Resenha ‘A Coroa – Kiera Cass’

Mais uma resenha, mais um lançamento! E dessa vez, super querido e aguardado. Vou falar de A Coroa, livro da Kiera Cass, lançado pela Editora Seguinte.

Em A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava. America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava.

Eu comecei a acompanhar o mundo de Illéa há um certo tempo. Se não me engano, foi em 2013, logo após A Elite sair. Ganhei os livros de presente e fui capaz de devorá-los em pouquíssimos dias e sofrer um longo ano a espera do terceiro. Senti muita tristeza ao achar que só teríamos mais um livro, na época. Até que veio a notícia que teríamos mais dois livros, falando sobre a filha de Maxon e America.

Devo confessar, que na contra mão de muuuita gente, eu amo a Eadlyn desde o primeiro momento. Claro que em A Herdeira ela tem momento irritantes e que mexem com o nervo de qualquer pessoa, mas eu gostei dela.

– Veja – ela disse, apontando para os meus olhos. – Não tem a mesma cor, mas a mesma determinação. E seus lábios têm o mesmo sorriso esperançoso. Sei que a senhorita se parece mais com a sua avó, mas dá pra ver sua mãe da cabeça aos pés.

Fazendo um breve retrocesso, A Herdeira acaba com uma bomba e vários selecionados. Mas nenhum favorito total. Claro que muitas escolheram um #Team, mas tínhamos Kile, Henri, Hale, Fox e Ean concorrendo seriamente ao posto de Príncipe Consorte. Além de Eikko, o tradutor de Henri e que arrebatou muitos corações. Bom, eu tinha dois favoritos e se ela acabasse com um deles, eu estaria satisfeita. Mas vamos entrar em A Coroa.

– E agora estou no meio desse furacão e tão perdida que nem consigo pensar direito. Sinto algo por você e não sei o que fazer com isso. – Quando juntei coragem suficiente para olhar para ele de novo, encontrei um sorriso malicioso. – Pelo amor de Deus, não faça essa cara de convencido.

O livro começa, no dia seguinte ao que A Herdeira termina. Eadlyn passa a assumir muita responsabilidade e decide diminuir drasticamente o número de Selecionados e escolhe os seis meninos da Elite. Os cinco já citados e Gunner.

Lembro, que logo após A Herdeira sair, todos lerem e começarem a se desesperar, Kiera disse que tudo o que ela estava fazendo, era porque seria importante para o comportamento da Eady. Que ela tinha e iria crescer. E foi isso que eu vi. A mudança dela é radical. Ela deixa de ser egocêntrica e mimada, para dar a cara a tapa pelo seu povo e até pelas pessoas que ama. Com isso, fica mais fácil se sentir mais próxima dela.

– Você precisa aceitar a ideia de imperfeição, mesmo naquilo que considera mais perfeito. Seu irmão fugiu com uma garota, se casou no meio de um turbilhão e pode estar descobrindo, nesse exato momento, que ela ronca tão alto que ele não consegue dormir.

Ela desenvolve perfeitamente o relacionamento com os Selecionados restantes, tanto que ela tem momentos com todos eles. Engraçados, reveladores, emocionantes.

Pude perceber, logo no início do livro, que ele não se tratava de “Quem vai ganhar o coração dela?”. E sim de amor! Amor em todas as formas. O amor entre irmãos, entre amigos, por um país. E em contra partida dessa mensagem, tenho visto tanto discurso de ódio ao livro, por causa de ship. Sim, todas as resenhas falando mal do livro são resumidas, basicamente, em: “ridículo ela ter ficado com fulano”.

Eu estava rodeada de exemplos de como o amor, o amor verdadeiro, era capaz de tornar uma pessoa mais forte diante das circunstâncias, ainda que fosse necessário enfrentar a maior decepção da vida ou carregar o peso de um país nas costas.

Sendo que olhando ambos os livros, retrocedendo gestos, brechas e tudo mais, era uma coisa que se encaminhava para isso. Como disse, tinha dois preferidos e só aceitaria a dispensa de um pelo outro, se certo ponto fosse apontado e… obrigada Kiera, você fez exatamente o que eu queria e esperava.

O livro ainda tem uma reviravolta com uns três Selecionados. Eles tem atitudes que eu não esperava, mas foram tão incríveis, apesar de deixar com um gostinho a mais. E é lindo ver a amizade que a Eadlyn constrói com eles. Para mais de um deles, ela diz a frase ‘eu te amo’ e é tão normal, porque a gente passa a entender que ela se apega a esses meninos e cria afeição por eles. Fiquei me perguntando, se por ela, todos não ficariam morando no Palácio…

Assim como eu acho que a Eadlyn será capaz de mudar a opinião de muita gente sobre ela, eu mudei minha opinião sobre Josie, filha de Marlee. Tive muito problema com ela no primeiro livro e detestava só ouvir o nome. Mas ela também tem uma evolução e quando ela tem uma conversa com a Eadlyn, me peguei emocionada por ela.

Bom, emocionada foi o que eu mais fiquei e em várias conversas. Fiquei em lágrimas quando Eady conversou com Ahren, Kaden e Osten, Hale, Kile, Henri, Eikko, Aspen, Neena, Srta Brice… Nossa, resumidamente, eu chorei muuuito haha

– Você é muito mais que mediada, Eadlyn. Talvez eu não tenha dito o bastante, mas você é uma jovem extraordinária. Brilhante, divertida, capacitada. Que privilégio será poder ser um dos seus súditos.

Bom, conhecemos Marid Illéa, filho de August e Georgia, amigos de America e Maxon. Pra quem não lembra, eles ajudaram no massacre do Palácio, na época da Seleção do Maxon e ajudaram com a questão das castas. O que descobrimos nesse livro, é que Maxon e August tiveram desavenças e não se falam mais. Marid é querido pelo povo e vai ajudar a Eadlyn. O ponto que fica desde o começo da aparição dele é: Existe algum interesse por trás?

Outro fato, é que descobrimos coisas anteriores a Seleção do Maxon. E posso dizer? Clarkson conseguiu extrair mais ódio de mim! Depois de ler o conto A Rainha, tentei muito olhar para ele com outros olhos. Com os olhos da Amberly. Mas descobri que ela era cega. MUITO cega!

Ah lembram da Srta Brice e da teoria absurda de que ela seria amante do Maxon? Me pergunto até hoje como alguém SEQUER supos algo desse tipo, mas tudo bem… Enfim, saberemos quem ela é, de onde ela veio e porque ela é uma pessoa de extrema confiança.

– Então, veja só, faz vinte anos que cometo um ato de traição todos os dias. E sua mãe cometeu. Ouso dizer que Kaden é o único que consegue viver sem quebrar regra nenhuma.

Sorri, pensando em como aquilo era verdade, e já lamentando todas as regras que Osten ainda ia quebrar.

E temos momentos muito fofos relembrando coisas entre America e Maxon. Tanto durante a Seleção, quanto depois. Eles são mesmo o casal mais apaixonante possível.

Perceberam que eu não falei muito da America? Apesar de achar que vocês podem saber o destino dela, sem muito esforço, começamos o livro com ela ainda em estado grave, ok? O que vai acontecendo no decorrer do livro? Isso, só lendo para descobrir.

O livro engloba decisões que a Eadlyn toma, amizades que ela faz, responsabilidades que ela passa a ter. Mas, com certeza, se trata da evolução que ela tem em todos os sentidos. E eu tenho orgulho dela.

Ah, o epílogo do livro… ele é SUPER curtinho! Menos de uma página. Serve mais pra gente entender um pensamento (fofo) da Eady. Existe um epílogo bônus, escrito especialmente para a Barnes e Noble, que já está circulando pela internet e é LINDO! Maldade não termos acesso a isso, mas estou esperando mais um livrinho de contos, onde teremos ele e mais algum conto, assim como foi com Felizes para Sempre (Sim, estou sendo Alice, mas… rs). O epílogo se passa seis anos depois do final da Seleção e é puro amor, fofura e doçura.

– Você é sempre Eadlyn. E é sempre a rainha… E tudo para todos. E infinitamente mais para mim. […]
Ele levantou meu queixo delicadamente.
– Por favor, não fale assim da mulher que eu amo.

Eu espero que vocês deem uma chance pro livro. Não se deixem levar pelos spoilers, leiam o livro e tirem suas próprias conclusões. E, de verdade, espero que se apaixonem, porque vale a pena

Na classificação de Angélicas, o livro leva cinco!

classificacao-5-angelicas

~~~~ Repostando resenha do dia 09 de maio de 2016 ~~~~

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