Crítica da série: ‘The Royal House of Windsor’

Oi ooooi gente! Hoje trago mais uma crítica para vocês. E como falei na semana passada, aqui no Além vamos fazer uma espécie de esquenta para a estréia da nova temporada de The Crown – a crítica da primeira temporada vocês podem encontrar AQUI. Hoje trago um documentário: The Royal House of Windsor. Mas antes de falar mais, vejam a sinopse e o trailer…

A história da dinastia governamental da Grã-Bretanha, os Windsors, nos últimos 100 anos, começando em torno da eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Esse documentário foi feito em comemoração dos 100 anos da casa Windsor no poder. É a dinastia mais famosa da Grã-Bretanha e que está a mais tempo no poder. E com ele, vamos descobrir como a Casa ganhou esse nome e tudo o que vem passando.

Confesso que quando comecei a ver o documentário, estava com medo de me sentir entediada, afinal, eu tinha acabado de pegar The Crown. Mas desde o começo, já podemos ver que tudo irá ser diferente. The Royal House of Windsor foca em toda a família e vai abordar desde a criação da Família Real até agora, com a eminência do Príncipe Charles assumir a Coroa. No documentário aparecem familiares de pessoas envolvidas com a Coroa, historiadores e jornalistas. Diários, cartas secretas e fotos nunca vistas são mostradas ao público. Além de trazer entrevistas antigas.

A história começa com Rei George V durante a Primeira Guerra Mundial. A Família Real tinha o mesmo nome de uma bomba alemã que destruiu uma escola em Londres. Com isso, eles descobrem que precisavam mudar seu nome para algo mais inglês ou poderiam perder o poder e serem atacados como todos os alemãs na Inglaterra vinham sendo. Curioso é ver que eles eram descendentes da Rainha Vitória, com parentes espalhados pelo mundo, formando o Clube dos Monarcas. A pressa e a corrida para a escolha do nome, era algo que preocupava várias pessoas da realeza. Essa mudança é o foco do primeiro episódio da série, chamado Adaptar ou Morrer, que foi um dos mais interessantes para mim.

O segundo episódio, Amor e Dever, já vai falar dos filhos do Rei George: David e Albert. O nome desse episódio tem uma ligação direta com o fato de David, já sob o nome de Edward VIII ter abdicado da Coroa para viver seu amor junto com Wallis Simpson, uma mulher divorciada. O episódio vai remontando todo o caminho até a abdicação: como ele era querido pelo povo, como não gostava do ônus de ser um monarca e como tentava levar seu irmão para o mal caminho. Só que Bertie se afastou da influência do irmão, se apaixonou por Elizabeth, teve duas filhas e acabou assumindo a Coroa que seu irmão deixou para trás. E também fala do dever que os monarcas tem com a Coroa, muitas vezes sendo colocados em frente a outras coisas.

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Chega o Forasteiro é o terceiro episódio do documentário. Ele é mais focado no Príncipe Phillip e sua chegada à Família Real. O episódio aborda desde os tempos pacíficos de seu casamento, no início, quando ele ainda servia a Marinha e estava sendo promovido, quando sua mulher e filhos ainda tinham seu sobrenome e a Coroa não atrapalhava. O problema é que o Rei George VI ficou doente e eles precisaram assumir os compromissos reais, com isso, Phillip já perdeu sua carreira. Quando Elizabeth ascendeu ao trono, as coisas ficaram mais difíceis para ele. Phillip era um macho alfa, que precisou virar submisso da mulher e não aceitava muito bem esse fato, ainda enfrentava desconfianças do Parlamento e da Rainha Mãe. O casamento ainda enfrentaria rumores de traição, separação, mas que ficariam para trás com a chegada de mais um herdeiro. O Príncipe Phillip queria trazer modernidade para uma Monarquia tradicional e, mesmo que poucas vezes, conseguiu.

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O quarto episódio, A Sombra de um Rei, já é focado no Príncipe Charles, contando desde a sua infância. Ele não recebia atenção da mãe, ocupada com o cargo, e nem do pai, que o achava sensível demais. Ele foi enviado para uma escola longe da família, fez faculdade em Cambridge. Ao assumir, oficialmente, o título de Príncipe de Gales, começou o fantasma do último homem a receber esse título e que quase acabou com a Monarquia ao abdicar. Charles era um playboy, que vivia procurando a esposa perfeita, mesmo que amasse Camilla Parker Bowles. Charles foi visto na companhia de diversas mulheres, mas no fim, acabou escolhendo Diana Spencer.

O penúltimo episódio, Fogo, Briga e Fúria, vai falar de toda a relação de Charles e Diana, até a morte da Lady Di. O curioso nesse episódio, para mim, foi o fato de todos os historiadores falarem, praticamente, a mesma coisa. Que Charles casou com Diana tentando evitar uma catástrofe e causou uma maior. O casamento desandou logo no início, com ele não sabendo lidar com o fato de não ser o centro das atenções e ela tendo crises de choro ligadas a depressão e bulimia. E ainda existia o fantasma de Camilla pairando sobre eles. Nesse episódio, ainda é comentado sobre as “interferências” que o Príncipe Phillip e a Rainha Elizabeth ainda tentaram fazer no casamento.

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O Cargo Supremo é o último episódio e foca em Charles novamente. Relembram todas as vezes que Charles, de certa forma, enfrentou a mãe e a Monarquia e como isso pode influenciar no futuro, quando ele assumir a Coroa. Se ele poderá ser um bom monarca ou se ele irá colocar a Monarquia em perigo.

Bom, comentado sobre o que cada episódio retrata, preciso dizer que além do primeiro, os dois últimos foram os meus preferidos. Achei incrível a gente poder ter mais visões sobre a Lady Di, sobre o próprio Charles – que vão até de encontro com o que eu penso sobre ele – e sobre o futuro da Família Real.

Eles ainda ganham pontos, pela quantidade de coisas inéditas que eles trouxeram para o documentário. Diversas cartas nunca faladas, documentos guardados desde a morte de Lady Di, diários dos mais poderosos personagens da realeza britânica. Além disso, gosto deles terem comentado todo o lado bom, mas também discutirem sobre cada polêmica que a Família Real se envolveu durante os 100 anos que a Dinastia Windsor no comando da Grã-Bretanha. Novamente fica claro que a Coroa precisa e sempre será posta em primeiro lugar.

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O documentário é um prato cheio para quem se interessa pela história britânica, que tem a Família Real de base. Além de ser algo leve e que flui muito rápido. Eu vi quatro episódios em sequência sem me cansar. Os episódios tem uma média de 45 minutos cada.

“São agora a família real mais famosa no mundo, e prosperaram quando outras dinastias caíram. Viram seus parentes derrubados, assassinados e exilados, superando rivalidades familiares, incêndio e traição. E sempre seguiram uma regra fundamental: sobreviver, como for preciso, qualquer que seja o custo. Os Windsor aprenderam a arte sombria da sobrevivência, na época da guerra, há um século. E nunca esqueceram.”

19 comentários em “Crítica da série: ‘The Royal House of Windsor’

  1. Caramba eu tava precisando de algo assim, obrigadoooo ❤ tenho um vício por filmes e séries da realeza britânica e vi The Crown ano passado em pouquíssimos dias! Mas acabei me perdendo em alguns momentos por não saber de alguns detalhes. Também adoro documentários, muito provavelmente verei alguns episódios antes da segunda temporada estrear 😀

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oiiii! Aaai, que coisa incrível. Eu também tenho esse vício e a Netflix tem alimentado bastante ele haha
      Tomara que você curta os episódios e oh, vou te falar, acho que tu pode acabar assistindo todos até haha

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  2. Olá, tudo bom?
    Não lembro se foi aqui ou em outro blog que li sobre The Crown e fiquei interessado, embora eu não goste de série – lembro que comentei isso. Mas lendo mais sobre esse documentário meu desejo de ver só aumenta, principalmente porque a morte da princesa Diana repercutiu muito e com isso passei a saber mais sobre a vida dela no palácio e no casamento, através do que era passado na mídia. Vou procurar assistir.

    Bjão.
    Di, Blog Vida & Letras
    http://www.blogvidaeletras.blogspot.com

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aaaaai! Foi aqui sim ❤ lembro do seu comentário e até que fiquei espantada por alguém não curtir série rs.
      Diego, amanhã irei publicar outro documentário que também fala disso e fala bastante da Princesa Diana.
      Eu não irei fazer um post sobre, pelo menos não agora, mas na Netflix também tem o The Story of Diana (achoo que é isso) e pode te interessar também.

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    1. Oi! Pelo o que eu vi nas minhas pesquisas, tem sido uma série bastante vista na Netflix.
      E realmente, não só na Disney como neles mesmo. E ai, sabe que fico pensando como seria se tivessemos uma monarquia como é lá?!

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  3. Puxa, Raíssa, que interessante esse mergulho audiovisual que você tem feito pela recente história da monarquia inglesa. Uma curiosa coincidência, ou há algo que vem motivando esse interesse? Eu pergunto isso porque quando estou escrevendo, dependendo do tema e das pesquisas que ele me peça, às vezes faço mergulhos desses… rs
    Vou ainda te responder por lá, mas queria aproveitar para registrar que adorei seu comentário lá no último post do meu blog…
    Beijos! 🙂 /

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Teofilo. Então, eu sempre amei a Família Real. É meio que um conto de fadas real e moderno. Mas não sabia metade das coisas que vim aprendendo nos últimos dias.
      É um pouco das duas coisas. Eu fui ver The Crown e a Netflix me ofereceu todos esses documentários logo após. Então foi uma coincidência nesse ponto, misturado com o interesse que tinha. Acabei trazendo tudo pra cá, até como um esquenta pra próxima temporada da série. E ai, falando nisso, amanhã tem um último documentário haha

      Ah, que bom! Fiquei encantada mesmo pelo modo que você falou da sua esposa.
      Beijos

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  4. Oi, Raíssa.
    Eu adoro documentários, ainda mais quando eles nos fornecem informações inéditas. Não curto muito obras com uma pegada histórica, mas quero conferir esse documentário porque me interesso muito pela vida da Lady Di. Por isso, esse penúltimo episodio vai ser o meu favorito.

    Abraço!

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