Resenha ‘Como eu era antes de você – Jojo Moyes’ + Análise do filme

Oi gente! Hoje a resenha vai ter um gosto especial. Vamos falar de Como eu era antes de você da Jojo Moyes, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. Mas não é só isso. Vamos falar sobre o filme da Warner Bros. Pictures. Sim, eu vi o filme esse final de semana, numa das pré estréias especiais e vou fazer um comentário, totalmente, SEM spoilers! Juro!
Mas vamos começar com o livro…

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.
Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Bom, acho que a grande maioria das pessoas já leu esse livro. Seja como eu, que leu lá em 2013 (e deu sorte, porque se livrou dos spoilers), ou seja, mais recentemente, com toda a animação em cima do filme. E, poucas pessoas que eu conheço, não gostaram da leitura. Mas enfim, vamos lá.

O livro começa nos apresentando a vida de Will antes do acidente e naquele breve prólogo, podemos ver o quanto ele era ativo e animado com a vida. Até que a tragédia acontece e, como ele mesmo diz, de forma irônica. Já que o motoqueiro foi atropelado por uma motocicleta, justamente quando ele estava a pé.

Então, somos apresentados a Lou, a garota fofa, que se veste de modo engraçado, super falante e que precisa de um emprego, já que foi demitida do café onde trabalhava. Depois de várias tentativas falhas, ela vai para a entrevista de emprego na casa dos Traynor e assim, seu caminho se cruza com o do Will.

O relacionamento deles, no início, é quase inexistente. Will não quer dar espaço para Lou entrar na vida dele e a trata com todo o “desprezo” que é possível, até o dia que ela explode. E, acredito que, a partir do momento que ele percebe que ela não tem medo de bater boca com ele e falar verdades só porque ele está preso numa cadeira, é que tudo começa a mudar.

Eles começam a conversar mais, Will se interessa pelas coisas que a Lou faz e fica um pouco irritado por ela se limitar apenas a cidade em que eles moram, sendo que ela tem muito que viver e explorar da vida. O que acontece assim que o relacionamento deles melhora, é que a Lou descobre que Will quer ir para os Dignitas e se matar, dentro de poucos meses. E assim, descobre que foi contratada para impedir que ele se suicide durante o período de seu contrato. Isso abala tanto a Lou, que seu primeiro instinto é desistir do emprego. Até que, conversando com sua irmã, ela toma a decisão de organizar uma série de coisas para fazer com Will, no intuito de fazê-lo mudar de ideia. Passeios que envolvem o fracasso de ir a uma corrida de cavalo até ir a um lindo concerto de música clássica.

– Você tem vinte e seis anos, Clark. Devia estar lá fora, buscando conquistar o mundo, arrumando confusão em bares, mostrando seu estranho guarda-roupa para homens espertos…

Bom, vamos sair de Will e Lou por um parágrafo rs. Louisa mora com a família composta de pai, mãe, irmã, sobrinho e avô. Sua casa é sempre apertada e ela é sempre zoada pela família, de algum modo. Principalmente, comparando-a com a irmã, que por sinal, é uma egoísta! – sim, eu acho isso da Katrina. Ela me irrita em quase todas as partes que aparece no livro, me julguem. Além deles, Lou ainda tem um namorado, Patrick, que faz corridas e quer que a Lou o acompanhe em um importante triatlo. Só que esse relacionamento, que já estava fadado ao fracasso, muda ainda mais com a chegada de Will na vida de Lou.
Já Will, que tinha amigos e namorada antes do acidente, passa a ter só seus pais, sua irmã e Nathan, seu enfermeiro, na sua vida. Nathan é o que a gente mais convive das pessoas perto do Will e é muito fácil gostar dele. Sua irmã faz uma breve aparição, meio histérica, mas importante para alguns fatos serem desenrolados. E seus pais… bom, seu pai é o que mais aceita a decisão de Will, apesar de ainda querer que ele viva. Já sua mãe, luta contra isso, é controladora, um pouco arrogante, mas é uma pessoa que você acaba com pena, por tudo o que sofre.

Voltando aos nossos protagonistas, que se envolvem cada vez mais e fica nítido como eles gostam um do outro. Eles ainda passam por muitas coisas, boas e ruins, antes do fim do livro e que fazem mudanças na vida de ambos. É tão bonito ver tudo o que um acaba fazendo pelo outro. Os momentos de ligação entre eles são escritos de maneira tocante e comovente.

– Acho que podemos fazer de tudo. Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade. Vi isso quando deixei Patrick. E acho até que você gosta um pouco de mim.
[…]
– Psiu. Escute. Você, principalmente. Ouça o que eu vou dizer. Esta… noite… é a melhor coisa que você poderia fazer por mim. O que disse, o que fez para me trazer aqui… mesmo sabendo o idiota completo que eu era no começo, acho incrível você conseguir resgatar algo para amar. […]

Ah, apesar de o livro ser, praticamente, todo narrado por Lou, temos alguns POVs surpresas no meio do livro. Mas antes de terminar, quero destacar uma coisa, que eu sempre vejo sendo deixada de lado…

A maioria esmagadora comenta sobre a decisão final de Will. Uns consideram ele egoísta, outros entendem seu ponto de vista. Mas, raramente, vejo alguém comentando o trauma que a Lou passou na vida. Em certo momento no livro, depois de um desafio feito por Will, Lou revela um trauma que passou anos antes e que a faz desistir de viajar para Austrália e que a fez passar a se vestir e se comportar de modo diferente. Acho que as pessoas “desprezarem” esse fato, é um pouco triste. É algo tão marcante, tão triste e ignorado. Acredito que isso mudou e muito o rumo da vida da Lou. Tudo poderia ter sido diferente.

Acho que esse livro passa uma lição de vida. Pelo menos, eu enxergo assim, ainda mais envolvendo as frases ditas pelo Will.

– É que… não aguento pensar que você vai ficar aqui pelo resto da vida. – Ele engoliu em seco. – Você é muito inteligente. Muito interessante. – Ele desviou os olhos de mim. – Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.

Filme: Bom, acho que já falei demais do livro, vamos ao breve e SEM SPOILER comentário do filme… E sim, eu fui com a minha meia

45

– Meia-calça de abelhinha?
– Tinham listras pretas e amarelas.
– Que coisa linda.

Podem ir ao cinema sem o menor medo de se decepcionar. De verdade! É uma das adaptações mais fiéis que eu já pude ver. Claro que pequenas mudanças ocorrem, mas nada que mexa com a estrutura do filme/livro ou que nos afete demais, como leitores. Os cortes são poucos, mas os que ocorrem, não fazem falta também. Acho que na verdade, acabam por dar mais agilidade ao filme. Talvez, as pessoas reclamem do que cortaram, mas porque sempre queremos ver tudo o que lemos ainda mais se sentirmos alguma coisa com a cena. Mas em si, a fidelidade é extremamente alta. Com falas totalmente retiradas do livro.

– Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.

Um mudança positiva, para mim, foi em relação a irmã de Lou. Eu adorei como a colocaram no filme, que era o que estava me dando medo, já que eu detesto a personagem do livro.

Um ponto negativo fica por conta do começo. As cenas iniciais são bem corridas. Não que estrague o filme, mas as cenas mal começam e já terminam. Coisa que só acontece no início mesmo.

Sobre os atores: Emilia incorporou, totalmente, Lou. As roupas são tão engraçadas e tão Lou. E lindas. De verdade. Acho que se mudássemos as combinações, seriam roupas que poderíamos usar – menos os sapatos rs. Sam ta incrível! Como Will não se mexe, ele trabalhou muuuito com o rosto e suas expressões. Tem uma parte, que isso tirou muitas risadas das pessoas. E a parte da imobilidade então… não tava achando que ele, elétrico como é, conseguiria ficar tão imóvel, mas ficou!

– E esses foram – falei – os melhores seis meses da minha vida.
Fez-se um longo silêncio.
– Engraçado, Clark, os meus também.

O filme ta lindo demais, gente. Ele superou minhas expectativas. Dá pra rir, mas com certeza, dá pra chorar e muito! Acho que eu deixei uma poça na camisa do meu noivo e quando o filme terminou, o que mais se escutava pela sala de cinema, era fungadas. E até de homens! Ah, as músicas combinaram super bem com os momentos em que tocavam. Amei! Espero que vocês amem o filme e depois contem como foi

É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua.
Não pense muito em mim. Não quero que fique toda sentimental. Apenas viva bem.
Apenas viva,
Com amor,
Will.

Claro, que esse livro merece classificação de cinco Angélicas. Até porque, é uma meus preferidos da vida!

classificacao-5-angelicas

 

~~~~ Repostando resenha do dia 13 de junho de 2016 ~~~~ 

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2 comentários em “Resenha ‘Como eu era antes de você – Jojo Moyes’ + Análise do filme

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