Crítica da Série: ‘Frontier – 1ª Temporada’

Eu dei uma pausa nas minhas leituras este mês e tenho visto algumas séries. Nesse último fim de semana passeando pelo catálogo da Netflix, eu encontrei ‘Frontier’. É uma série Original Netflix com a parceria do canal Discovery Channel Canada. A série é mega curta tendo apenas seis episódios de cerca de 45 minutos cada. Então dá pra maratonar super rapidinho.

Sinopse: A historia é situada no final do século XVIII. A série acompanhará diversos personagens que tentam se estabelecer no mercado de peles em uma cidade no interior do Canadá. Enfrentando dificuldades causadas pela natureza e pelo homem, eles tentam controlar as riquezas da região e com isso o poder. O mundo dos negócios é definido à força, o que os leva a enfrentar conflitos sangrentos com as tribos nativas, bem como os imigrantes europeus.

Eu fiquei sabendo que ela entrou na mesma época de ‘Desventuras em Série’, uma adaptação que estava sendo esperada, então ‘Frontier’ ficou lá escondidinha no catálogo. A série conta a história da rota comercial de peles na América do Norte por volta de 1700. Em meio a história da disputa comercial, temos o personagem Declan Harp (Jason Momoa) em busca de vingança contra Lord Benton (Aluin Armstrong) e a companhia HBC.

Durante os capítulos ficamos sabendo o porque de Lord Benton querer tanto capturar Harp assim como os motivos de Harp querer Lord Benton morto. Além desses dos dois personagens temos vários outros personagens envolvidos na disputa pela a liderança do mercado de peles. A companhia britânica HBC sempre dominou este mercado, mas com o passar dos anos vem perdendo mercado para várias outras companhias menores e até mesmo para Harp.

Frontier (2)

Harp já foi membro da companhia e ao longo dos episódios ficamos sabendo porque se voltou contra Lord Benton. Em meio a essa disputa de mercado temos o jovem Michael Smyth (Landon Liboiron), um jovem irlandês, sem teto em Londres e que embarca num navio rumo ao Novo Mundo sem querer. Ele é descoberto como viagem clandestino e só não é jogado ao mar porque salva a vida de Lord Benton.

Lord Benton oferece proteção à Michael e a liberdade de Clenna (que foi presa em Londres) e em troca ele precisa achar Harp, se tornar um dos seus homens de confiança, descobrir onde estão acampados e depois trazer todas essas informações para Lord Benton. É claro que logo no início Michael descobre que as intenções de Lord Benton nunca foram boas e realmente pouco a pouco vai conquistando seu espaço no bando de Harp.

Além da companhia HBC e Harp, o comércio de peles é disputado pelos irmãos Brown, Samuel Grant (um novo investidor que não mede esforços para conseguir o que quer), Elizabeth Carruthers (a viúva Carruthers que não se rende a Grant após a morte do marido) e Grace Emberly (dona da taberna de Fort James). A gente logo percebe que o número de personagens querendo ser o líder no mercado só vai aumentando.

jason-momoa1

Eu li muitas críticas ruins sobre Frontier. Uma até falando que se você conseguiu assistir até o final você é um vencedor, coisa que a pessoa que estava escrevendo a crítica não fez. Acho que é fácil dizer que é ruim sem ter assistido a série toda. Eu vi os seis episódios, vi as falhas e mesmo assim não julgo como uma série de todo ruim. Concordo com quem disse que a iluminação nas cenas noturnas é bastante precária porque realmente é. Eu também senti falta de uma trilha sonora melhor. Temos poucas músicas no decorrer das cenas e nada muito elaborada. A melhor de todas é a da abertura.

Acho que tivemos muitos personagens apresentados ao longo dos seis episódios e que ao final da primeira temporada não deu para desenvolver todos eles. Numa série com mais episódios daria pra desenvolver mais os enredos de cada um. A Grace até o final, eu não sei de que lado ela está. Me pareceu ser uma mulher muito forte e decidida (como poucas naquela época) e que não mede esforços para defender seus objetivos.

Eu fiquei sabendo que a série foi renovada para uma segunda temporada, então poderemos realmente comprovar se a série será mais bem desenvolvida do que foi nessa primeira temporada. Tomara que as falhas de iluminação também sejam melhoradas. Frontier não é uma série com episódios longos ou com muitos episódios como outras séries, mas não é um história ruim.

Eu não gosto de ler livros de época ou históricos, mas adoro séries que mesclam uma história real com uma fictícia como foi em Frontier. Adorei saber um pouco mais sobre o comércio de peles na Baía do Hudson e sobre um período histórico que não tinha conhecimento. Eu indico a série, mas se você for um crítico de plantão e que ache erros em tudo, então essa série não é pra você. Ela tem suas falhas, como toda série, mas indico mesmo assim. Não é uma série que vai competir diretamente com outras séries de época ou históricas, mas continuo indicando.

 

 

 

 

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6 comentários em “Crítica da Série: ‘Frontier – 1ª Temporada’

  1. Oie!
    Nossa, meu noivo comentou esses dias mesmo que quer ver essa série. Ele pela questão canadense da coisa e eu por questões mais musculosas, se é que vc me entende hahaha.
    Foi legal ler tua crítica pra saber mais um pouco sobre a série e melhor ainda que bateu uma curiosidade.
    Tb curto bastante quando a história traz informações reais e culturais, junto a fictícia.
    Bjo bjo

    Curtido por 1 pessoa

  2. Adriana,como gosto de livros ou filmes de época,em que existe a junção entre ficção e fatos históricos, gostaria de conhecer essa série.
    O trailer que nos mostrou me deixou mais curiosa ainda.
    E acho que acertaram em cheio na escolha do ator(gigante) Jason Momoa. 😉

    Curtido por 1 pessoa

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