Resenha ‘Teoria do Amor – Halice Frs’

Oi oi geeeente! A resenha de hoje é sobre um chick lit nacional, de 368 páginas, publicado pela Ler Editorial. Além de ter o livro principal, as últimas páginas são de um spin off do livro e achei muito bacana da editora por colocar tudo na mesma edição.

Será possível que duas pessoas de temperamentos e convicções tão opostas, cedam aos impulsos do coração?

 Alex é cético quanto ao amor. Não entende como alguém pode se tornar afetivamente dependente de outra pessoa. Aos 39 anos, é um solteiro convicto. Por uma necessidade ocasional, vive recluso em uma casa afastada da civilização, onde não há eletricidade, água encanada, meios de comunicação nem veículos.

 Maya é uma leitora aficionada e uma romântica incurável. Não consegue imaginar a vida sem amor, mesmo que seja um amor platônico.Aos 26 anos decide investir em um relacionamento e aceita passar as férias na companhia de William, por quem é secretamente apaixonada. O que ela não contava era que ele se envolvesse com uma desconhecida na primeira oportunidade.

 E por obra do destino, os caminhos de Alex e Maya se cruzam, obrigando-os a conviver sob o mesmo teto por três dias, em uma inusitada relação, que forçará ambos a lidar com as diferenças um do outro. Mas essa tarefa não será nada fácil, uma vez que o convívio entre eles se assemelha ao de cães e gatos.

Vou começar contando algo que eu achei bem legal e bonito em relação ao livro. O livro oficial é divido em três partes: Uma pela Maya, uma pelo Alex e outra que é dos dois juntos. E em todos os casos, a narração é de terceira pessoa. O spin off que tem no final do livro também segue essa linha. E antes que cada parte a divisão é muito lindinha! Vou mostrando durante a resenha.

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A história começa com Maya indignada com William e seu jeito galinha de ser. Ela decide sair do hotel onde está, mas como está pilotando sua moto sem nenhuma atenção, acaba sofrendo um acidente. Começa a andar e procurar ajuda, até que chega em uma cabana e conhece Alex. Maya tem 26 anos, é virgem, veterinária, viciada em leitura – que fala bastante de seu autor favorito, Sandre – e passou a vida toda tendo paixões platônicas.

– Sabe? Eu não me envergonho dos meus sentimentos, mesmo que tenham sido platônicos. A vida sem amor não teria graça.

Alex já nos é apresentado fazendo jus ao apelido: sendo um ogro. Ele é grosso, recluso, meio machista, não acredita no amor e meio que se nega a ajudar Maya, mas como ela sofre um novo acidente, no lago artificial da casa dele, ele acaba ajudando ela. Ele é bem mais velho, com 39 anos, enfermeiro e que parece esconder algo.

Os dois brigam demais! Alex por não querer ter ninguém junto dele e ter que aturar a ‘praga’ que apareceu. Ela por não aceitar o modo como ele a trata e acha estranha várias atitudes. Eles brigam e fazem as pazes algumas vezes, tem momentos fofos e tudo isso nos três dias que Maya e Alex são obrigados a ficar trancados na cabana dele, que não tem qualquer tipo de energia elétrica.

A questão é que mesmo com todas as brigas e grosserias entre os dois, Maya acaba se apaixonando. Como? Eu ainda não sei. E é aqui que eu começo com uma opinião que, pelo o que eu pesquisei, vai de encontro a da maioria. Eu não consegui me apegar a esse livro. Não me conectei com a mocinha, inclusive, achei Maya muito criança e irritante, em alguns momentos e Alex um grosso. Eu sou do tipo que se rende a mocinhos meio ogros (Oi Gabe, Christian e Gideon), mas não rolou isso com o Alex. E eu vou continuar explicando…

Maya desiste de continuar a viagem com Will, depois que eles se reencontram e volta para Alex, decidida a se entregar a ele. E começam a viver um romance, com rodadas de sexo, papos para se conhecer e até declaração de amor. Só que Alex faz uma besteira gigante e tudo parece que vai mudar.

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Quando começa a parte de Alex, já se passaram cinco meses desde que Alex estragou tudo. Mas como besteira pouca é bobagem, Maya descobre outra coisa que ele fez e fica ainda mais irritada com ele. Só que Alex, que não parecia dar a mínima para tudo de errado que tinha feito até ali, tem um estalo e decide que irá se desculpar e ter o perdão dela.

E então surge o outro motivo que não me fez gostar muito do livro. Tudo o que ele faz para que Maya o perdoe, parece coisas de um menino mimado, que só quer ter algo quando percebe que perdeu. Que ele só se tocou do amor que sentia por ela, quando ele sacou que ela não ‘sofreu’ com a separação dele.

– Foi isso mesmo que eu entendi? – Maya perguntou num pausado ciciar. – Você me usou, me abandonou depois que me declarei e esperava que eu passasse o resto dos meus dias chorando por você?

Mas Maya, mesmo depois de sofrer, ficar brava e tudo mais cede ao pedido de Alex de ir até a casa da mãe dele e passar um fim de semana no sítio. E quando a gente acha que tudo entre eles, acontece mais uma reviravolta – se bem que dessa vez, nem podemos culpar Alex.

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Nessa terceira parte, encontramos novamente Alex tentando se desculpar com Maya – por algo que dessa vez não é culpa dele, mas ele tem precedentes, então fica difícil dela acreditar. E uma Maya mais endurecida. Ela, realmente, deixou de acreditar em qualquer amor, que teve sua vida mudada pelas reviravoltas.

Quando Alex consegue fazer O pedido de desculpas, é preciso que outras pessoas mostrem para Maya e ela começa a pensar que, sim, ele merece uma chance. Mas prefere observar um pouco, pra ver se não está se enganando mais uma vez.

– Hoje sei que o amor existe. Sei que é obra do acaso, não um sentimento manipulável. E sei também que é uma merda! Desde que o sinto eu ma respiro. Perdi a porra do sono, da fome. Perdi o foco. Tenho taquicardia e vivo enjoado. Mas, mesmo com tudo isso, hoje eu sei que não trocaria por nada ameno. Não vou me importar de ficar doente o resto da vida se Maya me aceitar de volta.

O final é o clichê que a gente ama e espera nos livros de comédia romântica. O que eu acho é que esse livro acabou se envolvendo mais em drama do que comédia, o que me fez falta. E o que pode ter feito com que eu não me envolvesse com os personagens de uma forma legal. Temos personagens secundários, como William, Michele e José – que foi o que realmente gostei de graça!

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O spin off é a parte que eu mais gostei no livro! Realmente achei um toque especial da editora, por incluir isso de presente aos fãs da autora. Ele se passa pouco tempo depois do ‘Como terminou…’ e tem toques do que eu senti falta durante todo o livro. Não posso comentar de forma excessiva, porque ele o conto em si, já é um spoiler, imagina se aprofundar rs. Mas temos presença de Maya, Alex, Michele, William e José, além de alguns personagens novos.

A diagramação do livro é uma graça a parte, fiquei apaixonada pelas divisões das partes, como vocês puderam ver nas fotos. Encontrei uns três errinhos de português, mas nada que atrapalhe o entendimento.

O livro não funcionou comigo, mas isso não quer dizer que não funcione para outras pessoas. Ele faz parte de um gênero que eu gosto, mas não nas mesmas linhas dos livros que eu amei. Mas acredito que outras pessoas podem ter uma percepção diferente, por isso digo: se sentir vontade de ler, leia! Não faça da opinião dos outros, a sua! Com tudo isso, vou dar três Angélicas.

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~~ Esse livro foi cedido ao Além pela Ler Editorial, no evento Aliança de Blogueiros RJ ~~

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