Resenha ‘A Torre – Daniel O’Malley’

Oi oooi gente! A resenha de hoje é de um livro da fantasia! Podemos dizer também que mescla com um pouco de ação. De qualquer forma, o primeiro livro de Daniel O’Malley apresenta uma premissa cativante. O livro, que foi lançado em fevereiro de 2016, tem 432 páginas que contam duas histórias paralelas. E nós vamos ficar quem nem a protagonista, querendo entender tudo o que ta acontecendo.

Mas antes de começar, vamos a sinopse…

Misterioso e hilariante, “A Torre” é uma fantasia que promete fisgar os fãs de fantasia do princípio ao fim Muito suspense Certa dose de humor Uma heroína capaz de deixar Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, no mínimo intimidada E uma carta encontrada no bolso que começa assim: Querida Você, O corpo que está usando costumava ser meu. Encharcada pela tempestade que cai sobre o parque, ela ainda não sabe por que está cercada de cadáveres. Muito menos por que todos usam luvas de látex. Sem escolha, ela decide seguir as orientações deixadas nessa carta e encontra outras duas. Uma carta leva a outra e mais outra, e assim ela descobre seu nome: Myfanwy omas. E ainda que é uma Torre – uma agente secreta de alto escalão que trabalha para uma organização do Império Britânico responsável por combater eventos sobrenaturais. Mas há um traidor nessa organização. Um traidor que a quer ver morta. E que logo perceberá que Myfanwy ainda está viva. E sem memória. Enquanto luta para salvar sua vida, Myfanwy conhece pessoas misteriosas: um homem com quatro corpos, uma aristocrata que pode entrar em seus sonhos, crianças que se transformam em guerreiros mortais e uma conspiração que vai muito além do que poderia imaginar. Com uma protagonista feminina forte e apaixonante, A Torre é um livro que vai envolver os leitores de fantasia em uma narrativa cativante e, ao mesmo tempo, diferente de tudo o que já foi publicado no gênero.

Então, a história começa com uma carta de Myfanwy Alice Thomas para… Myfanwy Alice Thomas. Exatamente como descreve a sinopse – pra vocês não me matarem achando que é spoiler haha. Nossa protagonista acorda no meio de um parque, cercada de corpos com luvas de látex, essa carta e bem perdida. Tudo o que sabe é que alguém traiu ela e seu antigo “eu”, que perdeu as memórias, escreveu – até então – duas cartas para guiá-la.

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Seguindo a ordem da primeira carta, Myfanwy vai para um hotel e descansa. Nisso, temos o primeiro contato com o sobrenatural. Uma senhora, que vem a ser Lady Linda – que vou explicar mais pra frente quem é – invade o sonho de Myfanwy e começa a conversar com ela e de cara diz que sabe de sua perda de memória, mas que vai guardar seu segredo, como forma de compensar uma antiga dívida.

– Que inconveniente – disse a senhora com um suspiro. – Uma Torre sem lembrança de quem é. – Houve uma pausa. – Que saco.

Na segunda carta que é lida, começa a ser revelado mais coisas. Primeiro, como Myfanwy sabia que iria perder a memória, pra deixar tantas cartas e guias prontos. Depois, que ela será ataca, terá que lutar e irá vencer. Do episódio do parque, ela já está toda arrebentada, com vários hematomas no rosto. Por fim, que as pessoas que a atacam precisam usar luvas – já que o poder de Myfanwy envolve o toque – e que alguém que ela confia foi quem traiu sua confiança.

Tudo o que você precisa saber imediatamente é que alguém em quem eu deveria poder confiar decidiu que preciso ser eliminada. Não sei exatamente quem. Não sei por quê. Pode ser por algo que eu nem fiz ainda.

Depois dessas revelações, ela segue para um banco como indicado, decidida a assumir uma nova personalidade e deixar para trás todo o suspense e perigo que seu antigo ‘eu’ vem falando, mas quando é atacada ao chegar lá, ela muda de ideia. Então, escolhe abrir um cofre e encontra uma malda cheias de envelopes, com instruções da Myfanwy pré perda de memória.

Então a história segue alternando momentos atuais e com as várias cartas deixadas para ela ler. Nisso, ela descobre que trabalha no Checquy, uma instituição governamental não sobrenatural. Nela, trabalham várias pessoas, com ou sem poder. E dentro dela, temos a Corte, onde apenas pessoas com poder podem chegar. Myfanwy é uma Torre, junto com Gestalt – que na verdade, são quatro irmãos. Existem dois Bispos, dois Cavalos, vários Peões e um Lord e uma Lady – que correspondem ao Rei e a Rainha, mas não podem ser chamados assim, em respeito a verdadeira Monarquia regente no Reino Unido. Todos eles tem poderes e responsabilidades dentro do Checquy. E um deles, traiu Myfanwy.

A Corte do Checquy é o conselho executivo encarregado de cuidar de toda a organização. E desde que o jogo de xadrez foi reconhecido nas Ilhas Britânicas, a hierarquia do Grupo se baseia nas peças de xadrez.

Posso dizer que temos duas linhas de investigação da Myfanwy, no livro. A primeira, é que está por trás dos ataques que vem acontecendo, incluindo com uma casa cheia de fungos, que está “devorando” pessoas. Tudo um plano dos Grafters, que são inimigos de muitos e muitos anos do Checquy. E a segunda é sobre o que e quem fez com que ela perdesse sua memória.

Para o Checquy, eles são um dos inimigos mais assustadores com quem já se deparou. Se eles voltarem à tona com todo o vigor, será um desastre.

Confesso que a investigação sobre os ataques sobrenaturais é muito mais interessante. Temos ataques, ameaças, interrogatórios e muita desconfiança. O poder da nossa protagonista é muito legal e ela é mesmo muito poderosa. E é interessante perceber a diferença entre ‘Thomas’ – como a que perdeu a memória passa a ser chamada – e ‘Myfanwy’. A primeira, era tímida, ão gosta de conflitos, não se metia nos serviços de campos e nem usava seus poderes. Já a segunda, despertou com uma nova personalidade. Passou a se impôr, não era mais tímida, gostava de uma briga, foi atrás de serviço de campo e teve sucesso e seus poderes eram ainda mais fortes e perigosos que antes.

Paralelo a isso, enquanto os fichários roxos, com toda a informação que posso ajudar a nova Myfanwy são lidos, podemos entender muito melhor toda a Corte e o Checquy e também tentar preencher as lacunas junto com ela e descobrir quem é o verdadeiro traidor. Só que será que existe apenas um traidor? O foco foi apenas ela ou tem algo muito mais profundo envolvido? Foi algo que ela fez ou acabou descobrindo? São várias as peças de um quebra cabeça para que Myfanwy descobriu todo o mistério que a cerca.

Só por você não ser eu, não significa que está a salvo. Junto desse corpo, você herdou certos problemas e responsabilidades.              

Preciso ser sincera e dizer que até metade do livro, eu tive muita dificuldade, porque a leitura foi muito arrastada. Eram detalhes demais, principalmente, nas partes envolvendo as anotações. Claro que, sabia que era necessário, mas acabou tornando a leitura cansativa. Mas, quando chega na outra metade, quando as coisas começam mesmo acontecer, incluindo um ataque em uma festa da Corte, eu senti vontade de devorar o livro. Quando descobri o traidor fiquei de queixo caído! É super bem amarrado.

Como já disse em outras resenhas, fui atrás de informações. A Torre faz parte de uma série chamada The Checquy Files – algo como Os Arquivos da Checquy. Não precisam se preocupar, porque o primeiro tem final próprio. Eu tinha uma teoria sobre o que poderia acontecer com o segundo, mas caiu por terra quando li a sinopse lá no Goodreads rs. Mas, continuo curiosa e na expectativa da publicação dele por aqui.

Quanto a diagramação, as letras são menores do que o habitual, principalmente nas partes das cartas e dos fichários. As folhas são amareladas. E a capa é linda. Esse dourado remete ao poder da Corte. Fui atrás da capa original e os detalhes eram em branco. Ponto pra Leya. Achei que o dourada destacou muito mais!

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Esse livro vai conquistar os fãs de fantasia, mistério e ação. Mesmo com as partes mais monótonas, quando a ação começa, tudo muda e conquista de vez. Vou dar quatro Angélicas pra ele e já esperar pelo segundo!

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 ~~ Esse livro foi cedido ao Além pela Editora Leya, no evento Aliança de Blogueiros RJ ~~

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4 comentários em “Resenha ‘A Torre – Daniel O’Malley’

  1. Raíssa,que capa linda!
    Foi o que mais chamou minha atenção. Gosto muito de tramas de fantasia e cheias de ação,mas achei a história confusa. E não me deu tanta vontade de ler.
    Talvez até eu mude de ideia,caso eu leia….mas acho difícil! 😉

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oooi Jana. A capa é linda, né?! Babei no contraste do preto e dourado. Então, ela é confusa pra explicar rs. Levei dois dias pra escrever a resenha, pq é mt detalhe, nome e olha que deixei coisas de fora da resenha. Mas a história vale a pena. Se mudar de ideia, invista na leitura sim 🤗

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  2. Como você também fiquei super na expectativa por um segundo livro, realmente a antiga Myfanwy é muito metódica e “rainha das listas”,mais o livro é maravilhoso excluído essa parte.Tem tantas partes legais no livro que achei uma resenha gostosa de fazer.Um dos livros que mais gostei dessa maratona literária. Ótima resenha e esqueci que poderia ter posto uma carta na foto do livro. kkkkk.Gostei da foto Raíssa.

    Curtido por 1 pessoa

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