Resenha ‘A Rosa Branca – Amy Ewing’

Oi ooooi gente! A resenha de hoje é sobre a continuação de A Joia, que eu resenhei na semana passada! A continuação da série distópica A Cidade Solitária me prendeu real e eu preciso dizer, sou grata a Editora Leya por ter nos dado esse livro e me feito ler ele logo. O livro, que foi lançado lá em agosto de 2016, tem 320 páginas e várias descobertas e revelações. Preciso adiantar que, como esse é o segundo da série, pode ter algumas informações sobre o primeiro, mas não se preocupem que não vai ser nenhum spoiler muito grandioso. Vamos à sinopse…

No livro A Joia, primeiro volume da série “A Cidade Solitária”, Violet Lasting é comprada por uma das mulheres mais poderosas da realeza, a Duquesa do Lago, e vai viver com ela na Joia, o círculo onde mora toda a nobreza. Agora, Violet tem de fugir da Joia, do círculo nobre da Cidade Solitária para salvar a própria vida e a do seu amor, Ash. Junto com seu amado e Raven, sua melhor amiga, Violet tenta se libertar da terrível vida de servidão e crueldade. Só que ninguém disse que deixar a Joia seria fácil, e ela terá que passar por grandes obstáculos. No meio disso tudo, a jovem ainda descobre que há uma revolução sendo planejada contra a realeza e que seu papel nisso é fundamental. É hora de Violet descobrir que é muito mais poderosa do que sempre imaginou!

Então, a história do segundo livro começa horas depois do final do primeiro. E preciso dizer, pra quem leu ele assim que saiu, imagino a tortura. O primeiro da série foi publicado em fevereiro de 2015 e o segundo, em agosto de 2016! Eu sofro só de imaginar essa espera!

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Enfim, começa logo após Violet e Ash serem pegos e a mocinha descobrir que tem um novo e surpreendente aliado. Com toda a ameaça que a cerca e acreditem, já começamos a levando um baque, Violet precisa conseguir escapar do Palácio. E quem vai providenciar isso é Garnet, que está decidido a ajudar Violet, até porque deve esse favor a Lucien, e Violet está decidida a salvar Ash.

– Quero ver o que vai acontecer quando Lucien descobrir que você está aqui. Além do mais, não me divirto tanto há muito tempo. Ser da realeza é muito chato. Nunca perco uma chance de esfregar isso na cara na minha mãe. Roubar a substituta bem debaixo do nariz dela? Da casa dela? É bom demais para perder.

Eles conseguem escapar, correndo riscos e chegam ao necrotério, que era o ponto de encontro entre Lucien e Violet, quando o plano deles se iniciou e ela deveria tomar o soro que a deixaria se passar por morta. Só que Violet o entrega para Raven, sua melhor amiga. No fim, todos estão lá e aí começa o plano de fuga e o começo das revelações.

Com a fuga, Violet, Ash e Raven, começam a passar por todos os círculos da Cidade Solitária. Primeiro pelo Banco, onde passam um susto enorme, quando Ash é quase capturado – já que a Duquesa o colocou como um criminoso procurado. Só que Raven, que desenvolveu uma espécie de novo poder, que podemos chamar de “visões”, consegue salvá-lo. Não antes que Violet perca seus dois amigos de vista e se desespere. Mas nada está perdido quando ela reencontra uma antiga amiga do Portão Sul, que a ajuda.

– Se admitir que precisa das pessoas, poderá perdê-las. – Os olhos recuperam o foco, voltam ao passado. – Mas precisar das pessoas pode salvar sua vida.

Durante o tempo em que eles tentam escapar, o que temos melhor oportunidade de conhecer é o passado de Ash. É triste ver tudo o que o menino passou na Casa de Acompanhantes, como era tratado e o que tinha que fazer e suportar. Fora que também nos deparamos com a família dele e enquanto a mãe e a irmã são uns doces, não podemos dizer o mesmo sobre o pai e os irmãos, que são horríveis!

Se existe alguém que ajuda Violet e seus amigos durante toda a fuga, é a Sociedade da Chave Negra. Eles vão buscando e protegendo os três até guiá-los ao ponto onde Lucien queria e assim ir para o local de segurança que ele protegeu desde o início. São crianças, párias da sociedade, comerciantes… qualquer pessoa que esteja cansada de sofrer nas mãos da Realeza.

– A cidade apodreceu há muito tempo. Não podem mais no impedir de ser quem somos. Não podem mais comandar nossa vida. Você e o Chave Negra são nossa esperança.

E depois de muito sofrer e quase ser pega, Violet chega à Rosa Branca, uma casa no meio da floresta, onde Sil mora. Sil é uma antiga substituta, que irá ensinar Violet a real dimensão de seus poderes e é quem adiciona mais peças no quebra cabeça construído sobre aqueles que estão no poder.

É impressionante descobrir que as Substitutas são descentes de um povo antigo, que protegia a Ilha onde a Cidade Solitária fica localizada. Os presságios que as meninas sentem, são os poderes vindos desses ancestrais e que as deixam com facilidade de lidar com os quatro elementos: fogo, água, terra e ar. Não só Ash e Garnet vão ficar impressionados com Violet, na primeira vez que ela sente essa conexão. É algo maravilhoso o que a Amy descreveu.

[…] – Só existe um Presságio verdadeiro, e o nome dele não é Crescimento. É Vida. E não o possuímos nem controlamos, mas temos a capacidade de senti-lo, reconhecê-lo. Ele nos invoca como nós o invocamos.

Além do passado das Substitutas e de Ash, descobrimos sobre Lucien e sobre como ele acabou virando uma dama de companhia – lembrando que os homens nessa posição são eunucos. É de derrubar lágrimas. Ainda mais porque também ficamos sabendo mais de sua irmã, que foi um dos principais motivos de Violet ser escolhida para ser a principal arma da revolução.

Como destaquei pontos no primeiro livro, preciso destacar aqui também. Começando pela amizade entre Violet e Raven. Ela é gigantesca! As meninas se amam demais, confiam uma na outra e são capazes de se salvar de modos encantadores. Já o relacionamento de Ash e Violet é mais desenvolvido, eles conversam mais, com ela entendendo melhor tudo o que ele pode sentir e tudo o que ele passou. Ele se torna mais um na lista de pessoas que ela quer proteger.

– Escute, você me ajudou no Portão Sul quando me apavorei e quando estava fraca. Você me deu coragem. Se acha que não vou fazer exatamente a mesma coisa por você, está enganada. Esteve comigo a cada dia que passei naquele palácio. Você foi minha força. Agora me deixe ser a sua. – Toco seu ombro. – Vou ajudar você a melhorar e se proteger.

O cerco está se apertando. A Realeza continua a jogar com a vida das Substitutas, porque as mulheres da Corte querem suas filhas como Consorte e a Eleitora quer sua filha no trono. A Duquesa ainda está se movimentando para poder ter o que deseja sem deixar ninguém descobrir que Violet fugiu. Elas decidem antecipar o leilão, mas a Duquesa tem uma carta na manga e o que ela consegue é capaz ou de deixar Violet com sangue nos olhos ou deixá-la perdida.

O plano da Sociedade da Chave Negra de ir fazendo pequenos ataques pelos círculos, de modo que desestabilize a Realeza e o plano de Violet em usar as Substitutas para derrubar quem está no poder, precisam ser acertados e adiantados. Tudo pode mudar a partir de agora!

– […] Prefiro morrer lutando contra a realeza do que servindo aquela gente.

Diferente do que o eu reclamei no primeiro livro, o ritmo desse é intenso! A todo o momento temos algo que movimente a história e nos deixa presa a ela. Tanto que eu li em dois dias, isso porque eu, realmente, precisava dormir rs. Violet está mais decidida e esqueçam a mocinha submissa. Agora que ela tem noção do poder que tem, vai bater o pé e conseguir as coisas do seu jeito.

Falando da diagramação, ela continua excelente. As letras são grandes, o espaçamento perfeito e sem erros de português. A páginas amarelada é a minha preferida, porque não cansa a vista. E essa capa? Gente, não tem como não ser apaixonada por ela!

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Eu amei muito essa distopia. Ela, apesar de ter seus pontos parecidos com as outras tantas, também tem seu diferencial e é isso que chama uma atenção absurda. E os finais são de acelerar o coração. Principalmente desse segundo para o terceiro. Confesso que ando pensando em esperar essa maratona de leitura acabar e ir comprar o ebook do terceiro! No mais, me ajuda Editora Leya, publica The Black Key logo! Nunca pedi nada pra vocês! ❤

Claro que, depois disso tudo, se eu já havia amado o primeiro, mesmo reclamando de certos pontos, esse eu surtei de amor! Então, ganha cinco Angélicas fácil.

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 ~ Esse livro foi cedido ao Além pela Editora Leya, no evento Aliança de Blogueiros RJ

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2 comentários em “Resenha ‘A Rosa Branca – Amy Ewing’

  1. Uau,por quantas aventuras a Violet e seus amigos vão passar nesse segundo livro da série!!!!
    E bom é quando é assim. Não dá quase tempo de respirar entre uma aventura e outra. Sem contar que histórias com um bom ritmo como esse,não dá vontade de parar de ler.

    Fico imaginando se eu tivesse lido o livro A Jóia assim que lançou,e ter que esperar mais de um ano pelo lançamento.
    desse. Dá aflição só de pensar!

    Bem,lendo a sua resenha,achei que a série é viciante. E assim que eu puder,vou ler. 😉

    Curtido por 1 pessoa

    1. Simmm. Eles vão passar por altas coisas nesse.
      Exatamente. Eu fiquei doida pra devorar o livro, mas como só consigo sentar pra ler de noite, tive que dormir rs
      Ai, nem falaaaa! Eu morria com a espera de 1 ano entre um livro e outro de A Seleção e agora com A Rainha Vermelha. Imagina 1 ano e meio. Ia pirar rs
      Obaaaa ❤ leia sim, vale a pena.

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