Resenha ‘Dumplin’ – Julie Murphy’

Oi ooooi gente! A resenha de hoje é de de um young adult, que foi lançado pela Valentina em junho. Nós recebemos ele da editora e eu fiquei bastante empolgada, já que estava doida pra ler esse livro desde que soube da sua existência. Mas antes de começar a falar o que eu achei, vamos a sinopse dele…

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Hoje, vou começar a resenha de um modo um pouco diferente. Como a sinopse diz, a Will – a Dumplin’ – é louca pela Dolly Parton! Então, vou deixar uma música para vocês ouvirem durante a resenha. A música é de um super momento para a nossa mocinha!

Bom, o livro vem contar a história de Willowdean. Will para os amigos. Dumplin’ para sua mãe. Ela é uma menina totalmente fora dos padrões que estamos acostumados a ver. Ela é beeem gordinha e não se preocupada em emagrecer a todo custo. E ah, ela também é baixa. E sabe o apelido que a mãe deu pra ela? Ele significa algo como “bolinho de massa”, então… ela não é muito fã dele, não é mesmo?!

Mas essa sou eu. Gorda. Não é nenhum palavrão. Não é nenhum insulto. Pelo menos, não quando eu digo. Por isso, sempre me pergunto: por que não chutar logo de uma vez essa pedra do caminho?

Mas ela é muito bem resolvida com isso. Se aceita, se ama e não vê nenhum problema na palavra gorda. Quem não curte muito isso é sua mãe, Rosie. Ela tem medo que sua filha acabe tendo os mesmo problemas que sua irmã, Lucy, que era muito obesa e acabou morrendo de infarto. E além disso, Rosie é uma ex Miss Jovem Flor do Texas, algo que ela sente muito orgulho e ainda é uma das responsáveis pelo concurso até hoje.

– […] E acho que foi aí que cheguei à seguinte conclusão: fazer bem uma coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.  

Tia Lucy era alguém muito especial e fundamental na vida de Will. Ela que apresentou à menina sua paixão por Dolly Parton e também apresentou à menina que viria ser a sua melhor amiga, Ellen, que é a típica garota padrão.

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Will trabalha na Harpy’s, uma lanchonete de fast food, e lá conhece Bo. Ele é um lindo menino, que veio da escola particular e que mexe com o coração e sentimentos de Will. Mas ela acha que o menino viciado em pirulitos nunca dará atenção para uma menina como ela. Mas, Bo está sim apaixonado por ela.

– Sei lá, acho que você deveria ser quem quisesse ser, até sentir que é a pessoa que está tentando se tornar seja lá quem for. Às vezes, fingir que a gente é capaz de fazer uma coisa é meio caminho andado.

Só que Will passa o verão escondendo o caso com Bo. Na sua cabeça, ela irá virar chacota das pessoas da cidade, por ser uma garota gorda, se relacionando com um menino bonito e popular. Com isso, toda a auto estima que Will tinha, vai drenando. E depois que algo que Bo tem escondido vem à tona, Will decide se afastar do rapaz.

Com a intenção de se tornar uma pessoa marcante, Will decide participar do prêmio Miss Jovem Flor do Texas e se torna uma inspiração para outras três amigas: Millie, Amanda e Hannah. As quatro formam um grupo totalmente fora dos padrões e que sofrem com bullying. Will e Millie são gordas, Amanda é manca de uma das pernas e Hannah tem o “sorriso de um cavalo”. Mas elas vão embarcar de cabeça no concurso, mesmo com todos os empecilhos que possam surgir no caminho.

– […] Talvez as gordas, as mancas ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma. Mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Não podemos esperar as mesmas coisas que as outras garotas esperam até começarmos a exigi-las. Porque ninguém vai nos dar as coisas de bandeja, Will.

Nesse período, conhecemos Mitch. Ele é um jogador de futebol americano, também fora dos padrões, que esta encantado por Will. Ele é um rapaz muito gente boa, com uma família muito legal. Ele dá muito apoio para Will e tem esperanças de algo a mais. Preciso dizer que em um ponto da história, eu gostava muito mais do Mitch do que do Bo.

Confesso que meu único problema com o livro foi como a Julie decidiu colocar a amizade entre Will e Ellen. Eu esperava que o clichê, de que em um certo momento a menina padrãozinho ia brigar com a menina gorda, fosse quebrado – que nem em Hairspray. Mas isso não acontece e elas tem uma briga feia.

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Mas, o livro não é estragado, de modo nenhum, por esse fato! O livro trás uma mensagem forte de empoderamento dessas meninas, dessa batalha pra quebrar o padrão que nos é imposto dia sim e o outro também. Vem a mensagem que não precisamos ser altas, magras, totalmente perfeitas, para nos impormos, para termos auto confiança, para termos destaque. Preciso agradecer a Julie por ter escrito esse livro que, pode ser, o caminho para muitas meninas passarem a se aceitar melhor.

Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver! 

A diagramação do livro é ótima. A primeira página de cada capítulo vem com letras grandes, como se pra destacar, e depois voltam as letras normais, com espaçamento e tamanho perfeitos para uma boa leitura. As folhas são amareladas. A capa e contra capa são um show a parte e, até agora, eu estou apaixonada pela orelha de trás, com várias imagens babadeiras da Julie.

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Ah, por questão de curiosidade, Dumplin’ vai virar filme! Ele já está sendo gravado e a previsão de lançamento é para 2018. Nomes como Jennifer Aniston, Danielle Macdonald, Luke Benward, Maddie Baillio, Bex Taylor-Klaus e Dove Cameron fazem parte do elenco.

– Não podemos ter coisas maravilhosas o tempo todo – comento. – Esqueceríamos o quão maravilhosas elas são.

Esse livro que, na minha humilde opinião, deveria ser lido por todas as mulheres, principalmente as que precisam melhorar sua auto estima, ganha quatro Angélicas.CLASSIFICAÇÃO 4 ANGÉLICAS

 

 

 

21 comentários em “Resenha ‘Dumplin’ – Julie Murphy’

  1. Ótima resenha, conseguiu escrever bastante, e explicar bem, também ganhou o livro da Editora, o que significa que o seu Blog é representativo, e sobre o tema do livro; ainda falta muito. Mas isso têm mudado e aos poucos, as mulheres estão deixando de seguir certos padrões.

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  2. Parabéns pela resenha! A temática desenvolvida no livro é interessante e concordo com você, ele deve ser lido por todas as mulheres. Essa questão do bullying, a protagonista já sofre em casa quando a mãe a chama por um apelido que significa bolinho de massa. Fiquei curiosa para saber qual dos dois rapazes ela escolherá! Gostei da música!! Bjs!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada. A temática é maravilhosa e super atual. E assim, ela aceita o apelido, se aceita de todos os nomes, porque ela é resolvida mesmo. Eeee o dos meninos é bem óbvio, mas fazer o que hahaha beijos

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  3. Oiii flor, tudo bem??
    Já vi muita gente falar desse livro mas ainda não tive a oportunidade de ler ele.
    Me parece uma história bem interessante sobre o que está em voga no momento. Empoderamento e ditadura da magreza. Eu acho que assim como você também iria me decepcionar com o clichê mas vou dar mais uma chance a essa história.

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