada pelos livros da Colleen Hoover desde que li Métrica. Ali ela me fisgou como leitora fiel e desde então leio tudo que ela escreve. Um dos meus maiores sonhos foi conhecê-la em 2015 quando a autora este no Brasil. Não sei nem explicar o tamanho da minha felicidade quando ela segurou minha filha, com 6 meses na época, no colo. Foi lindo e acho que já está na hora dela voltar.

Enfim, eu li Confesse antes de sair aqui no Brasil e na época a Colleen falou que era o seu melhor trabalho. Fui correndo saber porque ela diria isso, mas ao longo da leitura eu não consegui ter esse mesmo sentimento. Isso não quer dizer que estou falando que o livro seja ruim, ok? Eu só não acho que é o melhor trabalho dela. Enfim, a Galera Record lançou o livro no ano passado e é claro que reli a edição nacional do livro para tirar a prova se amava ou não a história.

“Viajei para China sem contar para ninguém e passei duas semanas lá. Quando voltei, nenhuma pessoa tinha percebido minha ausência.”

Confesse é um livro contado em duas partes. Dentro da primeira parte temos um prologo que nos apresenta Auburn com 15 anos tendo que se despedir de Adam, o namorado que está morrendo. É isso mesmo, minha gente. O prologo já vem nos arrancando lágrimas. Eles são jovens e as famílias não acreditam que o amor deles seja verdadeiro ao ponto da menina largar tudo para ficar com Adam no hospital.

Logo depois somos levados à conhecer a Auburn de 20 anos que se mudou recentemente para Dallas. Ela odeia tudo na cidade, o trabalho de cabeleireira e principalmente os motivos que fizeram ela sair de Portland para ir viver lá. Ela só sabe que o dinheiro que ganha no salão não vai pagar o advogado que contratou. Até aí a gente não sabe o porque da mudança e nem porque ela precisaria de um advogado.

Um dia voltando do trabalho, Auburn se depara com uma placa de “Precisa-se de ajuda” num estúdio de arte. Ela nunca tinha parado para olhar melhor o prédio, mas ao parar descobriu vários papéis com pequenas coisas escritas como se fossem confissões. Ela precisa muito do dinheiro extra que esse trabalho daria, então quando ela pensa em bater na porta, uma mão puxa a placa e acrescenta a seguinte parte: “Precisamos desesperadamente!! Bata na Maldita Porta!!”. Ela morre de rir e é quando um homem abre a porta.

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E aí conhecemos Owen Mason Gentry, um artista que usa as confissões anônimas para criar quadros únicos. Sua assistente/ namorada Hannah o abandonou uma semana antes da nova exposição e Owen está desesperado atrás de alguém que possa ajudá-lo. Com muita desconfiança Auburn aceita entrar no estúdio e o emprego. Assim começamos a shippar porque os dois são muito bons juntos.

A conexão entre eles é enorme, mas tanto Owen quanto Auburn tem muitos segredos. Coisas que ficaram no caminho deles e não permitirão que ele fiquem juntos. Uma delas é o cunhado de Auburn, Trey, que é policial e fará de tudo para ficar com ela. Além disso, ele odeia Owen, então é claro que não vai apoiar o envolvimento deles. Outra pessoa que não vai gostar nada dessa aproximação é Lydia, mãe de Adam e Trey. A mulher é uma verdadeira vaca como diria Auburn.

A segunda parte começa com o nosso casal separado. Eles sabem que as consequências das escolhas que fizeram ainda na adolescência está cobrando seu preço na vida adulta e uma delas é exatamente que eles não deveriam ficar juntos. Só que mais uma vez a Colleen nos mostra porque ela é mestra em escrever esse tipo de história. Nosso casal vai enfrentando cada barreira em nome do que sentem um pelo outro e assim chegamos a um epílogo que nos explica muito do passado de ambos.

“Nunca deixo ninguém me ver sem maquiagem. Meu maior medo é como vai ser minha aparência no meu funeral. Tenho quase certeza que serei cremada, porque minhas inseguranças são tão arraigadas que vão me seguir até o além. Obrigada por isso, mãe.”

Eu confesso que gostaria de ter gostado mais de Auburn. Eu a achei uma das mocinhas mais frágeis da autora. Eu sei que ela sofre muitas perdas ainda muito jovem, mas tudo isso fez com que ela desenvolvesse uma personalidade fraca e submissa. Ela aceita tudo sem reclamar e só após conhecer Owen que isso começa a mudar, pois ele faz ela acreditar nela mesma e que ela não precisa ser submissa à tudo.

Eu confesso que amei Owen. Mais uma vez Colleen criou um ótimo personagem masculino. Ele tem um passado muito doloroso e quando eu achava que estava descobrindo todas as camadas de sua personalidade, CoHo vinha e me mandava ficar quieta porque muita coisa ainda iria acontecer e ele ainda provaria ser o personagem mais complexo e apaixonante do livro.

“Sou grata todos os dias que meu marido e seu irmão são exatamente iguais, isso significa que é pequena a chance de meu marido descobrir que nosso filho não é dele.”

Eu confesso que ao reler essa história eu amei um pouco mais. Por mais que algumas situações se mostrem clichês, Colleen transforma o clichê numa história completamente diferente e maravilhosa. Seus personagens sempre tem personalidades muito bem descritas e somos capazes de nos identificar com eles. As histórias sempre falam de amor e perdão, e de temas fortes como abuso infantil, gravidez na adolescência, entre outros.

Confesse também teve suas doses de clichê e drama e chegou ao Brasil na mesma época que a plataforma Go90 adaptava a história para uma minissérie de seis capítulos protagonizada por Katie Leclerc e Ryan Cooper. Infelizmente o site não está disponível no Brasil, então quem quiser assistir precisa ser pelo Youtube.

“Sempre que eu saio para comer, eu secretamente pago a refeição de alguém. Eu não tenho como bancar isso, mas faço porque me faz sentir bem imaginar o que aquele momento significa para essa pessoa, saber que um completo estranho acabou de fazer algo bom para ela sem esperar nada em troca.”

Eu confesso que amo esse gênero, que amo que os capítulos sejam narrados pelos dois personagens assim conseguimos criar uma conexão maior com os personagens. A Galera Record fez um trabalho ótimo, pois temos um livro com páginas levemente amareladas, com fontes e espaçamento agradáveis para leitura além das divisões da história em parte I e II bem identificada.

Eu confesso que amo, tanto nessa edição quanto na original, saber que as obras descritas ao longo da história estão disponíveis para que o leitor aprecie. A Colleen tem essa sensibilidade de nos carregar totalmente para suas histórias, ela fez isso em Talvez um Dia quando compôs ao lado de Griffin Peterson uma trilha sonora exclusiva para o livro e que tinha tudo haver com a história, e agora veio com obras do artista Danny O’Connor. O melhor é que TODAS as confissões são verdadeiras e foram cedidas pelos leitores da autora para que servissem tanto de inspiração para a história quanto para as obras de arte. Ao longo da resenha, eu coloquei algumas delas.

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Eu confesso que por mais que não seja meu livro preferido, Confesse trouxe temas importantes e que alguém por aí se identificou com os temas abordados. Eu confesso que estou finalizando essa resenha já com o coração a mil pelo próximo lançamento da autora que chega ao Brasil no próximo mês. Eu fiz muitas confissões ao longo dessa resenha, então finalizo deixando minhas 4 Angélicas.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

20 comentários em “Resenha: ‘Confesse – Colleen Hoover’

  1. Confesso que amei sua resenha hahahaha! Confess foi o primeiro livro da CoHo que eu li fora de Métrica e amei, apesar de ter gostado mais Métrica. Parabéns e abraços!

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  2. Dri, eu li esse livro a pouco tempo também. Ganhei de aniversário da minha irmã, graças a Raí que a ajudou a escolher rs

    Quando eu entendi a ideia de pintar o quadro de acordo com as confissões anônimas, eu fiquei tão maravilhada, que eu tive que ler a página de novo rs
    A cada confissão, eu me arrepiava e, saber agora, pela sua resenha, que são confissões reais, me deixa ainda mais emocionada.

    Colleen traz as histórias dela pra vida real e, isso faz com que seja tudo mais especial.

    Eu tenho todas as músicas de Maybe Someday e toda vez que escuto o Griffin, pra mim, ainda é o Ridge e a Sidney compondo e cantando.

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  3. Olá, Td bom?
    Eu nunca tinha visto esse livro antes. Embora seu título me seja familiar. As vezes os clichês acabam por ser mais legais que o normal, mas só as vezes hehehe.
    Acho q apesar disso seria legal lê-lo.

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  4. Você acredita que não li nada da Collen ainda, mas quero muito e quero começar por métrica que vi que você gostou. Então as vezes o autor gosta muito do seu livro mais que outro, tanto que ela achou esse livro um de seus melhores, já você não tanto, ai vai de cada um né. E olhe que você já o releu. Não sei se esse seria minha primeira escolha para estrear seus livros, quero mesmo começar por métrica.

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  5. Ainda não li nada da autora,mas achei a história bem encantadora a sinopse me deixou bastante curiosa pelo livro, mas gostei muito da sua opinião sobre livro da Colleen Hoover, parabéns pela resenha bjs.

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  6. Oi! Não conheço a escrita da autora ainda, mas sempre vejo falarem bem da escrita dela.
    Realmente, quando colocam a expectativa da gente lá em cima, e depois não era aquela coisa, fica meio decepcionante. Mas que bom que a segunda leitura foi mais agradável.
    Gostei da premissa e todo o mistério que envolve os personagens. Vou procurar pra ler!
    Beijos!

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  7. Oie, tudo bem? Pelas resenhas que leio da autora ela escreve muito bem e conquista os leitores com sua forma de escrever. Quando vi esse livro gostei bastante da capa é simples, delicada e bonita. Lembro do lançamento de Métrica e os elogios sobre a obra. Tenho ele na minha lista mas ainda não consegui ler. Agora fiquei curiosa também por Confesse. Sua resenha ficou bem detalhada e bem escrita. Beijos, Érika =^.^=

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  8. Olá, Adriana! ☺️
    Li “Talvez um dia”, da CoHo, e fiquei maravilhado com a história! Me pegou forte. Por isso, decidi encarar outro livro da autora e conheci NOVEMBRO 9. Me arrependi amargamente.

    Tentei ler outros e não me senti conectado, então deixei para lá. Diferente de você, não acho que a CoHo transforma clichês, vejo mais ela se afundar e criar histórias com situações inteligentes, mas desenvolvidas de maneira forcada, repentina, superficial.

    Boas leituras.
    Bjão!

    Diego, Blog Vida & Letras
    http://www.blogvidaeletras.blogspot.com
    ~ Me siga também no Instagram: @vidaeletras

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  9. Olá, tudo bem?

    Ainda não li nada da Collen Hoover, mas tenho uns 5 livros dela na estante e estava querendo muito este, pois acho a capa linda. Gostei do fato do livro abortar temas importantes, mas fiquei preocupada com o fato da mocinha ser frágil, já os clichês eu costumo gostar se bem trabalhados. Adorei a sua resenha e como você descreveu todos os acontecimentos. Parabéns!!!

    Beijos!

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  10. Apesar de ter 4 livros dela na estante confesso que só li um, Novembro 9, que gostei muito.
    Mas achei interessante que apesar de você iniciar falando que não acha que é o melhor trabalho da autora eu acabei a resenha com vontade de ler a história. A gente tem dessas coisas, quando eu gosto de um autor leio tudo que ele publica. Ótima resenha.

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