Resenha ‘Três Coroas Negras – Kendare Blake’

Oi ooooi gente! Hoje trago a resenha do primeiro livro da série Três Coroas Negras. A série será composta de quatro livros principais e dois contos. A responsável pela publicação aqui no Brasil é a Globo Alt, que lançou em abril de 2017. Antes de falar mais, vamos a sinopse…

A cada geração na ilha de Fennbirn nascem rainhas trigêmeas: três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos.
Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões. Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

Três Coroas Negras vem contar a história de três irmãs que foram separadas ainda muito crianças e foram criadas pelos Arron, Milone ou pelas Sacerdotisas do Tempo. Elas são a trinca de filhas da Rainha Camille. Cada uma delas tem uma dádiva e quando o ano da Ascensão chegar, as irmãs terão que lutar entre si, até a morte.

Katharine é a primeira Rainha que conhecemos. Ela mora com os Arron em Greavesdrake Manor. Ela é a irmã que deveria ser envenenadora, o problema é que sua dádiva não se manifestou com força, mesmo que ela já tenha tentando de tudo. Venenos são injetados no seu corpo, ela come comidas envenenadas, mas isso só acaba fazendo com que ela fique mais fraca e um tanto quanto sem vida. Apesar de saber manipular venenos mortais, ela ainda não chega aos pés de sua irmã mais poderosa. E não há outra alternativa pra ela, que não seja vencer. Afinal, ela vem de uma linhagem consecutivas de três Rainhas Envenenadoras.

Uma pequena pulseira de cobra não é tão elegante quanto uma cobra nos ombros, mas Katherine prefere seu pequeno adorno. Ela é mais bonita: vermelha, amarela e preta. Cores tóxicas, dizem. O acessório perfeito para uma rainha envenenadora.

Natália é a responsável por cuidar de Katharine e ocupa um dos lugares poderosos no Conselho Negro. A mulher, realmente, parece ser afeiçoada a Katherine e vai lutar com todas as armas que puder para fazer com que ela seja a grande vencedora do Beltane, o evento em que as Rainhas irão se reencontrar depois de anos separadas e onde darão início a luta por suas vidas e pela Coroa.

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Além de Natália, seu sobrinho Pietyr também se torna amigo de Katharine. Sua missão é deixar Katharine mais confiante, ensiná-la a flertar e também tentar despertar a dádiva da menina. Os Arron precisam que ela ascenda e ganhe a Coroa para que eles continuem no poder da Ilha Fennbirn. Ele e Katharine vão desenvolvendo uma amizade até que chega em um ponto em que o amor pode pairar no ar.

Arsinoe é a Rainha Naturalista, que mora em Wolf Spring junto com os Milone. Ela também é uma Rainha sem dádiva. Seu familiar não aparece e isso faz com que ela se torne a mais fraca perante os outros. Ela ainda tem esperanças de seu bicho aparecer e ser tão forte quanto o da última Rainha Naturalista que Fennbirn já teve, mas ele não aparece nunca. Arsinoe mal consegue fazer florescer rosas vermelhas.

Arsinoe deveria ser capaz de fazer todas as roseiras florescerem e tonar férteis campos inteiros. Mas sua dádiva não chegou. Por causa dessa fraqueza, ninguém espera que Arsinoe sobreviva o Ano da Ascensão.

Sua fiel companheira é Jules. Essa sim a maior naturalista da ilha, que tem Camden, uma puma, como seu familiar. É bem interessante ver a relação entre ela e a puma, já que quando Jules fica irritada, feliz, entusiasmada ou qualquer outro sentimento, Camden sente também. Jules é muito protetora de Arsinoe e quer ajudar a menina a conseguir virar Rainha e ainda acredita que ela seja capaz. Jules é filha de Madrigal, uma mãe que pouco teve contato, mas que também está ajudando Arsinoe a desenvolver sua dádiva. O problema é que Madrigal está incentivando Arsinoe a fazer baixa magia e isso não é algo bom, especialmente para uma Rainha.

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Ainda existem duas pessoas na vida de Arsinoe: Joseph e Billy. Joseph é um amigo de infância da Rainha e de Jules, que foi banido da ilha por tentar Arsinoe a fugir. Depois de anos fora, ele volta e continua sendo o amor da vida de Jules e o melhor amigo que Arsinoe tem. Ele trás Billy junto, um rapaz que virou seu irmão de coração e que nutre sentimentos, tanto amorosos quanto de amizade, por Arsinoe, mesmo que seu pai exija que ele se case com a Rainha vencedora.

A última Rainha a nos ser apresentadas é Mirabella, que vive em Rolanth junto das Sacerdotisas do Templo. Sua dádiva é ser elemental e é a mais poderosa da trinca, porém, Mirabella se lembra demais da infância com suas irmãs e não sente a mínima vontade de matá-las para se tornar Rainha. E ainda passa por situações, no Templo, que a fazem mal, como o sacrifício de novas sacerdotisas em seu nome.

[…] Porque, do contrário, é muito cruel forçar uma rainha a matar aquelas a quem ama. Suas próprias irmãs. E ver que elas surgem à porta como lobos em busca de sua cabeça.

Sua responsável é Luca, a Alta Sacerdotisa. Ela acredita que Mirabella é a Rainha mais poderosa dessa trinca e que irá mudar de vez a sequência de Rainhas Envenenadoras. Luca gosta mesmo de Mirabella e tenta ajudá-la a esquecer seu passado e focar no presente para ganhar no futuro. Infelizmente, Luca acaba metendo os pés pelas mãos em alguns momentos e isso pode fazer com que Mirabella conhece outro lado da Alta Sacerdotisa.

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Suas grandes amigas são Bree e Elizabeth e são as duas que ajudam Mirabella quando ela decide fugir, para não ter que matar suas irmãs. Nessa fuga, a Rainha cruza com alguém que pode mudar alguns pontos de seu caminhos e prejudica suas amigas, principalmente Elizabeth, que é quem leva a maior culpa e punição pela fuga.

Apresentada todas as três protagonistas e as pessoas importantes em sua vida, vou começar falando o que achei. Primeiro, sobre a minha Rainha favorita. Certamente, de cara, é difícil escolher uma favorita. Todas começam um pouco submissas as vontades de quem as cerca ou com muita pena de si próprias pela falta de dádiva. Mas com acontecimentos, apenas Katherine tem um real crescimento. Ela deixa de ser a Rainha submissa, cheia de medos e tímidas, para se tornar cada vez mais atraente, se impor e após um certo acontecimento no final, Katherine volta ainda mais decidida, atrás de vingança e da sua Coroa. Necessito saber se uma teoria que fiz sobre ela está certa e como a autora irá trabalhar isso.

Mas e daí? A dádiva importa cada vez menos. Coroas não são mais conquistadas, mas criadas, através de políticas e alianças […]

Quanto a Arsinoe, ela é a que começa o livro mais fofa, só que com o passar das páginas, ela tem uns momentos muito estressantes. Apesar de ser conformada com a provável morte e só querer ser livre, ela carrega o peso da confiança de quem a ama. Ela não treina, acaba dependendo dos outros e isso faz com que a gente jogue a personagem um pouco de lado e acabe achando que ela não tem personalidade. Mas isso até o seu final, que com certeza, é o mais bombástico das três. Já Mirabella é a que eu já conheci não gostando e terminei detestando. É lindo da parte dela não querer matar as irmãs? Sim, e é a única coisa que ela tem de bom! A personagem é chata, apagada e egoísta. Comete o mesmo erro duas vezes, mesmo sabendo que pode e vai machucar pessoas no caminho.

O povo da Ilha Fennbirn fica mais forte com a rainha no poder. Naturalistas tornam-se mais fortes sobre o comando de uma naturalista. Elementais, mais forte sob uma elemental. Após três rainhas envenenadoras, os envenenadores estão no ápice de sua força […]

Dos personagens secundários, Jules é a melhor. Ela é forte, decidida, amiga para todas as horas e muito poderosa. Não só as interações com Arsinoe são boas, mas as com Caden também. Billy também é ótimo, muito leal a Arsinoe e um verdadeiro amigo. Pietyr também é muito bom para Katherine, mas muito misterioso e tem um final de arrancar os cabelos. Joseph é o detestável, meu Deus do céu. Ele faz tanta coisa errada, que não saberia nem começar a descrever meu desprezo por ele.

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O livro, apesar de ser muito fluído, tem um desenvolvimento bastante lento. Contraditório, eu sei. Mas é a verdade. A Kendare tem uma escrita gostosa, o livro tem uma premissa incrível, mas durante toda a primeira parte do livro, que é a que antecede o Beltane, não acontece nada de muito grande, o que torna o livro parado. Ela guarda as grandes surpresas e reviravoltas para o Beltane e, meu Deus, aí é bomba atrás de bomba. O final então… é de de deixar qualquer um doido pela continuação. Vale falar, que o livro é narrado em terceira pessoa, com capítulos intercalandos entre as três Rainhas e as pessoas que as cercam.

Três Rainhas sombrias / Num vale vêm ao mundo, / Pequenas doces trigêmeas / Nutrem um ódio profundo. / Três irmãs sombrias / Lindas de se ver / Duas a serem devoradas / E uma Rainha por ser.

Quanto a diagramação, a Globo Alt arrasou. Primeiro que eles mantiveram a capa, que tem absolutamente tudo a ver com a história e é tão linda. A capa é soft touch, o que é bem gostoso, mas também tem uma certa facilidade para sujar. Eles sinalizam cada capítulo das Rainhas com o que representa suas dádivas. Um espaçamento e letras ótimas, com folhas amareladas.

Com um desenvolver um pouco lento, mas com um final arrebatador e de nos deixar loucos pela continuação, Três Coroas Negras leva quatro Angélicas.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

 

 

 

 

 

 

12 comentários em “Resenha ‘Três Coroas Negras – Kendare Blake’

  1. Que resenha maravilhosa, dá vontade de correr e ler o livro, mas como eu amo um spoiler já iria para o final rsrsrsrs.
    Tem livros que são assim, demoram para prender a nossa atenção, parece que a primeira parte dura séculos e a melhor parte voa. Ansiosa para conhecer essa série.

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    1. Hahahahah sabe Carol, acho que não daria pra entender lendo só o final. Acho que foi uma bomba, por causa de todoo desensvolvimento rs
      Mas sabe que é? Eu senti isso por Garota Exemplar e é um livro que amoool!
      E eu ansiosa por amigas que tenham lido e corram pra comentar os babados hahaha

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  2. Eu já vi muitos comentários acerca desse livro, mas até hoje não tinha lido uma resenha completa dele. Fiquei interessada pela sinopse do mesmo, e vou aproveitar a sua dica para incluir esse título nas minhas metas de leitura para 2018.
    Abraços!

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  3. Adoro ler suas resenhas, que quase se misturam com crônicas, de tanto que você disseca a história. PAreceu-me um livro maravilhoso, apesar de ter confessado que as vezes me perdia em meio a tantos nomes. Quem sabe não aparece na minha lista de compras de fim de ano 😀

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    1. Oi Luca. Ai, eu escrevo muito rs. Não consigo fazer os textos pequenos e olha que eu tento rs. O início é confuso, porque estamos sendo.apresentados a eles. Mas depois, a gente já ta fera rs. Eu só sigo enrolada se os nomes forem muito estranhos rs. Se comprar, tomara que goste.

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