Resenha de Quarta: ‘Proibido – Tabitha Suzuma’

O meu escolhido da semana me deixou totalmente em frangalhos. Eu li o livro antes de sair aqui no Brasil e morri de tanto chorar com essa história. Ele tem um tema tão polêmico, mas eu não consigo não amar esse livro e tudo que ele representa.

“Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?”

Já descobriram de qual livro estou falando? Se alguém respondeu Proibido de Tabitha Suzuma está corretíssimo. Forbidden (título original) foi publicado por aqui em 2014 pela editora Valentina.

Mais antes de falar mais dele, vamos à sinopse?

Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.Eles são irmão e irmã.Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia?Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

Antes de tudo vamos falar da capa? Vocês já devem ter percebido como sou louca por capas né?rs Sempre falo delas nas minhas resenhas e com essa não seria diferente. A capa original é bem diferente da nacional, mas eu amo essa capa de verdade. O conceito de proibido está totalmente espelhado nessa capa. Além de passar a mensagem de perigoso e doloroso.

forbiddenxproibido
Capa original (esquerda) e capa nacional (direita)

Como começar a descrever o tamanho da carga emotiva que esse livro nos coloca? Só de está escrevendo essa resenha eu já quero chorar. O coração pesa. Todos os sentimentos ficam borbulhando dentro de mim. Eu senti raiva. Eu senti medo. Eu amei junto com os personagens. Eu sofri com eles também. Os personagens principais levaram um pouquinho do meu coração para dentro da história deles. E quando fechei o livro o sentimento que eu tive foi de perda.

Como eu disse, esse livro tem um tema polêmico e muitas pessoas já leem com um preconceito enraizado e não conseguem absorver a mensagem que a autora tentou transmitir. Então, se você ainda não leu, tente livrar sua mente de pré-julgamentos antes de começar a lê-lo. O livro trata sim o tema incesto (está na sinopse, portanto não é spoiler), mas ele não é só isso. A história está muito longe de ser só isso.

“Sempre que estou longe de Maya, eu me sinto incompleto… menos que incompleto. Eu me sinto como se não fosse nada, como se não existisse. Não tenho identidade, não falo, nem mesmo olho para as pessoas. A presença delas é insuportável como sempre – tenho medo de que, se prestarem atenção em mim, vão adivinhar o meu segredo.”

Maya e Lochan sempre foram melhores amigos. Sempre estiveram lá para os três irmãos mais novos quando seus pais não estiveram. Ambos criam seus irmãos como se fossem seus próprios filhos desde que Lochan tinha 12 anos. Se preocupam todos os afazeres domésticos, além de sempre se preocupar se todos estão bem e foram para escola. Tudo isso para impedir que eles sejam separados pelo sistema legal já que a mãe deles é uma relapsa. Não se importa com nada relacionados a eles. Eu tive uma raiva enorme dessa mulher. Eu me enfurecei por quanto ela foi ausente na vida desses meninos.

Eles são apenas dois adolescentes e que nunca fizeram nada de errado na vida. Sempre tentaram se manter fora de perigo e de brigas. Quando eles se dão conta do que sentem um pelo outro, eles realmente não sabem como lidar. Além de novo, é errado. Eles não deveriam se amar dessa maneira. Mas o sentimento cresce e juntos, eles começam a descobrir o amor. Um amor além da vida. Um amor além da dor. Um amor além da amizade. Um amor além do sangue.

“Não há leis e nem limites para os sentimentos. A gente pode se amar tanto e tão profundamente quanto quisermos. Ninguém, Maya, ninguém poderá nunca tirar isso da gente.”

A história tem capítulos narrados pelo ponto de vista de Lochan e Maya. Eu realmente adoro esse tipo de narrativa, pois nos coloca realmente dentro da história. Conseguimos saber como cada personagem está lidando com a história. Com essa narrativa podemos desde o início sentir a pressão que os personagens estão sentindo. E com isso foi impossível não sofrer com eles.

Depois de dois anos após a minha primeira leitura desse livro, eu ainda não consegui superar aquele final. Todas as vezes que penso que a história poderia ter tido outro rumo, eu tenho vontade de chorar. Eu tenho uma raiva enorme pela mãe deles. Ela tem uma parcela enorme em tudo de ruim que aconteceu na vida dessas cinco crianças. Quando o livro acabou, eu só queria pegar os cinco e colocar no colo e prometer que mais nada de ruim acontecerei com eles.

“Você sempre foi meu melhor amigo, minha alma gêmea, e agora eu estou apaixonada por você também. Por que isso é um crime?”

A escrita da autora é totalmente envolvente e rica. Ela realmente nos carregou para dentro de sua história e nos fez sentir tudo que os personagens estavam sentindo, pensando ou até mesmo querendo fazer. Ela teve a sensibilidade e delicadeza de escrever uma história que é maravilhosa e perturbadora do inicio ao fim. Proibido é daqueles livros que após ser lido você carregará para sempre na memória e no coração. Ele te estilhaça, mas também de mostra que amor é amor, independente da forma que ele é sentido ou compartilhado.

**Repostando Resenha de 18 de março***

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