Resenha ‘Todo Seu – Sylvia Day’

O escolhido de hoje para a resenha, faz parte de uma das séries mais polêmicas no meio hot. Não só pelos temas que aborda, mas por causa de problemas com a autora, demora na publicação, queda da qualidade entre os livros e por aí vai! Mas vamos começar essa resenha com a sinopse.

Gideon Cross. A coisa mais fácil que já fiz foi me apaixonar por ele. Aconteceu instantaneamente, de forma completa e irrevogável. Casar com ele foi um sonho realizado. Continuar casada com ele é a maior batalha da minha vida. O amor transforma, e o nosso é um refúgio e também a pior tempestade. Duas almas danificadas que se entrelaçaram. Nossos votos foram apenas o começo. Lutar por esse casamento pode nos libertar… ou nos separar de vez.

Sedutor e comovente, Todo Seu é a última parte da saga Crossfire, uma história de amor que cativou milhões de leitores ao redor do mundo.

Confesso que ao tomar para mim, a responsabilidade de resenhar esse livro, pela primeira vez, fiquei nervosa. Era um grande lançamento e um livro um tanto quanto aguardado por muita gente. Ao mesmo tempo em que comprei o livro em pré-venda, não tive tanto pressa em lê-lo quando chegou. Continuei com o livro que estava no momento. Muito em parte, por temer descobrir os rumos finais da série, após um quarto livro totalmente dispensável e intragável. E tudo piorou com a quantidade estratosférica de críticas em cima dele.

Bom, mas como gosto de expressar minha opinião em cima daquilo que conheço, embarquei no livro e vamos começar com a parte boa…

O livro, com toda a certeza, é bem melhor que o quarto. O fato da Eva ter voltado a ser uma pessoa normal e não aquela criatura que a substituiu no último livro, me ganhou de cara, apesar de continuar achando que ela é um pouco infantil para 24 anos. Gostei de voltar a ver a pose decidida dela e a garra em lutar pelo Gideon e o relacionamento de ambos.

Queria que Gideon sentisse essa mesma sensação de segurança comigo. Precisava que soubesse que podia baixar a guarda e respirar um pouco, que eu nos protegeria.

E Gideon… ah Moreno Perigoso! Você voltou a ser o cara que me conquistou. Ao mesmo tempo, que se tornou mais. Que mais? Não sei explicar, de certa forma. Mas ver a evolução sentimental e psicológica dele, foi incrível. Gideon vem mais aberto, nos deixando enxergar muito mais dele e de seus medos, assombros e fantasmas. A relação mais aberta com Chris, seu padrasto, é outro ponto extremamente tocante em certo ponto.

– Quando me casei com Eva, assumi a responsabilidade total pela vida e pela felicidade dela. Aceito as conseqüências sem problemas.

Mas sem dúvidas, o que roubou meu coração durante todo o momento que se fez presente, foi Lucky, o beagle que a Eva dá de presente ao Gideon. Os momentos com o filhotinho são tão fofos e emocionantes, com a devoção que ele tem pelo dono e os momentos tão precisos em que ele se faz presente.

Sem saber o que falar, vi o cãozinho chegar até meus pés e começar a lamber meus dedos.

Quanto ao casal, gosto de ver o crescimento de ambos. Gideon pareceu, finalmente, entender que eles funcionam como um time, como tantas vezes Eva repete. E a confiança que um tem no outro se torna forte. Outra coisa boa, foi eles não transarem a cada capítulo, o que me fez ter uma leitura bem mais leve. Ah, e a Eva não ficar grávida no final? Maior acerto da Sylvia nos 5 livros. Eles ainda não têm estrutura psicológica para criar uma criança.

– Você mudou minha vida, Eva. E fez o impossível: me transformou. Gosto de quem sou agora. Pensei que isso nunca fosse acontecer. (…)  – Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

Mas tudo tem um lado ruim e os desse livro me incomodaram bastante durante a leitura…

A primeira coisa que eu me deparei de errado no livro, foi a linha temporal dele. Pra quem não lembra, o primeiro livro foi lançado lá em 2012. E livro após livro, começamos no exato ponto onde o anterior terminou. Com isso, temos um período de 4 meses englobando os 5 livros. Coisa que a autora parece ter esquecido. O último livro termina nas primeiras semanas de outubro de 2012, mas a Sylvia cita coisas como: Cary e Eva ouvindo Sam Smith (que veio aparecer em 2013/2014). Relembra a música Brave, da Sara Bairelles, que a Eva cantou para Gideon no karokê, sendo que a música em si, foi lançada no final de 2013. E Cary utiliza Uber. Confesso que fui pesquisar isso para falar com propriedade, o Uber existe a um tempo nos EUA, mas em Nova Iorque, é pouco utilizado, sendo requisitado mais como um transporte aéreo (acreditem!). Mas até aí, tentei relevar, ao lembrar que a querida planejava uma trilogia e a mudança temporal foi afetada nos “livros extras”.

Mas NADA, NADA MESMO me incomodou como as pontas soltas. O que eu esperava desse livro? Que ele resolvesse todas as pendências existentes: Corinne, Anne Lucas, Dr Lucas, Deanna Johnson e por aí. E sabe o que temos? Um grande… NADA!

Corinne se faz presente no segundo capítulo, apenas para falar das fotos que vão para o livro. Como tem uma pequena confusão com a publicação do mesmo, a gente fica sem saber se teve ou não livro. Com Deanna, é basicamente a mesma coisa. Ela tem uma cena de confronto com Gideon, ele faz uma proposta a ela e de novo, não temos resposta sobre o que ela fez. Dr. Lucas então… mal é citado. E Anne Lucas que prometia ser A vilã final a ser derrotada… sem palavras pro plot que deram pra ela.

Outra coisa que me deixou nervosa de não entender, é algo envovendo Chris, Christopher e Gideon. Esse conta uma suspeita para o padrasto, que vai até o filho mais novo em busca de respostas. O que ficamos sabendo? Nada! A conversa foi sigilosa e nós ficamos morrendo de curiosidade sobre a possibilidade do que o Chris suspeita ser real ou não.

Tirando isso, ela ainda criou um mistério desnecessário sobre certo assunto novo (como se precisasse de mais) e uma morte, absurdamente, nada a ver. Fora que ela resolveu o mistério no último capítulo e de uma forma tão corrida, que tive que reler, pra entender de fato.

Em suma, eu recomendo a leitura. Não é o melhor livro da série, mas é bem melhor que o quarto e se torna uma forma de encerrar a vida de Eva e Gideon. O que as pessoas precisam ter, é totalmente a mente aberta. Criar zero expectativa, para não se decepcionar.

Gideon tocou meu rosto com dedos suaves. Não disse as palavras, mas as vi em seus olhos e as senti em sua carícia. Tínhamos amor. O resto viria.

Espero que gostem da minha opinião. Tentei ser o mais sincera com os meus sentimentos sobre o livro.

Na classificação de Angélicas, eu fico com três.

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~~~~ Repostando resenha do dia 15 de abril de 20016 ~~~~

 

 

 

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2 comentários em “Resenha ‘Todo Seu – Sylvia Day’

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