Resenha ‘A Sétima Cela – Kerry Drewery’

Oi oi gente! Hoje a resenha é sobre um livro que mistura três gêneros que eu AMO: distopia, suspense e romance. Lançamento de outubro da Astral Cultural, o livro tem 320 páginas, que te mantém preso a história. 

Martha Honeydew é a primeira adolescente a ser presa no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de Jackson Paige, uma das celebridades mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias – cada dia em uma cela diferente – para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se a audiência do programa decidir pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Martha se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores não sabem. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha Honeydew é realmente a culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa custar sua própria vida.

O prólogo do livro é no exato momento em que Martha se acusa de ter matado a estrela queridinha da Inglaterra, Jackson Paige. Mas, ela parece “feliz” em assumir essa culpa, porque tem esperanças que as coisas possam mudar. Ela repete muito durante a história que “ela aceita ser a mártir, mas alguém mais forte precisa ser o guerreiro”.

A dinâmica do livro é bem interessante. Os capítulos dos livros são divididos pelas celas que Martha irá passar durante o corredor a morte. Sete celas, sete dias. Cada cela apresenta características: desde ela ficando menor e mais fria, até uma que libera gás ilusinógeno. E então, temos subdivisões, com partes sobre Martha, Eve – sua psicóloga, Morte é Justiça – o programa de TV, que fala sobre os casos que estão nas celas. Mais para o fim do livro, temos mais algumas partes: Cícero – ex juíz que defende que esse novo sistema é errado. E Isaac – bom, esse é melhor vocês conhecerem sozinhos. O livro é narrado de uma forma um pouco diferente, alternando momentos de primeira pessoa e terceira pessoa. Nada que atrapalhe o entendimento, na verdade, achei que deixou ele bem legal.

– Tudo isso é criado para abalar suas estruturas – sussurra ela.

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Durante o livro, vamos questionando a todo o momento a culpa da Martha, esse sistema de votação que não é justo, afinal, os ricos votam muito e os pobres não. E tem diversos fatores que remetem ao nosso momento político atual. Acho que é isso que me faz amar tanto distopias, sempre me remete a alguma coisa que estamos vivendo.

– Todo mundo sabe que o sistema foi corrompido, só que ninguém diz nada. Ninguém se atreve. Mas eles não sabem que a situação chegou a esse ponto.

Vamos acompanhando os pensamento de Martha e as outras pessoas, numa tentativa de salvar a menina da cadeira elétrica e tudo o que se desenrolou até chegar a morte de Jackson Paige. Aos poucos vai sendo explicado porque tantas pessoas dos Arranha-Céus  – o lado pobre da Inglaterra – não achavam que a vítima era a pessoa tão bondosa que ele parecia ser, e como as pessoas das Aveninas – lado rico – pensavam que ele era, e porque Martha se envolveu com a morte dele.

Quando esses sete dias chegarem ao fim, até mesmo aqueles que o amam tirarão ele do pedestal no qual o colocaram, e a minha parte chegará ao fim. Vou descansar em paz, e assim, finalmente, os outros também vão. 

O livro deixa a flor da pele nossos sentimentos. Amor pelo lado humano de uns, ódio por outros personagens, pena, reflexão. Martha é cativante! Com 16 anos, está disposta a morrer por algo que acredita, por aqueles que ama e para um futuro melhor. Como sou A louca das distopias aqui no Além, claro que comparei um pouco com Katniss Everdeen – mas Martha não tem o lado irritante rs. Os outros personagens também seguem a mesma linha. Eve e Isaac se tornaram meus preferidos, por motivos que vão ficar claros durante a leitura. Mas TODOS despertam algo na gente. Inclusive aquela revolta de que os ricos sempre vão decidir a vida dos pobres, de algum jeito.

Outra coisa que o livro aborda é sobre o reality show que a vida dos prisioneiros acaba virando. (Oi Jogos Vorazes! – não que seja igual, mas é a mesma premissa). As pessoas podem assinar um pay per view e acompanhar a vida das pessoas que estão presas nas celas, 24h por dia! Nessa hora, só me veio na cabeça o BBB, ainda mais porque estamos com uma edição no ar. Sabe quando acusamos a Globo de só passar na edição o que eles querem? Isso também acontece aqui! Inclusive, eles levam Gus, um ex morador das celas para falar sobre o período em que ele ficou por lá. Mas, claramente tudo é mentira, já que Gus é obrigado até a usar um ponto eletrônico.

Kerry souber amarrar todos os sentimentos e nos fez mergulhar neles. Me peguei pensando em vários momentos, durante a leitura, que o povo clama tanto por justiça – e já vimos casos de “justiça errada” -, será que saberíamos lidar com esse poder, de decidir a vida de alguém? A Sétima Cela foi o livro certo, no momento certo. O que me deixou louca, foi que ele é o primeiro de uma trilogia. Isso não é bem o problema. Mas o fato de que nem o segundo saiu lá fora, está me deixando de cabelos em pé! O livro em si, é bem amarrado. Mas o final te faz especular sobre as continuações. Eu estou com minha teoria feita! Acredito que nossa passagem pelas setes celas apenas começou.

Quanto a diagramação da editora, ficou tudo ótimo! As folhas são amarelas e grossas, sem aquela sombrinha do outro lado. As letras são grandes e não encontrei erro de português.

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O Além recebeu esse livro da Astral Cultural no evento Aliança de Blogueiros – RJ. Veio com um kit LINDO de divulgação, com direito a 7 bottons – um pra cada cela -, marcador, um ingresso para a execução da Martha – que no livro, falam que é caro e nós conseguimos de graça rs- e uma carta! Eu to dando graças a Deus por não aberto antes, já que vem O spoiler do livro.

Claro que eu vou dar nota máxima pra esse livro, já que ele tem todos os ingredientes para uma super distopia. Só escreve o segundo rápido, Kerry, nunca te pedi nada!

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4 comentários em “Resenha ‘A Sétima Cela – Kerry Drewery’

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