Resenha: ‘A Cabana – William P. Young’

“Se você odiar esta história, desculpe, ela não foi escrita para você.”

Hoje nós temos a estréia nacional da adaptação de ‘A Cabana’ e para tentar conquistar algum leitor que ainda não tenha descoberto esse livro, nós estamos resenhando ele pra vocês. Eu tenho uma experiência bem particular com esse livro e eu vejo ‘A Cabana’ como um livro sem meios termos, ou você ama com todo o seu coração ou odeia. Eu conheço muita gente que não conseguiu levar a leitura a diante. Se você é uma delas, vem cá e deixa eu te convencer a concluir.

Antes disso, confere a sinopse…

“Sinopse: A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar aquele cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, ‘A Cabana’ invoca a pergunta: ‘Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?’ As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.”

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Eu amo a frase sobre esse livro que diz: “Este livro deve ser lido como uma oração!” Pra mim não há definição melhor, pois ‘A Cabana’ parece mesmo que literalmente você está falando com Deus. O livro é narrado em terceira pessoa por um personagem chamado Willie e nos faz parar e refletir tantas vezes. Eu acredito que para chegar ao final da leitura desse livro é necessário ler com calma, sem preconceito por ter mensagens religiosas e também o pensamento de que isso nunca aconteceria de verdade. Sendo assim a leitura se tornará uma grande experiência de paz.

O nosso personagem é um homem bom e com uma família grande e feliz, então quando A Grande Tristeza, como é nomeado o pior período da vida de Mack, se instala, ele se torna um homem amargurado pela dor e pela culpa. A família de Mack é bem religiosa, então quando sua pequena Missy desaparece, ele começa a questionar o poder de Deus. Acho que todos nós já fizemos isso quando estamos sofrendo por algo né? Mack levou os filhos para um passeio e sua filha mais nova foi sequestrada e morta e desde então ele vive numa profunda depressão. Ninguém sabe como trazê-lo de volta. Talvez Mack tenha morrido quando sua filha foi tirada dele dessa maneira.

Um dia Mack recebe uma correspondência sem selo, sem remetente e destinada a ele. O pequeno bilhete o convida para passar um fim de semana na mesma cabana em que a filha foi brutalmente assassinada. Ele começa a xingar e perguntar quem poderia fazer uma brincadeira de mal gosto como essa. Só que o bilhete está assinado como ‘Papai’ o nome que a esposa, Nan, dá para Deus. Mesmo achando se tratar de uma piada de mal gosto, Mack decide ir ao encontro de Papai.

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Quando ele chega lá, ele é recepcionado por Jesus e levado ao encontro de Deus e o Espirito Santo, formando assim a Santíssima Trindade. Loucura pensar que isso está mesmo acontecendo certo? Mack também pensa assim. Deus é apresentado nessa história como uma mulher e isso já causa estranhamento em Mack, pois desde muito cedo aprendeu que Deus seria um homem. Eu amei que o autor tenha feito isso, pois deu uma sensibilidade maior a história.

Mack leva bastante tempo para aceitar que realmente está tendo aquela experiência espiritual. De que realmente está diante de Deus, Jesus e do Espírito Santo. De que aquela cabana que trouxe a maior dor que ele poderia sentir agora poderá trazer respostas e acalmar seu coração. Será o fim de semana mais intenso e cheio de emoções que Mack já teve desde o fim de semana que perdeu sua doce Missy e nós leitores embarcamos nesse mesmo barco de emoções. A experiência de Mack na cabana é impossível de descrever, você precisa ler para sentir tudo que o autor quer transmitir.

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Esse livro ganhou uma linda adaptação para os cinemas. Hoje é a estreia nacional do filme e na semana passada Octavia Spencer (Papai) veio ao Brasil para a divulgação do longa. Eu estou bastante ansiosa para ver como eles conseguirão passar todas as emoções que esse livro nos faz sentir. Eu não vou hoje, só devo ir na próxima semana, então depois posso deixar aqui minhas impressões e fazer pequenas comparações.

Particularmente, eu amo esse livro. Eu também estava vivendo uma grande perda quando ganhei esse livro. Da primeira vez, eu não consegui ler todo porque em alguns momentos me identificava tanto com a tristeza de Mack que resolvi deixar o livro de lado e só voltar a ler quando sentisse que conseguiria. Da segunda vez que tentei ler, eu me permiti sentir todos os momentos de dor de Mack para enfim sentir a paz que somente esse livro poderia. Assim como Mark, eu também senti toda a intensidade dessa história.

Eu não diria que é um livro apenas religioso, pois o autor não te manda seguir religião alguma. A mensagem de William P. Young é de que todos nós já passamos por muitos momentos de dor e não soubemos como lidar. Várias vezes já nos perguntamos porque Deus permite que as pessoas sofram ou que os ‘maus’ vençam sobre as pessoas boas. Esse livro é uma maneira de estreitar nossa relação com a fé e com Deus. De perceber que ele nunca nos abandona mesmo quando estamos sofrendo. Que mesmo na dor, nós nunca podemos perder nossa fé de que tudo pode melhorar. Não poderia dar menos do que 5 Angélicas para um livro que me fez sentir tanto.classificacao-5-angelicas

 

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3 comentários em “Resenha: ‘A Cabana – William P. Young’

  1. Adriana,assim que comecei a ler o livro,fiquei literalmente viciada na leitura até um certo ponto.
    Eu tinha grandes esperanças que tudo aquilo poderia ser somente um momento de susto,mas que tudo iria melhorar. Mas aí… 😦

    E a partir de então o livro começou a tomar um caminho bem diferente do que imaginei.
    Foi quase que religioso.
    Sim,achei que passou uma mensagem linda!
    Mas mesmo assim fiquei tão triste com tudo. ..

    Bem,gostei!
    Só foi diferente do que imaginei. 🙂

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Janaina!!
      Eu tbm esperava que fosse um susto e acredito que seja aí o segredo desse livro ser tão bonito. A gente não sabe lidar com a perda. Não somos criados para perder ninguém e não sabemos lidar com essa dor. Pra mim foi uma leitura que marcou.
      Bjs

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