Esquenta Bienal: ‘Entrevista – Clara de Assis’

Oi ooooi gente! Temos a penúltima entrevista do nosso Esquenta Bienal, que hoje é com a querida Clara de Assis! E se você perdeu as entrevistas anteriores, não tem problema, já que a da Gisele Souza você encontra AQUI, Josy Stoque AQUI, Leisa Rayven AQUI, Camila Moreira AQUI e Ana Beatriz Brandão AQUI.
Agora vamos a entrevista de hoje…

  1. Oi, Clara! Temos mais uma Bienal chegando! Como estão suas expectativas para o evento desse ano?

Clara: Oi, Raíssa. Oi, leitores do Além de 50 Tons. Gata, minhas expectativas estão no nível do pânico. Sei que estamos trabalhando bastante para levar um excelente evento aos leitores e com a parceria dos blogueiros estamos atingindo um público muito maior, daí vem o pânico. Mesmo sabendo e vendo toda a dedicação da Editora Charme, para apresentar um livro de qualidade, dá um friozinho na barriga saber que irei me comunicar com tanta gente, a Bienal é gigante!

Enquanto leitora, estou eufórica, poderei ver meus autores favoritos; rever meus amigos, que moram em outras regiões do Brasil; surtar com as novidades literárias e, claro, depois chorar quando a fatura do cartão chegar — mais um motivo para pânico? Esse eu vou deixar para depois.

  1. Quais são as datas que poderemos encontrar com você por lá?

Clara: Nos dias: dois (02/09), às 15h; dia três (03/09), às 18h e dia dez (10/09), às 11h — Pavilhão Verde – Estande CL15. A Editora Charme colocou os autores em horários flexíveis, para tentar equilibrar entre o público e a agenda dos autores, isso foi bem legal. E, enquanto leitora, estarei circulando pelos pavilhões, nos outros dias, em busca de autógrafos e fotos para recordar o momento que a gente aguarda com tanta ansiedade.

  1. Você tem alguma coisa preferida sobre esse evento literário enorme?

Clara: A Bienal do Livro é o parque de diversões para qualquer viciado em literatura e comunicação, sendo na cidade onde moro é “Obrigado, meu Deus!”, para mim. A minha coisa preferida é sem dúvida reencontrar meus amigos e conhecer gente nova. O mundo literário, ou melhor, a prática literária, não precisa ser um exercício solitário e introspectivo, durante a Bienal temos a oportunidade de conversar sobre o que temos lido e trocar experiências, o que nem sempre é rotineiro em nossas vidas, fora do evento.

  1. Nós temos aqueles autores que estamos loucos para ver. E você, tem algum?

Clara: Tenho, claro! Nacionais e Internacionais. Farei o possível para estar em outros dias no evento e poder acompanhar e tietar bastante, mas se eu contar aqui e esquecer algum, vai dar treta… melhor deixar no ar que eu vou percorrer todo canto.

  1. Então Clara, eu li Aluga-se um Noivo há alguns anos e me apaixonei. Sei que muitos também já leram. O que eu quero saber é, teremos alguma novidade em relação à história?

Clara: Se você diz em relação ao enredo, se eu mudei a trama? Não… Isso seria maldade. Mas, o livro recebeu alguns retoques, sim. A Charme tratou o Théo com muito carinho, não se preocupem, a edição está muito bonita.

  1. Como foi a decisão de relançar Aluga-se um Noivo e saber que muitas pessoas esperavam por isso?

Clara: Eu não fazia ideia de que havia tanta gente esperando para ter o livro, foi uma surpresa. Fiquei encantada e assustada ao mesmo tempo. Ser amante da literatura e se casar com ela são coisas completamente diferentes. Quando escrevi Aluga-se um Noivo, eu era uma amante de literatura testando a escrita, quando vi a proporção que o livro tomou, tive que me posicionar. A Charme é uma boa casa para o Théo e o está levando para muitos leitores, me sinto grata pela acolhida da editora, dos leitores e do alcance que ele tem agora.

  1. No mesmo período que li o livro, tinha uns capítulos de uma história sobre o Pietro. Teremos o resto dessa história? E quantos livros de Os Di Piazzi podemos esperar?

Clara: Estou reescrevendo o Pietro, então é um texto novo, não será em nada parecido com o que você leu. Estou gostando bastante do que está surgindo. Já o Enzo… sou suspeita, pois o amo muito, ele é canalha, arrogante, impertinente, irônico… completo oposto do Pietro, que é um cavalheiro, mas eu amo os meus italianos de sangue quente. Me programei para três livros sobre Os Di Piazzi, três primos muito diferentes entre si, mas com um traço em comum: apaixonados por suas mulheres.

  1. Tem algum gênero literário que você sente muita vontade de escrever?

Clara: Raíssa, geralmente eu escrevo tudo o que me dá vontade, não tenho medo de escrever e me aventurar. Contudo, apresentar ao público é diferente. Desde Aluga-se um Noivo eu tenho entendido aquela coisa lá do casamento, que eu citei anteriormente… Aprendi muito e tenho estudado muito, se é para fazer algo novo, que seja o meu melhor. O leitor sabe, ele não é bobo, sabe exatamente quando um autor está falando sobre um assunto que ele domina. Se puder conciliar isso à técnica… acho que temos algo realmente bom nas mãos.

As pessoas geralmente se surpreendem quando digo que não me prendo por gênero literário. Um autor não é uma máquina na linha de montagem de uma fábrica, sempre fazendo a mesma coisa, automaticamente. A criatividade tem o limite que você der a ela, pode ser poucos metros, retratando situações cotidianas; pode ser o drama similar ao da família da casa ao lado; ou muito além do globo, lá no espaço, a fronteira final. Uma história é uma história, você pode ter mil gêneros no mesmo enredo. Seu personagem pode fazer rir, chorar, assustar, conscientizar… O limite da imaginação, quem determina é o autor.

  1. Você tem algum novo projeto em mente que possa nos contar?

Clara: Posso falar sobre o que estou visando a curto prazo, que é o Censura Zero. Depois das loucuras da Allison Hamilton, em Tal Mãe Tal Filha, que é uma comédia romântica de classificação livre, acho que tanto a Alli quanto o John, merecem um momento só dos dois e a ideia é contar tudo para o leitor, cada momento desse romance sem censuras à intimidade.

Também estou concluindo Os Di Piazzi, mas ainda não tenho datas para apresentar.

Ah! E contos! Gente, como se aprende escrevendo contos! Ter a limitação de caracteres, passar a trama, desenvolver e fechar, sem perder o vínculo com o leitor, é um desafio que estou me propondo ultimamente. Um ótimo exercício.

  1. Por fim, você tem algum recado para quem está indo te ver lá na Bienal do Rio?

Clara: Isso ainda é um pouco assustador, que as pessoas estejam indo também para me ver. Além de já agradecer pelo carinho e dizer que estamos fazendo tudo para que sejam bem-vindos ao Estande CL15, no Pavilhão Verde… lembrá-los de que os 200 primeiros levarão uma necessaire linda junto com o livro… hmm… Ah! Sim: calçado confortável, gente. Bienal é uma loucura! É divertido, mas é cansativo também e passa num piscar de olhos, então não esqueçam da água (e um biscoitinho) para não perderem as novidades do evento desmaiando de desidratação — parece brincadeira, mas é sério, pode acontecer…

Será um prazer enorme vê-los na Bienal, sair um pouco do virtual é maravilhoso. Gosto desse contato, gosto do olho no olho e espero corresponder às expectativas, e poder dar atenção a cada um. Fico muito feliz em saber que gostam e acompanham o meu trabalho, me sinto uma garota de sorte, fica aqui o meu agradecimento e carinho. Obrigada.

Raíssa, muito obrigada a você também, pela oportunidade e o espaço para as pessoas me conhecerem um pouquinho mais e saberem sobre o que vem por aí.

Nos encontramos na Bienal. Beijos!

livros

É sempre muito bom quando autoras que admiramos são fofas, não é?! Eu que te agradeço, Clara! Foi um prazer ter você respondendo as perguntas. E eu to ansiosa junto com você pelo Théo! ❤

Esperamos que vocês tenham amado isso tanto quanto a gente ❤ Amanhã tem maaais!

 

16 comentários em “Esquenta Bienal: ‘Entrevista – Clara de Assis’

    1. Passou mt coisa boa, né?! E ainda mais quando a vi pessoalmente. Fiquei com vontade de colocar ela na bolsa e trazer pra casa! Eu já to doida pra reler o livro. Já já vai ter resenha aqui.

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    1. Ai, acho que foi o meu primeiro nacional mais adulto. Porque lia mt Thalita Rebouças já rs. E ai, eu não comprei em pré venda, mas consegui a bolsinha lá!

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