Resenha ‘A Química – Stephenie Meyer’

Oi oi gente! Dessa vez, trago um dos lançamentos de novembro da Editora Intrínseca. O livro, que tem 496 páginas, marca a volta de Stephenie Meyer para o mundo literário e com uma premissa bem diferente do que seus antigos livros.

Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida.

Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.

Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

Stephenie Meyer consolidou-se como uma das autoras mais vendáveis dos últimos tempos com a série best-seller Crepúsculo. Seus livros somam mais de 155 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, 7 milhões apenas no Brasil.

A química é o primeiro lançamento inteiramente inédito da autora em seis anos, um thriller diferente de tudo o que ela já publicou.

“A maneira como Meyer conduz a curiosidade do leitor, mantendo a tensão e controlando o fluxo de informações, é simplesmente fantástica. As pessoas não querem apenas ler os livros da autora; elas querem entrar no livro e viver lá dentro.” — Time

A história de Juliana Fortis, uma ex-agente especial que vive há anos fugindo, começa mostrando tudo o que ela faz para preservar suas identidades falsas. Que são muitas. Mas vamos chamá-la de Alex, o nome que ela usa durante quase todo o livro…

Bom, o livro é narrado em terceira pessoa. E acredito que esse seja um fator que faça com que o início do livro seja um pouco arrastado. Já que é contando como a paranoia de fugir da agência começou, como ela faz para (sobre)viver. Alex, na verdade, vive com o básico e um tanto aterrorizada. O processo que ela faz para dormir, me deixou realmente assustada. A quantidade de combinações químicas perigosas que a protegem, mostram que ela mesmo fugindo há anos, ainda tem medo de ser apanhada.

E a vida que ela vinha preservando contra tantos percalços tão poderosos era simplesmente isso: vida. O básico do básico. Um coração batendo, um par de pulmões se contraindo e expandindo.

A adrenalina do livro começa quando um “amigo” da ex agência de Alex consegue contatá-la. Carston tem um caso pra ela. Um caso perigoso, que envolve a morte de milhões de pessoas por causa de um vírus biológico muito potente. E ele diz que ninguém seria capaz de deter isso, se não fosse ela. Ela é a melhor das melhores, seu talento é único. Mas, com todos os anos de perseguição, Alex desconfia o tempo todo do caso e pede que ele apresente os fatos que ela precisa.

Coluna dois: Alguém tinha uma arma biológica de destruição em massa, e as autoridades competentes não sabiam onde ela estaria nem quando seria usada. Mas conheciam alguém que sabia.

Alex estuda todos os dados fornecidos e decide agir antes do tempo, porque se for uma armadilha, ela terá tempo de conseguir escapar.

Assim conhecemos Daniel Beach. O alvo que Alex precisa interrogar sem piedade e arrancar informações sobre onde o vírus está. Só que quando eles finalmente se encontram, Daniel não é do jeito que ela esperava.

Ele parece sereno, tímido, um tanto galante, ferido pela vida devido a morte dos pais, o divórcio… Ele se encanta da cara por Alex, que acha que tudo não passa de encenação, já que ele deve saber quem ela é.

– (…) A gente cria tantas ideias sobre as pessoas, fabrica a pessoa que deseja e, depois, tenta manter a pessoa real dentro do modelo falso. Nem sempre funciona bem.

Mesmo um pouco confusa, Alex mantem o pensamento de interrogar Daniel e tirar dele as informações que ela precisa. Ela dopa ele e consegue levá-lo para um lugar escondido onde faz toda uma preparação que promete ser bem dolorosa. Mas não com violência e, sim, com seus produtos químicos. Deixando claro, mais uma vez, o nome do livro.

Agora ela assumia outra identidade, aquela que o departamento chamava de a Química, e a Química era uma máquina. Impiedosa e implacável. O monstro dela estava livre agora.

Durante o interrogatório de Daniel, algumas coisas vão ficando claras para Alex. Coisas que podem ter sido feitas para guiá-la para uma armadilha. E enquanto começa a refletir sobre algumas coisas, o terceiro personagem importante dessa história aparece: Kevin.

Ele é violento, ágil e ex agente da CIA. Ele está atrás do Daniel… para protegê-lo. E é aqui que o livro passa a ficar tão viciante, que me segurou dois dias até 3h da manhã acordada, lendo e finalizando o livro.

Kevin e Alex – que ele chama de Espirradeira rs – começam a unir pontas soltar de várias histórias e entendem que eles precisam unir forças. E Daniel é o que faz a ponte entre eles, já que a todo momento defende e protege Alex.

– Mas juntos, Alex. Nós saímos juntos. Nós ficamos juntos.

– Mesmo que isso nos coloque em risco?

– Mesmo assim.

Uma série de acontecimentos, perseguições e tramas se desenvolvem. As partes envolvendo armas, os elementos químicos, tortura… são tensas. Senti até uma angústia. Mas, ao mesmo tempo, me deixou feliz por ver Steph sair de sua zona de conforto. O livro realmente vai contra tudo o que ela escreveu durante A Saga Crepúsculo e A Hospedeira. Tem um romance leve, que pra mim, serviu pra despertar o lado humano de Alex, que sempre ficou perdido no meio de sua inteligência, o recrutamento da agência e os anos fugindo.

Mesmo com o início lento, o livro quando começa a se desenvolver, trás a promessa do thriller eletrizante! É o estilo de livro que me agrada, me deixa ansiosa pelos próximos capítulos, me deixa fazendo teorias.

O ponto que me deixou meio frustrada no entanto, foi o epílogo. Claro que com os desenvolvimentos dos capítulos finais – do capítulo final, principalmente – eu tinha uma ideia do que poderia acontecer. O problema, é que o epílogo é confuso. Eu só vim entender o que realmente queria indicar na segunda tentativa de ler – são apenas 6 páginas – e aí que peguei dicas deixadas por meio de detalhes.

Quando a edição, a diagramação é ótima. As letras são de um bom tamanho, sem erros de digitação ou tradução. Agora a capa, ainda que belíssima, me deixou com um problema. Não entendam mal, eu AMO essas capas prateadas/metalizadas. Só que elas são “feridas” com muita facilidade, qualquer coisa deixa uma marca feia na capa. Eu tenho mania de ler deitada e com o livro em pé. E qual foi minha surpresa em reparar na linha bem chamativa que ficou na capa?!

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Na classificação de Angélicas, o livro leva 4!

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