Resenha: ‘As Cores do Amor – Camila Moreira’

Oi gente!! A resenha de hoje é do último lançamento da Camila Moreira. Eu recebi As Cores do Amor em parceria com a autora, mas devo agradecer a Editora Paralela pelo envio da cortesia ao blog. Para quem não sabe As Cores do Amor é um spin-off de 8 Segundos, onde o casal principal era Pietra e Lucas e pudemos conhecer os personagens que dariam vida a esta história: Sílvia e Henrique.

Antes de falar mais, confiram a sinopse…

“O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração.”

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Os mocinhos da história se conhecem no casamento de Pietra e Lucas. Ambos foram padrinhos na cerimônia e durante a festa acabaram se beijando. A atração entre eles é eletrizante, mas Henrique acaba indo embora sem que eles troquem números de telefone. Sílvia só está na cidade para o casamento, então no outro dia quando está saindo da cidade acaba encontrando novamente com Henrique. Só que esse encontro não sai como ela esperava que fosse.

Ele simplesmente finge que não a conhece quando Sílvia fala com ele. Calma, minha gente, tem um motivo para isso, mas Sílvia não sabe e fica muito aborrecida. Ela vai embora na hora que percebe que Henrique vai continuar fingindo que nunca a viu. Só que ele está acompanhado do pai. Enzo Montolvani é o homem mais rico da região e também o maior racista que Henrique já teve o desprazer de conhecer.

“Nada era feito sem sua aprovação: o que eu lia, os brinquedos que tinha, os programas de Televisão que assistia, os amigos que fazia, os lugares que visitava. Tudo tinha que passar pelo rígido controle do coronel.”

Quando ele fingi não conhecer Sílvia é para protegê-la do constrangimento que seu com certeza causaria apenas por ela ser negra e de origem mais humilde do que ele. O problema é que Sílvia não sabe disso e fica muito irritada por está passando por essa situação. Henrique não consegue tirá-la da cabeça, então acaba pedindo o telefone dela para Lucas. No início ela fica pensativo se dar ou não o número, pois Pietra seria capaz de matar Henrique se ele fizesse Sílvia sofrer. Aviso dado, Henrique consegue o número dela.

Os dois começam a trocar mensagens e logo depois Sílvia se muda para a cidade para vir trabalhar com Pietra. Os dois engatam um romance muito quente só que como nossos mocinhos não podem ser felizes logo de cara, eles terão muitos problemas pela frente. Um deles continua sendo o pai de Henrique e o outro é Jorge, ex-professor de Sílvia e Pietra que também veio para trabalhar na fazenda.

Jorge é bonito, jovem e muito inteligente, então Henrique se sente ameaçado por ele mesmo Sílvia dizendo que só tem olhos para ele. O relacionamento deles evolui muito rapidamente, mas Enzo trata logo de mostrar que uma mulher como ela não pode ficar com um herdeiro como Henrique. Mesmo assim eles continuam firmes até Sílvia precisar fazer um curso fora da cidade. Curso esse que Jorge também vai fazer.

“Engana-se quem acha que fugir é o caminho mais fácil, mais curto.”

É a partir daqui que nosso casal vai passar por verdadeiras provações. É onde a história toma ritmo e começamos a sofrer e querer todas as páginas logo. E é onde eu comecei a super curti a história, pois começou entrar num ritmo menos erótico e mais dramático. onde o tema preconceito começou a ser mais explorado.

Sílvia é uma mulher guerreira e batalhadora e que já passou por tantas situações preconceituosas que eu entendi quando ela tomou uma decisão que mudaria tudo na história. Eu via Henrique como um menino perdido e ao longo da história isso se provou cada vez mais verdadeiro. Ele era um verdadeiro lutador e foi muito corajoso quando abdicou do que ele deveria ser para ser realmente o queria ser. Apenas feliz.

“Ela me acalmava e me deixava mais relaxado, mais distante do mundo em que vivia e mais perto de algo que muitos chamavam de felicidade.”

Eu amo como a autora desenvolve a história sem esquecer de nenhum dos personagens secundários. Eles aparecem sempre e vão dando ritmo ao enredo principal. Pietra e Lucas apareceram várias vezes e aí pudemos ver como o casal ficou após o final de 8 Segundos. Também temos os demais amigos aparecendo não só nas cenas de humor, mas nos momentos de dor e agonia de Sílvia e Henrique.

Também temos um super vilão asqueroso nessa história. Um homem que sempre se preocupou em ser o mais poderoso e rico da região, mas nunca se importou em amar sua família. Eu esperava mais dele. Em vários momentos eu achei que ele seria mais malvado do que ele apresentava ser, mas ao mesmo tempo eu percebi que ele não precisa fazer algo físico para ser desprezível. Ele era um ser humano ruim e ponto.

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Eu gostei bastante da diagramação feita pela editora. As páginas são grossinhas e levemente amareladas. A fonte e o espaçamento são ótimos, se tornando confortáveis para a leitura. Os capítulos são narrados alternadamente entre Sílvia e Henrique, então podemos criar um laço afetivo maior com os personagens. Na Bienal do Rio eu pude reencontrar a Camila e aproveitei para autografar meu exemplar.

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Eu gostei bastante de As Cores do Amor. Quem já leu os outros livros da autora pode perceber como a escrita dela evoluiu. Eu li 8 Segundos no ano que foi publicado e não tinha gostado tanto assim, mas esta história é muito melhor. Nós temos a pegada de erotismo tão característico nos livros da Camila, mas a história de Sílvia e Henrique vai muito além. Essa história já vem cheia de significados desde a capa com um título que se encaixa tão perfeitamente bem.

“Quando não consegui esquecê-la, ela me deu esperança. Quando pedi por sexo, ela me deu carinho. Quando desejei um corpo, ela me deu o coração.”

As Cores do Amor nos mostra como o amor vai além da cor de pele, do dinheiro e do preconceito. Eu confesso que demorei um pouco pra conseguir desenvolver empatia pelos personagens porque me parecia ser uma relação apenas sexual. Então quando houve uma reviravolta onde os personagens se separam, eu me peguei louca para saber como essa história iria acabar, como eles finalmente encontrariam o caminho de volta e seriam felizes. Sendo assim deixo aqui minhas 4 Angélicas para está história.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

11 comentários em “Resenha: ‘As Cores do Amor – Camila Moreira’

  1. Olá!
    Bem, desde a capa que achei linda, ao enredo, à história em geral, achei esse livro bem amoroso! Fez-me lembrar algo entre uma novela bem cliché (não que seja mau) e um livro que li há vários anos, que é um dos queridinhos da minha estante, da Deborah Smith, “A doçura da chuva”.
    Amei a resenha também. Acho que nunca passei aqui pelo blog mas está um mimo, parabéns 😉

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  2. Olá!
    Ainda não conheço a escrita da autora, mas fiquei interessado no livro. Gostei da obra abordar a questão do preconceito que, infelizmente, é uma realidade em nossa sociedade.
    Outro aspecto bacana foi a autora valorizar os personagens secundários. Em alguns livros eles recebem pouco destaque.
    Enfim, vou anotar o nome do livro para uma possível compra futuramente.

    Abraço!

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  3. Olá
    Vi 8 segundos lembro de ter visto bastante na época do lançamento, mas ele não conseguiu me chamar a atenção, já esse spin of, acho legal tratar o caso da diversidade no livro, mas sempre fico meio ressabiada com atração eletrizante e coisas assim, mas quem sabe.

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  4. É importante ter livros que saiam do comum dos personagens, nos quais as mocinhas são sempre brancas, loiras e magras, pois a nossa realidade é diferente. Sobre o livro a trama chama a atenção pelo comportamento do Henrique, ter que defender Sílvia do pai, que retrata as atitudes absurdas de muitas pessoas, inclusive aqui do Brasil, a pesar de toda a miscigenação que tem nossa população. Ansiosa para ler esse livro.

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