Resenha ‘A Joia – Amy Ewing’

Oi ooooi gente! Hoje temos resenha de mais uma distopia, afinal, eu sou a maluca por distopias aqui no Além! Eu já estava de olho na série de A Cidade Solitária há um tempo, mas sabe aquilo de adiar e passar outros na frente? Isso acontecia porque a trilogia principal da série estava incompleta aqui no Brasil, mas com o evento que fomos da Aliança de Blogueiros, a Editora Leya nos presenteou com o segundo volume, então a hora de ler chegou. Claro, que corri para comprar o primeiro: A Joia e é dele que vamos falar agora. Vamos a sinopse…

Primeiro volume da trilogia a cidade solitária! Milhares de exempalres vendidos nos estaqdos unidos!indicado para fãs de Kiera Cass. Viver com a realeza pode não ser tão nobre e glamuroso quanto parece… Joias significam riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezesseis anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente… e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco… Em seu livro de estreia, Amy Ewing cria uma rede de intrigas e reviravoltas na qual os ricos e poderosos estão mais envolvidos do que se possa imaginar, e onde o desejo por saber o destino de Violet manterá o leitor envolvido até a última página.

Bom, a história da vez é da senhorita Violet Lasting. Ela mora na Cidade Solitária, que é divida em cinco grupos: O Pântano, o mais pobre deles e de onde Violet e sua família – mãe, irmão e irmã- vem. Fazenda, onde a comida é cultivada. Fumaça, onde ficam as fábricas. Banco, onde ficam os comércios. E A Joia, que é o Coração da Cidade e onde a Realeza vive.

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Violet tem 16 anos e há quatro deles ela vive no internato do Portão Sul, tendo seus Presságios testados e sendo preparada para ser uma Substituta da Realeza. Isso significa que ela será uma barriga de aluguel para alguma mulher da Realeza que a comprar em um leilão. Apesar de todo poder e dinheiro que possam ter, as mulheres reais não podem gerar uma criança, pois no passado foi descoberto uma anomalia genética que fazia com que os bebês nascessem doentes ou deformados. Fora que os Presságios das Substitutas podem fazem com que os bebês se tornem especiais em alguns pontos.

A história começa com Violet se despedindo da sua antiga vida, já que o seu leilão se aproxima. Seu lote é o 197 de 200. O que significa que ela é uma das 10 últimas a ser vendida, sendo considerada valorizada. Depois de ser disputada pela Eleitora (Sua Graça Real) e pela Condessa da Rosa, é a Duquesa do Lago que leva o Lote 197.

– Então, somos as últimas – deduzo, e olho em volta.
– Sim. Lotes de 190 a 200. As joias do Leilão. – Raven balança a cabela. – Acho que estamos meio bizarras, para ser franca. Quer dizer, menos você.

De cara, vemos que a Duquesa não será uma pessoa tão maravilhosa, já que ela recebe a nossa mocinha com uma bofetada na cara. Mas, isso é como se fosse um aviso: “me traia e será assim seu tratamento, conquiste minha confiança e tudo ficará mais fácil”. De cara, Violet já tem um desafio: participar de um almoço com as outras mulheres das Casas Fundadoras – Condessa da Rosa, Condessa da Pedra, Duquesa das Balanças – e a Eleitora, cada uma delas trás a Substituta que comprou, incluindo Raven, a melhor amiga da Violet.

– Ótimo. Prove que é digna de confiança e será recompensada. Desrespeite uma dessas regras e eu vou ficar muito desapontada. E não acredito que queira enfrentar meu desapontamento.

As mulheres, estão mais eufóricas e determinadas esse ano, todas querem ter uma filha, para poder fazer o arranjo de casamento com o filho da Eleitora com o Executor, e ser a próxima consorte do trono. Pelo o que podemos entender com o decorrer do livro, as mulheres detém um certo poder. Por mais que seja o Executor a dor voz as ordens, a Eleitora deixa claro que tem modos de convencer o marido a fazer o que ela quiser. Fora que tem momentos onde são falados que os homens deixam decisões importantes nas mãos das mulheres.

Elas estão em um jogo que é perigoso. De vida e morte. Morte as Substitutas. Elas são meras “mobílias” para a realeza. A Duquesa do Lago é alguém que podemos chamar de bipolar. Ela tem momentos que trata Violet muito bem, chegando a se abrir com ela e explicando porque tanto quer uma filha, que possa ascender ao trono. Mas tem momentos que a mulher surta e ameaça até a quebrar as mãos de sua Substituta.

Uma das coisas interessantes do livro é quando vemos Violet lidar com seus presságios, que são três. O primeiro presságio influência nas cores. O segundo, influência as formas físicas. E o terceiro, influência no crescimento. Tem horas que ela cria flores do nada, cresce árvores… e é bem legal ver aquilo acontecer.

Um: ver o objeto como é. Dois: ver o objeto em sua mente. Três: submetê-lo à sua vontade.

Bom, temos outros personagens que possam ser interessantes comentar. Primeiro Lucien, uma dama de companhia – os homens se tornavam eunucos, para poder conviver com as mulheres da Realeza. Ele escolheu arrumar Violet para o Leilão, volta a encontrá-la algumas vezes e tem um objetivo: ajudá-la a escapar d’A Jóia, onde corre risco de vida. Pelo decorrer do livro, ele explica o porquê dessa escolha, com detalhes. Mas uma coisa é certa: ele quer a ajuda de Violet para conseguir acabar com a Realeza.

– Uma pequena pedra é suficiente para começar uma avalanche. Vou ajudar as outras meninas, mais do que pode imaginar. Vou ajudar todo mundo que está sob o domínio da realeza. Mas nada disso terá importância se eu não puder ajudar você.

Em seguida, temos uma personagem super fofa. Annabelle também é dama de companhia e se dedica a cuidar de Violet na casa da Duquesa do Lago. Elas se tornam amigas, Annabelle cuida bem de Violet e em certo momento, quando Violet sofre uma grave hemorragia após uma tentativa de inseminação e acaba correndo risco de morte, fica claro que Annabelle passou a amar a menina.

Chegou à vez de falar Ash. Ele e Violet se conhecem por engano, já que ele achou que ela era Carnelian, sobrinha (detestável) da Duquesa. Ele é um acompanhante, comprado pra ajudar uma moça solteira a se portar com um homem – sem relações sexuais envolvidas – e conseguir um casamento. Eles não podem se envolver, até tentam evitar isso, mas acabam se conectando por seus motivos – principalmente, porque um faz o outro se sentir vivo -, e se tornam o casal da história.

– Olho para você e me sinto humano de novo. Olho para você e me sinto inteiro. Não me conhece tão bem, Violet, mas acredite, eu estava destruído antes de conhecer você. Não posso voltar a ser daquele jeito.

Por fim, Garnet. Não sabemos muita coisa sobre ele, mas o que sabemos é que ele é um filho problemático para a Duquesa. Ele bebe muito, se mete em confusões, é mal visto por várias pessoas e acaba dando trabalho para conseguir casamento. Só que Garnet faz jogos de palavras que nos deixam com uma pulga atrás da orelha. Mas o que me fez destacar ele, é seu último ato. Tenho certeza que irá surpreender a todos, assim como me surpreendeu.

– Ah, já começou a temporada de caça à substituta? – Garnet pergunta do outro lado da mesa. Seu rosto está vermelho, os olhos brilham quando encontram os meus. – É melhor tomar cuidado, menina nova. Esse ano vai ser duro. A mão do pequeno Executor está em jogo aqui.

Bom, como eu sou muito fã de distopias e tenho lido um grande leque de opções, isso acaba me deixando várias histórias de comparação e nem sempre é uma coisa boa. A começar pela protagonista. Eu tenho várias opções de mocinhas fortes demais, mesmo com erros pelo caminho. E Violet me deu um baque nesse momento. Ela é submissa demais! Mesmo que ela tenha que ser, dentro de todo um plano construído, ela é até em exagero. Mas o ápice foi quando ela teve a oportunidade de se salvar e joga isso no colo de Raven. Não que isso tenha me feito desgostar dela, mas comparado as outras que tanto amo, ela saí perdendo.

Tento lembrar o que eu pensava sobre as substitutas antes de saber que era uma. Lembro que acreditava que elas eram únicas e especiais. Mas especial é a última coisa que me sinto agora.

Outra coisa que me incomodou um pouco é o ritmo do livro. Eu até li ele rápido, porque é um gênero que eu adoro e fico curiosa pra saber como a rebelião/revolução vai começar. Mas pra quem não esta acostumado, pode ser cansativo do início do livro até chegar a parte que a trama começa a ser revelada e os planos a serem executados.

Vou falar rapidamente da diagramação, que está ótima. A folha amarelada, as letras grandes e super legíveis. Sem erros de português e bem dividido. A capa é um show a se admirar. Confesso, que é o que me chamou a atenção logo de cara.

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Acredito que tudo isso deva melhorar no segundo, pela forma como o primeiro termina e pela sinopse que ele tem. E o terceiro, parece ser ainda mais intenso. Claro que também levei em consideração que esse foi o primeiro livro da Amy e ela já começou com um gênero bem desafiador. Vou dar quatro Angélicas e correr para ler o segundo!

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3 comentários em “Resenha ‘A Joia – Amy Ewing’

  1. Oi Raíssa,achei a história bem interessante!
    Apesar de não estar tão habituada assim com distopias… Mas o que tem me desagradado um pouco,é que essas histórias parecem que nunca tem fim.
    Tenho alguns livros aqui que li,e descobri depois que são séries ou trilogias. E nessa fico naquela ansiedade por não ter concluído à leitura.
    E muitas vezes não concluo.

    Bem,adorei a capa,a trama,e leria sim!
    Só o único ponto negativo foi o que lhe disse. 😉

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Jana. Eu adoro rs. Se quiser, posso te indicar várias haha
      Então, isso me aborrece, um pouco, também. Mas preciso falar que pesquisei dessa e descobri que se chama série porque acaba tendo livros que chamamos de contos. Os três livros principais são os da Violet. E tem de conto da Raven, de outras substitutas. Então não são aquelas leituras obrigatóooorias e eu nem sei de sairão aqui também. Isso alivia, eu acho haha
      Mas queria entender porque hoje em dia os autores preferem fazer séries intermináveis. Umas, eu amo, porque ainda mudam os casais principais. Apesar que mesmo assim, algumas autoras se perdem. Enfim rs
      A capa é linda! A resenha do segundo saí semana que vem e é tão bonita quanto 😉

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