Crítica da Série ‘The Crown – 2ª Temporada’

Oi ooooi gente! Hoje é dia de crítica aqui no Além! E como vocês devem ter acompanhado nas últimas três semanas, eu vinha numa expectativa gigante pela segunda temporada de The Crown. Vocês podem encontrar a crítica da primeira temporada AQUI. Vamos acompanhar mais alguns anos do governo da Rainha Elizabeth e todos os problemas que surgem no caminho. Mas antes de falar mais, vamos conferir a sinopse e o trailer oficial!

Filha do rei George VI, Elizabeth II sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com os primeiro-ministros ingleses. Ela assume a coroa com apenas 25 anos de idade, mas com grandes compromissos, vêm grandes responsabilidades. Com seu casamento e seu império ameaçados, a rainha Elizabeth precisa tomar as medidas necessárias para garantir que a monarquia britânica sobreviva.

Depois de muita espera, a segunda temporada de The Crown chegou majestosa no serviço de streaming. A série volta a remontar a vida da Rainha Elizabeth (Claire Foy) poucos meses depois de onde a primeira temporada passou. Mas, se pensam que ela é a única protagonista da vez, estão enganados. Chegou a hora de apresentarem realmente o Príncipe Phillip (Matt Smith) e é assim que a temporada começa.

Poucos anos após o casamento, ele começa entrar em crise, afinal Phillip não sabe lidar muito bem com o fato dele ter que ser o submisso nessa relação. Numa tentativa de acalmar os ânimos do marido e animá-lo, Elizabeth pede para que ele represente a Monarquia na abertura dos Jogos Olímpicos na Austrália. Ele viaja a bordo do Britânia, o navio real. A cena inicial da série, se passa cinco meses após o início da viagem, em Lisboa, quando o casal real enfrentava uma série de notícias sobre crise e divórcio, Elizabeth se sentindo mais solitária que nunca e Phillip vindo de uma série de aventuras, tanto radicais, quanto amorosas. E o que se torna fermento dessa história é o fato de que a mulher de seu secretário particular e melhor amigo, Mike, decidiu pedir o divórcio, alegando infidelidade, com uma carta como prova.

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Durante essa conversa, a Rainha deixa claro que o divórcio não é uma opção para eles e que isso precisa se resolver. E como uma das reclamações que ele tem é que seu filho é superior a ele, é assim que Phillip, Duque de Edimburgo, se torna Príncipe.

A série ainda remonta várias crises políticas, como a tomada do Canal de Suez pelo rebelde Nasser, uma fase onde Gana estava a ponto de se tornar Socialista, o fato de já ter tido três Primeiros Ministros, sem que nenhum tenha terminado o mandato, um nobre que critica sua forma de agir e até mesmo a descoberta de documentos que provam que o David, o Duque de Windsor e ex Rei Edward VIII formou alianças com os nazistas e até confabulou para destronar o Rei George VI. Esses pontos, são os que mostram como Elizabeth está muito mais forte do que era na primeira temporada. Ela não vai mais ser insegura, ela vai bater o pé e mostrar toda seu poder de decisão. Por sinal, é no episódio que mostra a bomba dos documentos sobre o Duque de Windsor que podemos ver como Peter Morgan decidiu encerrar alguns capítulos: com explicações e fotos reais dos acontecimentos.

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Príncipe Phillip ainda ganha destaque em outros episódios, mas é o que Charles é mandado para a mesma escola que o pai, que podemos conhecer o passado do ex Príncipe da Grécia. Depois de fugir do seu país, seu pai deposto do trono e sua mãe com problemas mentais, Phillip vê suas irmãs se casarem com generais nazistas e ainda perde a irmã mais querida em um acidente de avião, o que faz com que ele se sinta culpado. É interessante como a série resolveu mostrar paralelos sobre como pai e filho lidaram com as dificuldades da escola. Enquanto Phillip se tornou forte, Charles continua sendo um menino sensível, tendo que lidar com as expectativas do pai.

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Outro holofote da temporada é a irmã da Rainha, Margareth (Vanessa Kirby), e seu dilema sobre sua vida. Depois do fracasso em seu relacionamento com Peter Townsend, a Príncesa entrou numa vida de esbornia. Bebe demais, fuma demais, frequenta festas e está tentando casar, mesmo que sem amor. Em uma dessas saídas, Margareth encontra Tony (Matthew Goode). O relacionamento entre a Princesa e o Fotógrafo vai sendo apresentado, ao mesmo tempo que mostra os paralelos da vida de Tony.

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Acredito que depois que anunciado que a série teria a presença dos Kennedy, esse se tornou um momento aguardado. Esse encontro de John Fitzgerald Kennedy (Michel C. Hall) e sua esposa Jackie Kennedy (Jodi Blafour) e a corte Britânica, vem para traçar alguns paralelos. A modernidade dos EUA com o tradicionalismo da Inglaterra, os casamentos tão a vista do público, e de certa forma idealizados, e por fim, a insegurança pessoal que a Rainha Elizabeth sentia perante a primeira dama americana. É extremamente interessante ver a troca entre duas mulheres, tanto na vida pessoal, quanto pública. O episódio ainda remonta o atentado ao Presidente, que ocorreu pouco tempo depois da visita deles a Monarquia Britânica.

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A interpretação de Claire Foy é, sem dúvidas, digna de todos os prêmios aos quais ela vem sendo indicada. Ela é capaz de dizer tantas coisas apenas com o olhar ou o mexer de suas mãos. Ela é perfeita ao mostrar a Rainha com toda o seu jeito superior, com apenas um levantar de queixo e, logo após, mostrar o lado mulher que precisa lidar com filhos, marido e família.

Matt Smith também está maravilhoso, ao mostrar outras partes do homem que conquistou Elizabeth, todo seu lado aventureiro, seu lado submisso e o lado da pessoa que sempre estará do lado da Rainha, não importa o que. A cena final dos dois é a clara demonstração do porque o casamento entre Elizabeth e Phillip já dura mais de 70 anos.

Vanessa Kirby é o outro destaque. Sua Princesa rebelde é uma personagem cativante, que nos faz sentir pena e uma vontade de torcer para que ela consiga encontrar o seu porto seguro. A atriz consegue passar as mais diversas emoções através de seus olhares, seus ataques e seu jeito decidido de ser feliz.

The Crown retorna ainda maior e melhor que sua temporada de estréia. Ela retorna com fatos do passado da Coroa, seus rumores e problemas e fiel aos acontecimentos. Fica cada vez mais claro todo o trabalho de pesquisa e cuidado que os produtores tem. Os figurinos continuam espetaculares, assim como os cenários continuam gigantescos e que nos levam para dentro da casa real.

Nessa temporada, também nos despedimentos dos atores. Nos despedir de Claire Foy não é uma tarefa muito fácil, mas Olivia Colman é uma substituta a altura. E nos resta esperar pelo anúncio dos outros atores.

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Com episódios ainda mais fluídos do que a primeira temporada, The Crown ainda mexe com os mais mistos sentimentos que podemos ter. E, sem dúvidas, é uma das melhores séries dos últimos tempos.

 

 

 

11 comentários em “Crítica da Série ‘The Crown – 2ª Temporada’

  1. Várias pessoas já me indicaram essa série e eu não duvido que ela seja historicamente e tecnicamente impecável, mas eu tenho uma certa preguiça com monarquias. Toda vez que eu vejo uma pessoa que tem um número romano no nome, já me dá uma preguiça.

    Sua resenha é muito boa, mas acho que não vou assistir a essa série tão cedo. Talvez um dia. Talvez nunca.

    Me desculpe por um ser um chato.
    Um abraço.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Olá, Raíssa. Tudo bem?
    Eu estou a procura de uma serie para assistir e depois de ler a sua crítica eu irei dar uma chance para The Crown. Gosto muito de séries com elementos históricos, pois acredito que elas fornecem uma outra perspectiva de acontecimentos que já estudamos. Me lembro bem quando assisti Mad Men, e eu adorei a série (fica a recomendação caso ainda não tenha assistido rsrs).

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Rodrigo. Que bom que te fiz dar uma chance a The Crown. É uma série ótima. Já vi sim. Acho que Mad Men é indicada pra qualquer um que comece a faculdade de Publicidade e Propaganda haha.

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    1. Ah, tenho um amigo assim. Ele só vê as coisas quando ninguém mais fala sobre. Diz ele que é pra não ter expectativas e se frustrar. Tomara que goste então.

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